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TitleA construção de identidade na representação literária pós-colonial de Antígua sob a voz de escritoras nativas
Other titlesThe construction of identity in the postcolonial literary representation of Antigua under the voice of female native writers
Author(s)Vivas, Lívia Maria Bastos
Advisor(s)Paisana, Joanne
Cruz, Décio Torres
KeywordsLiteratura
Cultura
Pós-colonialismo
Identidade
Antígua
Literature
Culture
Post-colonialism
Identity
Antigua
Issue date16-Apr-2018
Abstract(s)Inserida no âmbito dos Estudos Literários, Pós-coloniais e Culturais, essa tese de doutoramento retrata as questões em torno da identidade cultural pós-colonial dos afrodescendentes da ilha de Antígua, situada nas Pequenas Antilhas do leste caribenho, a partir da análise dos seus modelos de autorrepresentação literária e do seu impacto na construção de identidade. Evidenciamos as relações entre a história, a identidade e a memória na narrativa de autoria feminina caribenha, em particular de Antígua, observando que a escrita é utilizada como um meio para articular vozes que estão à margem, em particular das mulheres como sujeitos próprios de seu discurso. A investigação apresenta uma conceção original acerca da literatura pós-colonial de Antígua, diferindo nosso estudo dos existentes, ao correlacionarmos romances de ficção de autoria feminina, sendo alguns ainda pouco divulgados pela mídia editorial. O propósito do estudo foi a ampliação da perspetiva crítico-analítica sobre a identidade cultural da sociedade pós-colonial de origem afrodescendente de Antígua. Através da análise do desenvolvimento das personagens, contextualizamos as questões de identidade, tomando como parâmetro a crítica pós-colonial e a discussão da fragmentação de identidade em âmbito transcultural. Propusemo-nos a responder de que forma os romances produzidos pelas escritoras impactam na construção de identidade cultural dos nativos afrodescendentes. Dado o caráter exploratório, descritivo e documental da investigação, o enquadramento teóricometodológico constou de ampla revisão de literatura, na qual descrevemos o contexto recente dos debates que propõem discussões multifacetadas sobre os estudos pós-coloniais, nomeadamente relacionados à identidade, destacando suas repercussões no Caribe anglófono. Nosso aporte teórico foi baseado nas perspetivas analíticas dos principais teóricos do discurso pós-colonialista, principalmente aqueles que abordam de forma crítica e situada determinados conceitos teóricos e suas problematizações textuais, a exemplo da articulação da literatura pós-colonial com a crítica feminista, através da procura simultânea da equidade dos géneros e da reciprocidade cultural, quais sejam Stuart Hall, Frantz Fanon, Homi Bhabha, Gayatri Spivak, Aimé Césaire, Edward Said, Selwyn Cudjoe, dentre outros. Nosso corpus de investigação específico alinhou as temáticas abordadas nos enredos dos romances das escritoras nativas Jamaica Kincaid, em Annie John (1985), A Small Place (1988) e Lucy (1990); Joanne Hillhouse e suas obras The Boy from Willow Bend (2003) e Oh Gad! (2012); Monica Matthew, em Journeycakes: Memories With My Antiguan Mama (2008). Os diversos enfoques que compõem os debates acerca da literatura pós-colonial caribenha em língua inglesa e suas relações com o passado, a memória, os contextos históricos, sociais e estéticos, demonstram a pluralidade de visões que complementam, ora distanciando, ora tangenciando, as perspetivas sobre a produção literária e o seu contexto de receção. Utilizando-se dos enredos de seus romances como meios para apropriar o lugar, as escritoras esculpem no corpo das personagens a construção da identidade, ao basearem suas narrativas nos aspetos culturais de uma sociedade multifacetada, cuja diversidade identitária não é construída sobre o padrão de uniformidade. A recorrência de personagens com perfis semelhantes ao longo das gerações indica os efeitos contínuos do colonialismo e da escravidão até os dias atuais. Essa repetição ao longo dos diferentes romances tem a finalidade de demonstrar uma experiência caribenha compartilhada e coletiva. A ficção de autoria feminina tentou resgatar experiências até então não cartografadas de personagens que avançam a partir do espaço íntimo familiar. As obras dessas escritoras recuperam acontecimentos silenciados por uma realidade social e política opressora, por meio de uma linguagem desestabilizadora do logos patriarcal, e criam um discurso de resistência, possibilitado por essa linguagem desconstrutora.
Inserted in the area of Literary, Postcolonial and Cultural Studies, this doctoral thesis investigates the postcolonial, cultural identity of Afro-descendants of the island of Antigua, located in the Lesser Antilles of the Eastern Caribbean, through the analysis of their models of literary self-representation and their impact on the construction of identity. The relationship between history, identity and memory in the narratives of female Caribbean authorship is shown, concentrating on Antigua, noting that writing is used as a means to articulate voices that are on the margins, particularly those of women as subjects of their own discourse. The thesis presents an original conception of the postcolonial literature of Antigua, the study differing from the existing ones because of its particular correlation of the fictional romances of feminine authorship, some little publicized by the editorial media even today. The purpose of this study was to broaden the critical-analytical perspective on the cultural identity of the post-colonial society of Afro-descendant origin in Antigua. Through an analysis of the development of the characters, the questions of identity are contextualized, taking as a parameter the postcolonial critique and the discussion of the fragmentation of identity in a cross-cultural context. The thesis proposal was to investigate in what way the novels produced by female writers impacts on the construction of cultural identity of the Afro-descendant natives. Given the exploratory, descriptive and documentary nature of the research, the theoreticalmethodological framework consisted of a broad literature review. The recent context of the debates that propose multifaceted discussions about postcolonial studies, namely related to identity, highlighting its repercussions in the English-speaking Caribbean, was described. The theoretical analysis was based on the perspectives of the main theorists of post-colonialist discourse, especially those offering a critical approach and theoretical concepts with textual problematizations, such as the articulation of postcolonial literature with feminist critique through the search for gender equity and cultural reciprocity, such as Stuart Hall, Franz Fanon, Homi Bhabha, Gayatri Spivak, Aime Césaire, Edward Said, Selwyn Cudjoe, among others. The specific research corpus has aligned the themes addressed in the novels of the native writers Jamaica Kincaid, in Annie John (1985), A Small Place (1988) and Lucy (1990); Joanne Hillhouse and her works The Boy from Willow Bend (2003) and Oh Gad! (2012); and Monica Matthew, in Journeycakes: Memories With My Antiguan Mama (2008). The diverse approaches that form the debates about Caribbean postcolonial literature in the English language and its relations with the past and with memory, with historical, social and aesthetic contexts, demonstrate the plurality of visions that complement, sometimes distancing, sometimes tangentiating the perspectives on literary production and the context of reception. Using the plots of their novels as a means of appropriating the place, writers carve the construction of identity in the body of the characters by basing their narratives on the cultural aspects of a multifaceted society whose identity diversity is not built on a uniform pattern. The recurrence of characters with similar profiles across generations indicates the continuing effects of colonialism and slavery to the present day. This repetition throughout the different novels has the purpose of demonstrating a shared and collective Caribbean experience. The fiction of female authorship has attempted to rescue previously uncharted experiences of characters moving forward from intimate family space. The writers recover events previously silenced by an oppressive social and political reality achieved through the destabilizing language of the patriarchal logos, creating a discourse of resistance made possible by the deconstructing language used.
TypeDoctoral thesis
DescriptionTese de doutoramento (Ciências da Cultura, especialidade em Cultura Inglesa)
URIhttp://hdl.handle.net/1822/55909
AccessEmbargoed access (3 Years)
Appears in Collections:BUM - Teses de Doutoramento
CEHUM - Teses de Doutoramento
ILCH - Teses de doutoramento

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