Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/1822/25348

TitleO modo superlativo de enunciar a nossa identidade : “português, logo católico”
Author(s)Martins, Moisés de Lemos
KeywordsIdentidade
Simbólico
Religião
Salazarismo
Catolicismo
Identité
Symbolique
Religion
Salazarisme
Catholicisme
Identity
Symbolic
Religion
Salazarism
Catholicism
Issue date1990
PublisherUniversidade do Minho. Centro de Ciências Históricas e Sociais (CCHS)
JournalCadernos do Noroeste
Abstract(s)Invocar a identidade de uma nação em termos de natureza e de destino remete-nos para um inexplicável resíduo. Falar de simbolismo e de função simbólica, nestas circuntâncias, talvez não passe de uma obscura maneira de dizer a cultura, as raízes, a memória colectiva, pois não disfarça o apelo um tanto gratuito ao irracional e ao indizível. Nos limites deste artigo debatemos a definição católica da nossa identidade nacional. Mas não o fazemos em termos essencialistas. Sabemos, com efeito, que todo o discurso sobre a identidade revela o campo de uma luta simbólica, onde o que se decide e quem tem o poder de definir a identidade e o poder de fazer conhecer e reconhecer a identidade deste modo definida (Bourdieu). Tendo presente a lógica específica da realidade social, é, pois como combate por uma específica ordenação simbólica do país que aqui perspectivamos a definição católica da nossa identidade - afinal, um percurso que nos levou a reflectir sobre a estrutura do campo religioso e a remontar a Salazar e ao salazarismo.
To invoke the identity of a nation in terms of essence and national destiny leave us with a residue unaccounted for. In this context, to talk of symbolism and of symbolic function might be no more than obscure way of expressing the culture, the roots, the collective memory as this kind of discourse resorts openly to the irrational and the inexplicable. This paper discusses the catholic definition of our national identity. However, we shall not define it in essentialist terms. It has indeed been pointed out that every discourse on identity reveals a symbolic struggle in which what is decided is who has the power to define an identity and the power of making the identity so-defined known and recognized (Bourdieu) . Bearing in mind the particular logic of social reality, it is indeed as a struggle for a specific symbolic arrangement of the country that we conceptualise a catholic definition of our identity - an approach which led us, ultimately, to think over the structure of the religious realm and make reference to Salazar and the salazarism.
Invoquer l'identité d'une nation en termes de nature et de destin nous renvoie à un inexplicable résidu. Parler de symbolisme et de fonction symbolique, dans ces circonstances, n'est peut-être qu’une manière obscure de dire la culture, les racines, la mémoire collective, puisqu'elle n'occulte pas l'appel à l'irrationnel et a l'indicible. Dans cet article, nous nous pencherons sur la définition catholique de notre identité nationale. Mais nous ne Ie ferons pas en termes essentialistes. En effet, nous savons que tout discours sur l'identité nationale révèle Ie champ d'une lutte symbolique, ou l'on décide qui a Ie pouvoir de définir l'identité et Ie pouvoir de faire connaitre et de faire reconnaitre l'identité ainsi définie (Bourdieu). En ayant présent à l'esprit la logique spécifique de la réalité sociale, nous avons donc envisage la définition catholique de notre identité comme un combat pour une mise en ordre symbolique spécifique du pays. En fait, c'est un parcours qui nous a amené à réfléchir sur la structure du champ religieux et à remonter à Salazar et au salazarisme.
TypeArticle
URIhttp://hdl.handle.net/1822/25348
ISSN0870-9874
Peer-Reviewedyes
AccessOpen access
Appears in Collections:CECS - Artigos em revistas nacionais / Articles in national journals

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