Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/1822/38465

TitleAging and Alzheimer's disease: Searching for novel molecular cues
Other titlesEnvelhecimento e doença de Alzheimer: Em busca de novas pistas moleculares
Author(s)Mesquita, Sandro Gabriel Ferreira Dá
Advisor(s)Marques, Fernanda
Palha, Joana Almeida
Issue date17-Jul-2015
Abstract(s)Increased life expectancy contributed to a marked increase in aging-associated maladies. Among those, we can find dementias, which are often accompanied by neurodegeneration and behavioral alterations, and may culminate in a loss of independence and autonomy. Alzheimer's disease (AD) represents the most prevalent form of age-associated dementia and is characterized by severe memory loss and cognitive deficits. This neurodegenerative disease exists as either a less common, early-onset, autosomal dominant familial form and a more prevalent, late-onset, sporadic form. Yet, both types of AD are characterized by common brain pathological hallmarks, namely the presence of extracellular senile plaques, which are highly enriched in different forms of aggregated amyloid beta (Aβ) peptides, and of intracellular neurofibrillary tangles, that result from the aggregation of hyperphosphorylated Tau protein. The discoveries made in the past two decades shed some light on the mechanisms that trigger neuroinflammation, cellular dysfunction and brain pathology, as well as their role as mediators of behavioral alterations, in AD. However, certain aspects of the disease are still poorly understood and are, sometimes, controversial. This thesis emerged with the objective of using different models to explore the role of novel and promising cellular and molecular targets in the context of aging and AD. Initially, we focused on the role of the protein lipocalin 2 (LCN2), which is closely involved in the innate immune response and in iron metabolism, two different mechanisms that can equally modulate the amyloidogenic pathway and Aβ toxicity in AD. Herein, we show that LCN2 is overproduced both in vitro and in vivo by specific brain cell types, namely choroid plexus (CP) epithelial cells and astrocytes, in response to Aβ1-42 peptides. Importantly, we show that the overexpression of iron metabolism and innate-like proinflammatory genes, as well as the marked astrogliosis, observed in response to the toxic levels of Aβ1-42, are ablated in the absence of LCN2. These results point to a role of LCN2 in the modulation of Aβ-induced toxicity and prompt for further investigation regarding the impact of LCN2 on brain pathology and behavior impairment in AD. Next, taking into account the important function of the brain barriers in the maintenance of central nervous system (CNS) homeostasis in health and in disease, we analyzed the response at the level of the blood-cerebrospinal fluid (CSF) barrier, formed by the CP cells, in AD. For that, we took advantage of an AD transgenic mouse model, the PDGFB-APPSwInd (J20) mice, which overexpress the human gene for amyloid precursor protein (APP) with two mutations that favor its amyloidogenic processing and an increased formation of Aβ peptides. Specifically, we analyzed the response in the CP of J20 mice and of age matched wild-type (WT) littermate controls at 3, 5-6 and 11-12 months. By microarray analysis, we found that aging influences different gene pathways in the CP of 11-12 months-old mice, such as the ones involved in the regulation of the cellular circadian cycle, transport of nutrients and lipid metabolism. These alterations support the idea that there is a clear dysfunction of the CP with aging, which impacts on the production of CSF and on the integrity of the blood-CSF barrier. Strikingly, we found an early overexpression of genes implicated in the type I interferon (IFN) response and a decreased expression of the gene encoding for IFN-γ, the major type II IFN cytokine, at later ages, in the CP of J20 mice when compared to age-matched WT mice. Trying to figure out the extent of these changes, we also investigated the response in the brain parenchyma, namely in the dorsal hippocampus (dHPC), and in the periphery, particularly in the liver. Interestingly, the manifestation of deficits in spatial reference-memory by J20 mice, at 3 months, and by WT mice, at 11-12 months, was accompanied by an increased expression of type I IFN genes in the dHPC. Noticeably, we observed a significant correlation between the levels of IFN-α in the CSF and the performance in a memory-dependent task. Regarding the responses in the brain and in the periphery, we found a similar pattern of type II IFN gene expression in the CP and in the liver of J20 mice. However, with aging, there was an overexpression of type I IFN genes and a decrease in the number of perivascular Aβ-loaded macrophages in the liver of J20 mice. These observations suggest that changes in the levels of different types of IFNs may influence the deposition and/or clearance of Aβ, as well as memory and cognition. Altogether, the work presented here highlights some important functions and effects of different types of inflammatory molecules, such as LCN2 and IFNs, in the context of neurodegeneration and of behavioral alterations in AD, opening new doors for future research in the field.
O aumento da esperança média de vida contribuiu para um aumento acentuado das doenças associadas ao envelhecimento. Entre essas, podemos encontrar as demências, que são muitas vezes acompanhadas por neurodegeneração e alterações comportamentais, e poderão culminar numa perda de independência e autonomia. A Doença de Alzheimer (DA) representa a forma mais prevalente de demência associada ao envelhecimento, e é caracterizada por perda de memória e défices cognitivos acentuados. Esta doença neurodegenerativa pode manifestar-se numa forma autossómica dominante menos comum, de início precoce, ou numa forma esporádica mais comum, de início tardio. No entanto, ambas as formas de DA são caracterizadas por marcas patológicas cerebrais comuns, nomeadamente a presença de placas senis extracelulares, ricas em péptidos beta-amiloide (Aβ) em diferentes estados de agregação, e emaranhados neurofibrilares intracelulares, resultantes da agregação da proteína Tau hiperfosforilada. As descobertas realizadas nas últimas duas décadas contribuiram para uma melhor compreensão dos mecanismos que desencadeiam neuroinflamação, disfunção celular e patologia cerebral, assim como o seu papel como mediadores de alterações comportamentais, na DA. No entanto, alguns pormenores acerca da doença não são ainda completamente claros, sendo até, por vezes, controversos. Esta tese surgiu com o objetivo de utilizar modelos diferentes para explorar o papel de alvos celulares e moleculares novos e promissores no contexto do envelhecimento e da DA. Inicialmente, focámo-nos no papel da proteína lipocalina 2 (LCN2), que está intimamente envolvida na resposta imune inata e no metabolismo do ferro, dois mecanismos diferentes que estão envolvidos na modulação da via amiloidogénica e da toxicidade da Aβ na DA. Neste trabalho, mostramos que a LCN2 é produzida em maior quantidade, tanto in vitro como in vivo, por certos tipos de células cerebrais, nomeadamente por células epiteliais do plexo coroide (CP) e astrócitos, em resposta a péptidos Aβ1-42. É importante salientar que os níveis de expressão de genes do metabolismo do ferro e da resposta pró-inflamatória inata, assim como a astrogliose acentuada, observados em resposta a níveis tóxicos de Aβ1-42, estão reduzidos na ausência de LCN2. Estes resultados apontam para um papel da LCN2 na modulação da toxicidade induzida por péptidos Aβ e para a necessidade de aprofundar a investigação acerca do impacto da LCN2 na patologia cerebral e défices comportamentais na DA. De seguida, tendo em conta a importante função das barreiras do cérebro na manutenção da homeostasia do sistema nervoso central (SNC) na saúde e na doença, analisámos a resposta ao nível da barreira sangue-líquido cefalorraquidiano (LCR), formado pela células do CP, na DA. Nesse sentido, utilizámos um modelo da DA, os ratinhos transgénicos PDGFB-APPSwInd (J20), que sobreexpressam o gene humano que codifica a proteína precursora da amiloide (APP) com duas mutações que favorecem o seu processamento pela via amiloidogénica e um aumento da formação de péptidos Aβ. Especificamente, analisámos a resposta no CP de ratinhos J20 e do tipo selvagem (WT), da mesma idade e ninhada, aos 3, 5-6 e 11-12 meses. Através da análise por microarray, descobrimos que o envelhecimento influencia genes de vias diferentes no CP de ratinhos com 11- 12 meses de idade, nomeadamente as que estão envolvidas na regulação do ciclo circadiano celular, transporte de nutrientes e metabolismo de lípidos. Estas alterações apoiam a ideia de que há uma clara disfunção do CP com o envelhecimento, e que esta tem um impacto sobre a produção de LCR e sobre a integridade da barreira sangue-LCR. Surpreendentemente, descobrimos uma sobre-expressão precoce de genes envolvidos na resposta de interferão (IFN) do tipo I e uma diminuição da expressão do gene que codifica IFN-γ, a principal citocina de IFN tipo II, em idades posteriores, no CP de ratinhos J20 em comparação com ratinhos WT da mesma idade. Numa tentativa de descobrir a extensão destas alterações, também investigámos a resposta no parênquima cerebral, nomeadamente no hipocampo dorsal (dHPC), e na periferia, particularmente no fígado. Curiosamente, a manifestação de défices de memória por ratinhos J20, aos 3 meses, e por ratinhos WT, aos 11-12 meses, foi acompanhada por um aumento da expressão de genes de IFN tipo I no dHPC. Notavelmente, observámos uma correlação significativa entre os níveis de IFN-α no LCR e o desempenho numa tarefa dependente da memória. Relativamente às respostas no cérebro e na periferia, encontrámos um padrão semelhante de expressão de genes de IFN tipo II no CP e no fígado de ratinhos J20. No entanto, com o envelhecimento, houve uma sobre-expressão de genes de IFN tipo I e uma diminuição no número de macrófagos perivasculares positivos para Aβ no fígado de ratinhos J20. Estas observações sugerem que alterações nos níveis de diferentes tipos de IFNs podem influenciar a deposição e/ou a excreção de Aβ, bem como a memória e cognição. No seu todo, o trabalho aqui apresentado destaca importantes funções e efeitos de diferentes moléculas inflamatórias, como a LCN2 e os IFNs, no contexto da neurodegeneração e das alterações comportamentais na DA, abrindo novas portas para futura investigação na área.
TypeDoctoral thesis
DescriptionTese de Doutoramento em Ciências da Saúde
URIhttp://hdl.handle.net/1822/38465
AccessOpen access
Appears in Collections:BUM - Teses de Doutoramento
ICVS - Teses de Doutoramento

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