Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/1822/64711

TitleFeminização das migrações internacionais e confluência de fatores de vulnerabilidade na condição das mulheres migrantes
Author(s)Jerónimo, Patrícia
KeywordsGénero
Migrações
Direitos humanos
Interseccionalidade
Islão
alteridade
Issue date2019
PublisherUniversidade do Minho. Centro de Investigação Interdisciplinar em Direitos Humanos (CIIDH)
CitationJerónimo, Patrícia, "Feminização das migrações internacionais e confluência de fatores de vulnerabilidade na condição das mulheres migrantes", in Patrícia Jerónimo (coord.), Igualdade de Género: Velhos e Novos Desafios, Braga, DH-CII, 2019, pp. 37-62
Abstract(s)Um dos traços distintivos das migrações internacionais contemporâneas é, segundo Hein de Haas, Stephen Castles e Mark J. Miller, a “feminização das migrações para fins laborais”. O uso desta expressão – que está longe de ser consensual – deve-se ao facto de a participação das mulheres migrantes nas migrações para fins laborais ter vindo a aumentar, com mulheres a migrar sozinhas e a dominar os fluxos migratórios entre Cabo Verde e Itália, Equador e Espanha ou Etiópia e Médio Oriente, por exemplo. Temos hoje um conhecimento muito mais alargado sobre o papel das mulheres nas migrações internacionais e sobre o modo como as categorias de género (incluindo a discriminação e a violência de género) influenciam a experiência das mulheres nas diferentes fases do processo migratório (antes da saída, em trânsito, no país de acolhimento e no eventual regresso ao país de origem). A discussão sobre o impacto das migrações internacionais para os direitos humanos das mulheres continua a ser marcada pela atenção aos aspetos patológicos (e.g. tráfico, exploração), mas, à semelhança do que se passa para as discussões sobre as migrações em geral, tem-se procurado sublinhar igualmente os aspetos positivos do processo, não apenas para as mulheres migrantes como também para as suas congéneres nas sociedades de acolhimento. Tão ou mais popular do que a tese da feminização é o topos da interseccionalidade, que, aplicado à análise das migrações internacionais contemporâneas, tem servido essencialmente para notar que a vulnerabilidade das mulheres imigrantes resulta, não apenas da sua condição de mulheres e de migrantes, mas do cruzamento destes com vários outros fatores de discriminação (raça e etnicidade, cultura, religião, classe, nacionalidade, orientação sexual, etc.) que se reforçam mutuamente, potenciando abusos e exacerbando as dificuldades de integração das mulheres imigrantes nas respetivas sociedades de acolhimento.
TypeBook part
URIhttps://hdl.handle.net/1822/64711
ISBN978-989-54032-8-8
AccessOpen access
Appears in Collections:ED/DH-CII - Livros e Capítulos de Livros

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