Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/1822/32936

TitlePaisagens e poderes no medievo ibérico: actas do I Encontro Ibérico de Jovens Investigadores em Estudos Medievais: arqueologia, história e património
Editor(s)Cunha, Ana Sofia Ferreira da
Pinto, Olímpia
Martins, Sandra Raquel da Silva Oliveira
Issue date2014
PublisherCentro de Investigação Transdisciplinar «Cultura, Espaço e Memória» (CITCEM)
Abstract(s)O I Encontro Ibérico de Jovens Investigadores em Estudos Medievais – Arqueologia, História e Património, realizado na Universidade do Minho nos dias 23 e 24 de Maio de 2013, subordinado ao tema “Paisagens e Poderes no Medievo Ibérico”, reuniu jovens investigadores de diferentes instituições académicas, portuguesas e espanholas, cujos trabalhos de mestrado, doutoramento e pós‐doutoramento, nas áreas científicas de Arqueologia, História e Património, revelaram o que de mais recente se tem feito no âmbito da investigação da Idade Média Peninsular. Foi objetivo dos organizadores deste encontro, eles mesmos alunos de pós‐graduação pertencentes a diferentes instituições de ensino superior portuguesas e espanholas, que este evento científico fomentasse a interação entre os jovens investigadores ibéricos, promovendo a possibilidade da criação de novos grupos de trabalho transdisciplinares, e abrindo novos caminhos e perspetivas na investigação medieval peninsular. As páginas que se seguem são, pois, tributárias de dois dias de trabalho intensos e têm como objetivo dar a conhecer a investigação mais recente dos jovens medievalistas ibéricos. O primeiro artigo que abre estas Actas, da autoria de Álvaro Carvajal Castro, da Universidade de Salamanca, sobre o castro de Melgar (Cuenca del Duero), centra‐se sobretudo no estudo das relações sociais e económicas locais deste povoado e na sua evolução no tempo. Seguidamente, Francisco Barata Isaac, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, explora a questão em torno do papel de Sesnando Davides, na consolidação do domínio cristão em Coimbra, centrando‐se nas suas ações de povoamento (levantamento de novos povoados) ou repovoamento (restabelecimento das unidades físicas que já existiam). Sara Prata, do IEM/FCSH da Universidade Nova de Lisboa, apresenta os seus resultados sobre as intervenções arqueológicas nas necrópoles da Serra de São Mamede (Concelhos de Castelo de Vide e Marvão), numa excelente reflexão sobres as realidades funerárias desses sítios alto‐medievais. Ainda sobre a sacralidade dos espaços, Javier Castiñeiras Lopez, da Universidade de Santiago de Compostela, expõe o seu trabalho sobre a topografia sacra compostelana à luz da Reforma Gregoriana, mostrando os casos concretos de Santa Susana, Santa Cruz e San Sebastián, analisando‐os para além do espaço físico, apresentando‐os como espaços simbólicos tributários do programa ideológico gelmiriano. Raul González González, da Universidade de Oviedo, no seu artigo sobre elites, património imobiliário e capital simbólico na Baixa Idade Média, apresenta a reconstrução genealógica da família asturiana dos Çefontes, desde finais do século XIII até ao início do XVI, com o objetivo de contribuir para uma melhor compreensão do processo de construção das linhagens tardo medievais, tanto no plano material como no plano simbólico. Um excelente trabalho sobre estruturas defensivas chega‐nos pela mão de Maria Perez Rodríguez, da Universidade de Salamanca, ao analisar o papel desempenhado pelos castelos de Castro Froila y Melgar de Forakasas, na Ribera del Cea –Tierra de Campos, não só como estruturas defensivas, mas, acima de tudo, como núcleos importantes de representação do poder e geradores de relações entre a autoridade central e os grupos de poder. Seguidamente Álvaro Fernández‐Sordo, da Universidade de Oviedo, apresenta o caso da vila asturiana de Villaviciosa, conhecida como Puebla de Maliayo na Idade Média, refletindo sobre a paisagem urbana desta vila numa perspectiva diacrónica. Por seu turno, Gonçalo Melo da Silva, do IEM/FCSH da Universidade Nova de Lisboa, contribui com a apresentação de alguns aspectos do seu projeto de doutoramento (em curso), sobre as vilas e cidades portuárias do Algarve no período medieval intitulado: As Portas do Mar Oceano: Vilas e Cidades Portuárias Algarvias na Idade Média (1249‐1521). De igual modo, também Mariña Bermúdez Beloso, da Universidade de Santiago de Compostela, apresenta o seu projecto de doutoramento, sobre a organização do território na Galiza medieval, incidindo sobre uma das suas entidades: as terrae. Luis Clemente Quijada, da Universidade da Estremadura, apresentou o seu trabalho sobre algumas micro aldeias da Extremadura tardo medieval, de orientação agrícola, tentando reconstituir o modelo social, político e económico existente nessas comunidades, tomando como área de análise a Terra de Portezuelo. Alejandra Recuero Lista, da Universidade Autónoma de Madrid, aborda, no seu artigo, as ações desenvolvidas por cada um dos reinos peninsulares de forma individual na luta contra os muçulmanos, no tempo de Afonso XI de Castela, mas também as lutas concertadas de todos os reinos peninsulares em batalhas como as Navas de Tolosa e outras. Segue‐se Alberto Venegas Ramos da UNED – Espanha, com o trabalho La identidade muladí en la zona de la Baja Extremadura y el Algarve durante el período formativo andalusí onde o autor mostra a pertinência de se discutir a eventual existência de uma identidade muladí que remetesse para uma ideia de comunidade entre os povos indígenas peninsulares anteriores à chegada dos muçulmanos, e como estes povos indígenas protagonizaram múltiplas revoltas especialmente durante os séculos IX e X. Fernando Díaz Gil, da Universidade de Salamanca, fala‐nos sobre as comarcas estremenhas de La Serena e as Vegas Altas entre os anos 1150 e 1250, mostrando como essas comarcas se tornaram o eixo duma evolução na organização territorial, que passaria de um modelo muçulmano para um modelo cristão, após a conquista castelhana da zona. Alicia Álvarez Rodríguez, também da Universidade de Salamanca, apresenta um excelente estudo sobre Órdenes mendicantes y espacio urbano, onde analisa como se produziu o processo de distribuição, na malha urbana, dos conventos pertencentes à Ordem dos Frades Menores e à Ordem dos Pregadores, nos núcleos urbanos de Zamora, Toro e Benavente ao longo do século XIII. Por seu turno, e ainda dentro do tema monástico‐conventual, Filipa Lopes do CITCEM‐Porto, no seu artigo intitulado A formação e o desenvolvimento do domínio fundiário do mosteiro de Paço de Sousa nos séculos XI e XII: atores e poderes, elucida‐nos sobre as dinâmicas responsáveis pela formação e desenvolvimento do domínio fundiário do mosteiro de S. Salvador de Paço de Sousa durante os séculos XI e XII, concentrando‐se no papel desempenhado pelos superiores do cenóbio e pela aristocracia local, nomeadamente as famílias de Ribadouro e de Paiva. Encerrando esta temática, Miguel García‐Fernandez, da Universidade de Santiago de Compostela, aborda de que maneira se articulou o mosteiro de São Salvador de Sobrado de Trives com o espaço envolvente, bem como qual o seu papel e importância na criação e manutenção das relações sociais, económicas e de poder entre os finais do século XII e inícios do século XVI. O artigo de Ricardo Seabra, da Faculdade de Letras do Porto, sobre os tabeliães públicos da cidade do Porto, foca aspetos importantes e pouco estudados sobre os homens da escrita, apresentando uma breve análise sobre onde moravam e trabalhavam, a sua mobilidade e itinerância, além do seu papel no desenvolvimento económico da urbe portuense. De seguida, Alicia Montero Málaga, da Universidade Autónoma de Madrid, apresenta um artigo centrado na análise da expansão senhorial dos Velasco na relação com a cidade de Burgos e o seu senhorio, tendo em conta a presença da cidade e das suas vilas como condicionantes das estratégias da linhagem. E ainda dentro da temática das elites urbanas, André Madruga Coelho, da Universidade de Évora, centra‐se no estudo de quatro irmãos membros de uma das mais importantes famílias da Évora medieval, ‐ os Lobo ‐, e do seu percurso político e social na passagem do século XIV para o XV. Já quase a terminar, António Sá Pereira do CITCEM‐UMinho apresenta o seu estudo sobre O sistema Defensivo Medieval de Barcelos, fornecendo uma visão global das transformações ocorridas no sistema defensivo medieval de Barcelos, bem como analisando o impacto que a estrutura defensiva teve na urbe no seculo XV. A última contribuição que encerra este e‐book é a de Marco Oliveira Borges, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, sobre A defesa costeira do litoral de Sintra‐Cascais durante a Época Islâmica. II ‐ Em torno do porto de Cascais. Neste trabalho o autor lança luz acerca da possível ocupação do porto de Cascais durante a época islâmica, revelando a importância da sua localização no que respeita ao desenvolvimento do processo náutico rumo a Lisboa, bem como o seu papel no sistema de defesa costeira. Não podemos encerrar esta apresentação sem agradecer a todos os que contribuíram para a elaboração destas Atas, que se constituem como o resultado visível e perene de dois dias tão produtivos. Aos autores dos artigos que aqui expõem os seus trabalhos, um muito e sincero obrigado, não só por terem aceitado o repto de partilharem connosco o resultado das suas mais recentes investigações, mas sobretudo por terem participado neste primeiro EIJIEM, acreditando na sua relevância e pertinência científica. Os agradecimentos institucionais que aqui são devidos vão para o Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória, pólo da Universidade do Minho, na pessoa do seu coordenador Professor Doutor Arnaldo de Sousa Melo, que desde a primeira hora acreditou e apoiou este projecto. Por fim, um grande bem‐haja à Drª Carla Xavier, cuja preciosa ajuda, dedicação e profissionalismo tornou possível a realização deste e‐book. Braga, 31 de Dezembro de 2014. A ORGANIZAÇÃO
TypeConference proceedings
URIhttp://hdl.handle.net/1822/32936
ISBN978‐989‐8612‐11‐3
AccessOpen access
Appears in Collections:BUM - Comunicações a Conferências

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