Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/1822/18497

TitleRefração e comprimento axiais e fora-de-eixo na miopia estável e progressiva
Author(s)Ribeiro, Miguel António Faria
Advisor(s)González-Méijome, José Manuel
Jorge, Jorge
Issue date2011
Abstract(s)Objetivo: O objetivo deste estudo foi comparar o comprimento axial e a refração periférica relativa, decomposta nas suas focais astigmáticas (tangencial e sagital), entre um grupo de míopes progressivos e outro com a refração estável há mais de dois anos. Métodos: Avaliaram-se 62 olhos com miopia entre -0.50 e -7.00 D de equivalente esférico (média -2.83±1.46 D) e com uma média de idades de 22.02±1.75 anos. Destes, 32 eram pacientes com miopia estável há pelo menos 2 anos e 30 com miopia ainda em progressão. Não se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre a idade e o erro refrativo de ambos os grupos. Após o exame preliminar foi determinada a refração central e periférica ao longo do meridiano horizontal até aos 35º de excentricidade, nasal e temporal, em passos de 5º. O comprimento axial foi medido até aos 30º de excentricidade, nasal e temporal, em passos de 10º. Resultados: Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas (p <0.001) entre as componentes astigmáticas da refração periférica dos dois grupos na parte nasal da retina. O grupo de míopes progressivos tem uma focal sagital relativa mais hipermetrópica (média 35ºN = +1,00±0,83 D) que o grupo dos não progressivos (média 35ºN = -0,10±0,98 D). Relativamente às diferenças morfológicas entre o pólo posterior dos olhos de ambos os grupos, os resultados mostram uma forma mais prolata na região nasal (Test-T; p=0.03) no grupo progressivo, apesar do comprimento axial médio entre ambos os grupos não apresentar diferenças estatisticamente significativas (24,58±0,83 mm nos não progressivos contra 24,63±0,87 mm nos progressivos, p=0.821). A morfologia do pólo posterior nasal (ΔCA_N) apresenta uma forte correlação com a refração periférica (r2=0.523 nos progressivos e r2=0.646 nos não progressivos), o que sugere que os olhos mais prolatos apresentam uma refração periférica relativa mais hipermetrópica. Conclusões: Estes resultados são consistentes com os trabalhos anteriores que sugerem que uma refração periférica hipermetrópica pode atuar, no olho, como um mecanismo de regulação do comprimento axial, estimulando o seu crescimento. A refração periférica relativa depende essencialmente da morfologia da retina e do astigmatismo oblíquo. A sua avaliação não deve ser realizada com base nos valores dos componentes M, J0 e J45 de uma forma isolada, pois desse modo perde-se parte da informação que aqui manifestamos. Se de facto existe um mecanismo retiniano de regulação do comprimento axial visualmente guiado, o seu feedback poderá estar baseado na posição das focais, tangencial e sagital, da imagem astigmática periférica.
Purpose: The purpose of this study was to compare the axial length and relative peripheral refraction, decomposed in both astigmatic focal (tangential and sagittal), between one group with progressive myopic refraction and another one stable for more than two years. Methods: We evaluated 62 eyes with myopia central myopia between -0.50 and -7.00 D of spherical equivalent (mean -2.83 ± 1.46 D) and with an average age of 22.02 ± 1.75 years. Of these, 32 patients were stable for at least 2 years and 30 still in progress. There were no statistically significant differences between age and refractive error in both groups. After the preliminary examination, central and peripheral refraction was determined, along the horizontal meridian to 35 ° of eccentricity nasal and temporal, in steps of 5º. Axial length was measured up to 30 ° eccentricity, nasal and temporal, in steps of 10º. Results: We found statistically significant differences (p <0.001) in the peripheral astigmatic refractive components, between both groups, on the nasal retina. The myopic progressive group has a more hypermetropic relative sagittal focal (average 35 º N = +1.00 ± 0.83 D) when compared to the non-progressive (group of average 35 º N = -0.10 ± 0.98 D). For the morphological differences in the posterior pole between the eyes of both groups, the results show a more prolate shape in the nasal region (T-Test, p = 0.03) in the progressive group although the mean axial length, between the two groups, did not had a statistically significant difference (24.58 ± 0.83 mm in non-progressive from 24.63 ± 0.87 mm in the progressive, p = 0,821). The morphology of the nasal posterior pole (ΔCA_N) shows a strong correlation with the peripheral refraction (r2=0,523 in the progressive and r2=0,646 in the non-progressive), which suggests that eyes with a more prolate shape have a more hypermetropic relative peripheral refraction. Conclusions: These results are consistent with previous work suggesting that a peripheral hyperopic refraction can act in the eye as a mechanism for regulating axial length, stimulating growth. The relative peripheral refraction depends on the morphology of the retina and the oblique astigmatism. The assessment of the peripheral refraction should not be performed based on the isolated values of the components M, J0 and J45, or it will result in the loss of part the information that shown here. If in fact a visually guided mechanism, for the regulation of axial length, thoroughly exists, its feedback may be based on the position of the tangential and sagittal focal of peripheral astigmatic image.
TypemasterThesis
DescriptionDissertação de mestrado em Optometria Avançada
URIhttp://hdl.handle.net/1822/18497
AccessopenAccess
Appears in Collections:CDF - OCV - Dissertações de Mestrado/Master Thesis
BUM - Dissertações de Mestrado

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