Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/1822/29623

TitleEstudo comparativo de qualidade de vida entre pessoas com e sem doença do humor diagnosticada
Author(s)Macedo, Ermelinda
KeywordsQualidade de vida
Doenças do humor
Quality of life
Mood disorders
Issue date2010
PublisherA Sociedade Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental (ASPESM)
Abstract(s)Introdução: O método adoptado para avaliar a saúde e os cuidados de saúde tem vindo a sofrer alterações. Esta mudança prende-se essencialmente com dois factores: por um lado, o reconhecimento da importância das consequências sociais da doença e, por outro, o reconhecimento do objectivo das intervenções terapêuticas em aumentar o tempo de vida e a sua qualidade. As medidas de qualidade de vida são usadas para i) quantificar o impacto de uma condição ii) comparar os efeitos e consequências das doenças iii) avaliar alterações resultantes de intervenções terapêuticas ou do próprio curso da doença e podem ser necessárias como centrais componentes de análise custo/benefício. Neste sentido, a qualidade de vida é entendida no meio científico e académico como uma medida de resultado, a par da mortalidade e da morbilidade. As doenças mentais são responsáveis por muitos anos vividos com incapacidade, tendo um peso enorme na carga total de todas as doenças. Apenas a doença depressiva unipolar é responsável por 12,15% de anos vividos com incapacidade e constitui a terceira causa que contribui para a carga global das doenças. Tendo em conta este cenário, e atendendo às grandes mudanças de paradigma de assistência às pessoas com doença mental, a avaliação da qualidade de vida dessas pessoas revela-se da maior importância para se aprofundar o impacto da doença e se aferirem práticas. Objectivo: O presente estudo visa contribuir para uma melhor compreensão da relação entre a presença de doença do humor e a qualidade de vida de pessoas da região de Braga. Metodologia: O estudo apresentado é um estudo comparativo. A amostra é constituída por 78 sujeitos; 39 com doença de humor diagnosticada – depressão major, distimia, doença bipolar e doença depressiva sem outra especificação (1º Grupo) e 39 sem doença mental diagnosticada (2º Grupo) e ambos os grupos pertencem à região de Braga. O 1º grupo foi seleccionado de entre as pessoas inscritas na consulta externa do Hospital de Braga entre Junho de 2007 e Junho 2009, tendo sido respeitados todos os requisitos éticos e legais e o 2º grupo foi seleccionado em bola de neve e por quotas para que se respeitassem as características sociodemográficas do 1º grupo. A ambos os grupos foi aplicado e WHOQOL – Bref, contemplando campos referentes aos parâmetros sócio-demográficos seleccionados e a respeitar. Principais resultados: Quando comparados os domínios da qualidade de vida entre os dois grupos verifica-se que existem diferenças significativas. O 1º grupo apresenta em todos os domínios do WHOQOL – Bref (psicológico, físico, relações sociais e ambiente) e qualidade de vida geral scores mais baixos que os do 2º grupo. Verificou-se que os domínios mais afectados pela presença de doença do humor foram o domínio físico e o domínio psicológico. Conclusões: Os resultados reforçam estudos anteriores de que pessoas com doenças do humor apresentam pior qualidade de vida apontando, assim, para a necessidade de se instituir um acompanhamento multidimensional destas pessoas.
Introduction: The method used to assess the health and health care has changed. This change is mainly based on two factors: on the one hand, the recognition of the importance of the social consequences of the disease and, on the other hand, the recognition of interventions’ objective in increasing the lifespan and its quality. Measures of quality of life are used to I) quantify the impact of a condition II) compare the effects and consequences of diseases III) evaluate changes resulting from therapeutic interventions or the own progress of the disease and may be required as central components of cost/benefit analysis. In this sense, the quality of life is understood in the scientific and academic as an outcome measure, as well as the mortality and morbidity. Mental illnesses are responsible for many years lived with disability, having an enormous effect in the total burden of all diseases. Only unipolar depressive disease accounts for 12.15% of years lived with disability and is the third cause that contributes to the global burden of disease. Given this scenario, and given the major paradigm shifts to assist people with mental illness, the assessment of quality of life of these people appears to be utmost importance to deepen the impact of the disease and assess practices. Objective: This study aims to contribute to a better understanding of the relationship between the presence of disease of humour and quality of life of people in the region of Braga. Methodology: The study presented is a comparative study. The sample consists of 78 subjects, 39 with chronic mood diagnosed – major depression, dysthymia, bipolar disorder and depressive disorder not otherwise specified (Group 1) and 39 without mental illness diagnosed (Group 2) and both groups belong to the region of Braga. The 1st Group was selected from among those enrolled in the outer query’s Braga Hospital between June 2007 and June 2009, having been complied with all requirements of law and ethics and the 2nd Group was selected to snowball and quota to be respected socio-demographic characteristics of the 1st Group. Both of these groups were applied and WHOQOL – Bref, comprising fields for the parameters selected socio-demographic and respect. Main Results: When we compare the domains of quality of life between the two groups it appears that there are significant differences. The 1st Group shows in all areas of WHOQOLBref (psychological, physical, social relationships and environment) and general quality of life scores lower than those in 2nd Group. It was found that the areas most affected by the presence of disease of humour were the physical domain and psychological domain. Conclusions: The results reinforce previous studies that people with mood disorders have a poorer quality of life by pointing therefore to the need to establish a multi-dimensional monitoring of these people.
TypeConference paper
URIhttp://hdl.handle.net/1822/29623
ISBN978-989-961-2-0
Peer-Reviewedyes
AccessOpen access
Appears in Collections:ESE-CIE - Livros e Capítulos de Livros / Books and Book Chapters

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