Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/1822/36554

TitleExploring the secretome of mesenchymal like stem cells for central nervous system regenerative medicine: a focus on Parkinson's disease
Other titlesO papel do secretoma das células estaminais mesenquimais no campo da medicina regenerativa do sistema nervoso central: foco na doença de Parkinson
Author(s)Marques, Ana de Oliveira Resende Pires
Advisor(s)Salgado, A. J.
Sousa, Nuno
Issue date24-Feb-2015
Abstract(s)In recent years, mesenchymal stem cells (MSCs) have emerged as strong therapeutic candidates for Central nervous system (CNS) regenerative medicine. Over the last decade, neuroregulatory molecules secreted by different tissue derived MSCs have shown to hold a tremendous therapeutic potential towards CNS protection and recovery in animal models of distinct CNS disorders. More recently, it has been discovered that MSCs also secrete microvesicles and exosomes which have been reported to act as reparative agents. Nevertheless, despite these progresses, is still not known if the MSCs secretome alone, without any further cell transplantation, induces similar therapeutic benefits. Moreover, it is still not known if the secretome of different tissue derived MSCs have similar or differential therapeutic impact on a neurodegenerative disease, such as Parkinson’s disease (PD). Finally, an in-depth proteomic analysis to the secretome of MSCs is yet to be made. As a consequence of this, the scope of the present thesis was to explore the potential of the sole use of different tissue derived MSCs secretome, namely derived from bone marrow (BMSCs), adipose tissue (ASCs) and the Wharton jelly surrounding the vessels of the umbilical cord [(WJ-MSCs/human umbilical cord perivascular cells (HUCPVCs)] for CNS regenerative medicine, namely in PD. For this purpose, we first studied (Chapter 2) the effect of the BMSCs, ASCs and HUCPVCs secretome, in the form of conditioned media (CM) collected at different time points (24h,96h), on the survival and neuronal differentiation of a neuroblastoma cell line (SH-SY5Y cells). Results showed that the secretome of both BMSCs and HUCPVCs was capable of supporting SH-SY5Y cells survival, induce neurite outgrowth, as well as their differentiation into neuron-like cells. These experiences further indicated that the secretome of the two cell populations was inducing SH-SY5Y cells towards a different phenotype. In chapter 3 it was revealed that ASCs secretome induced a higher survival rate in ventral mesencephalic cells (VMCs). Moreover, when the secretome of the three MSC like cell populations was individually administrated into a 6-hydroxydopamine (6-OHDA) hemiparkinsonian rat model of PD, it was observed that BMSCs secretome induced a higher functional recovery, as assessed by the stair case test, as well as an increase on the number of tyrosine hydroxylase (TH) positive cells in the substantia nigra. Finally, in chapter 4, an exhaustive proteomics approach based on liquid chromatography coupled with tandem mass spectrometry following information dependent and SWATH (sequential windowed data independent acquisition of the total high-resolution mass spectra) acquisitions was performed in order to characterize the secretome of BMSCs, ASCs and HUCPVCs. Through this approach, we have been able to identify and quantify 121 proteins, from which 20 have been shown to be involved in events related with neural repair. The latter not only included neurotrophic, neurogenic, axon guidance, axon growth and neurodifferentiative proteins, but also proteins playing roles against distinct pathogenic processes, including oxidative stress, apoptosis, excitotoxicity, inflammation, glial scarring and toxic protein deposition, which have been shown to be involved in several CNS disorders/injuries. Importantly, the latter proteins were found to be differently expressed within the secretome of the MSCs populations in study. This result, not only demonstrates that effectively there are differences within the secretome of the MSCs populations in study, but also suggests that the secretome of different tissue derived MSCs may have a different impact in neuroprotection, neuroreparative and neurodifferentiation phenomena, which can explain the results obtained in the studies conducted throughout the present thesis. In summary, the work developed in the present thesis adds new knowledge on the biological and molecular relevance of the secretome differences of different tissue derived MSCs in the context of CNS neuroprotection and neuron repair. Moreover, it also demonstrates that, although it is important to select the appropriate cell type for application, the sole use of MSCs secretome may be a promising cell free therapeutic tool for future application in CNS regenerative medicine.
Nos últimos anos, as células estaminais mesenquimais (MSCs) surgiram como fortes candidatos terapêuticos para a medicina regenerativa do sistema nervoso central (SNC). Durante a última década, as moléculas com carácter neuroregulador secretadas pelas MSCs isoladas de diferentes tecidos têm demonstrado um imenso potencial terapêutico para a proteção e recuperação em modelos animais de diferentes doenças do SNC. Mais recentemente, descobriu-se que as MSCs também secretam microvesículas e exossomas, tendo estes sido descritos como agentes activos nas possíveis propriedades terapêuticas do secretoma. Contudo, apesar destes progressos, ainda não é conhecido se o secretoma das MSCs, por si só, é capaz de induzir benefícios terapêuticos. Para além disso, ainda não é conhecido se o secretoma de MSCs isoladas de diferentes tecidos têm impacto terapêutico semelhante ou diferencial na mesma doença neurodegenerativa. Finalmente, uma análise proteómica detalhada do secretoma das MSCs ainda se encontra por realizar. Como consequência, o objetivo da presente tese foi explorar o potencial do uso exclusivo do secretoma das MSCs, nomeadamente derivado da medula óssea (BMSCs), tecido adiposo (ASCs) e da geleia circundante dos vasos do cordão umbilical (HUCPVCs), para a medicina regenerativa do SNC, nomeadamente na doença de Parkinson (DP). Para este fim, foi estudado em primeiro lugar (Capítulo 2) o efeito do secretoma das BMSCs, ASCs e HUCPVCs, sob a forma de meio condicionado (MC) recolhido em diferentes alturas (24h, 96h), na sobrevivência e diferenciação neuronal de uma linha celular de células de neuroblastoma (células SH-SY5Y). Os resultados demonstraram que o secretoma das BMSCs e HUCPVCs foi capaz de suportar a sobrevivência das células SH-SY5Y, induzir o crescimento de neurites, bem como a sua diferenciação em células neuronais. Estas experiências indicaram ainda que o secretoma das duas populações celulares induziu a diferenciação das células SH-SY5Y em diferentes fenótipos. No capítulo 3, foi revelado que o secretoma das ASCs induziu um efeito superior na sobrevivência de células mesencefálicas ventrais. Para além disso, quando o secretoma das três populações de MSCs foi administrado individualmente num modelo de DP com lesão unilateral induzida com 6-hidroxidopamina (6-OHDA), observou-se que o secretoma das BMSCs induziu uma maior recuperação funcional, avaliada com recurso ao staircase test, assim como um aumento do numero de células positivas para tirosina hidroxilase (TH) na substancia nigra. Finalmente no capítulo 4, uma análise proteómica exaustiva, baseada em cromatografia liquida acoplada à espectroscopia de massa em tandem seguindo aquisições de informação dependente e SWATH, foi realizada com o intuito de caracterizar o secretoma das BMSCs, ASCs e HUCPVCs. Através desta abordagem, foi possível identificar e quantificar 121 proteínas, das quais 20 demonstraram estar envolvidas em eventos relacionados com a reparação neuronal. Estas incluíram não só proteínas com carácter neurotrófico, neurogénico, de orientação de axónios e neuro-diferenciativo, como também proteínas que desempenham funções contra diferentes processos patogénicos, incluindo stress oxidativo, apoptose, excito-toxicidade, inflamação, cicatrização glial e deposição de proteínas tóxicas, que têm sido descritos como estando envolvidos em vários distúrbios/lesões do SNC. É ainda importante referir que as proteínas que foram encontradas no secretoma das populações de MSCs em estudo exibiram expressões diferentes. Este resultado, não só demonstra que efetivamente existem diferenças no secretoma das populações de MSCs em estudo, mas também sugere que o secretoma de MSCs derivado de diferentes tecidos pode ter um impacto diferente em fenómenos de neuroprotecção, neuro-reparação e neurodiferenciação, o que pode explicar os resultados obtidos nos estudos realizados ao longo da presente tese. Em resumo, o trabalho desenvolvido na presente tese acrescenta novos conhecimentos acerca da relevância biológica e molecular do secretoma de MSCs derivado de diferentes tecidos no contexto de neuroprotecção e neuro-reparação do SNC. Adicionalmente, também demonstra que embora seja importante selecionar o tipo de células apropriado para aplicação, o uso exclusivo do secretoma das MSCs pode ser uma ferramenta terapêutica promissora, isenta de células, para aplicação futura na medicina regenerativa do SNC.
TypeDoctoral thesis
DescriptionTese de Doutoramento em Ciências da Saúde
URIhttp://hdl.handle.net/1822/36554
AccessOpen access
Appears in Collections:BUM - Teses de Doutoramento
ICVS - Teses de Doutoramento

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