Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/1822/7101

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Campo DCValorIdioma
dc.contributor.advisorMagalhães, Justino-
dc.contributor.advisorAraújo, Alberto Filipe-
dc.contributor.authorAfonso, José António-
dc.date.accessioned2007-10-26T20:45:56Z-
dc.date.available2007-10-26T20:45:56Z-
dc.date.issued2007-09-28-
dc.date.submitted2006-11-11-
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/1822/7101-
dc.descriptionTese de Doutoramento em Educação - Área de Conhecimento em História da Educaçãoeng
dc.description.abstractTomando como objecto fundamental a Educação e como pano de fundo a emergência e desenvolvimento das comunidades protestantes ou evangélicas em Portugal na transição do séc. XIX para o séc. XX, analisam-se as diversas vertentes de um modelo escolar alternativo traduzido, entre outros aspectos, por dezenas de escolas elementares e de outros graus de ensino, espalhadas por todo o País mas com particular incidência nas áreas metropolitanas do Porto e Lisboa, que durante mais de um século têm vindo a contribuir para a formação de sucessivas gerações de crianças e adultos. O ponto de partida da configuração do próprio objecto decorre da circunstância das primeiras comunidades acatólicas que se organizaram no País tendo como missão a prestação de serviços religiosos à população portuguesa – na Madeira e em Lisboa na década de 1840 – assumirem a fundação de escolas como um aspecto nuclear da sua acção evangelizadora e assistencial. Estes pregadores e grupos religiosos, cuja acção seria algum tempo depois reproduzida na área do Porto e noutras regiões, pertenciam a correntes religiosas de feição anglicana, presbiteriana, metodista, baptista e outras que assentavam no estudo e difusão da Bíblia o corpo fundamental da sua doutrinação e prática de vida, pelo que a leitura dos textos sagrados constituía veículo primário de enculturação e, para quem, por esta razão, o analfabetismo que grassava pelo País nessas primeiras décadas do Liberalismo representava um obstáculo que era preciso vencer com as armas da instrução. Desde o início destes esforços – acolhidos nos diferentes tempos e contextos sociológicos com atitudes que variavam entre o reconhecimento público, o apreço por parte dos sectores mais cultos e politizados ou a perseguição mais rude e violenta – a prática e a reflexão teórica permitiram que se distinguisse o investimento feito na instrução da atenção dada ao campo mais lato da educação, estruturada, na linha do pensamento de Spencer, nas dimensões da educação intelectual, moral e física, a que os evangélicos acrescentavam, naturalmente, a vertente religiosa. Assim, o trabalho analisa, para além das escolas propriamente ditas na sua função de instruir – reflectindo-se sobre os currículos, os manuais, os conceitos, instrumentos e processos pedagógicos, etc. – outros dispositivos utilizados pelas comunidades protestantes para promover a formação dos seus membros e procurar atingir outros públicos, como é o caso das Escolas Dominicais, as Uniões Cristãs da Mocidade, as Ligas de Esforço Cristão, o Escotismo, a promoção de conferências e debates e outros espaços de associação ou difusão pública. A imprensa constituiu igualmente um veículo de poderosa influência nesta acção catequética e formativa dos evangélicos, servindo de púlpito para a explanação de temas religiosos, de tribuna para a defesa de princípios de justiça e liberdade, de carteira escolar ou biblioteca de conhecimentos úteis dos mais diversos e, no geral, de observatório atento da realidade social e moral do País. Para além da recorrente e profícua utilização destas fontes, aborda-se em particular um interessante periódico infantojuvenil que durante cerca de 70 anos animou as escolas diárias e dominicais protestantes, O Amigo da Infância. Por tudo isto perpassa uma dimensão moral onde as instituições e as concepções sociais são objecto de profunda teorização e doutrinação, sempre tomando os textos sagrados como regra, que nuns casos difere pouco dos contextos epocais mas noutros é marcada por assinaláveis particularidades. O lar e a família, o trabalho e o estudo, a ciência e a fé, a vida virtuosa e os vícios, os espaços de sociabilidade legítimos e os interditos são tópicos que múltiplas fontes abordam e discutem, iluminando não só a específica vivência e preocupações de uma minoria religiosa, mas igualmente todo o cenário mental da sociedade portuguesa naqueles tempos de tardia e desigual sedimentação da Modernidade. “Um programa para Portugal” foi a utopia que alimentou a esperança dos líderes protestantes mais esclarecidos nas últimas décadas da monarquia constitucional e nos primeiros tempos, que se anteviam radiosos, do regime republicano. Pelo facho luminoso da instrução pretendeu iluminar-se o atávico obscurantismo que impedia a Nação de progredir, pela livre exposição das verdades do Evangelho e pelo exemplo da fé sonhou-se contribuir decisivamente para a construção de um homem novo e de uma sociedade mais justa e fraterna em Portugal. Debater os sucessos, as virtualidades e os fracassos dessa utopia durante as primeiras duas gerações dos seus mentores foi o propósito desta dissertação, certos de que a História não se constrói apenas das propostas dominantes, mas também a partir de uma imensa multidão de minorias e de vozes que só por escasso tempo e curto espaço marcam o momento. O estudo incide essencialmente sobre o território continental, se bem que estas experiências educativas se tenham alargado, mais pontualmente, aos arquipélagos atlânticos e às antigas colónias africanas, e abrange um intervalo cronológico situado entre o último terço do século XIX e a década de 1930, com esporádicas incursões a épocas anteriores ou mais recentes para efeitos de contextualização histórica ou ideológica. Em Anexo incluem-se quadros cronológicos detalhados e um conjunto de tabelas com dados estatísticos e qualitativos, organizando-se as fontes e bibliografia numa classificação analítica, para apoio a ulteriores estudos sobre o tema.eng
dc.description.abstractTaking Education as a main scope, and the beginning and development of Portuguese Protestant or Evangelical communities from 19th to 20th centuries as a historical framework, this dissertation aims to discuss an alternative project of popular education. Particularly since late 19th century, dozens of elementary and even secondary schools, spread all over the country but mainly in Lisbon and Oporto areas, started an impressive work that has contributed to many generations’ education. Our issue’s starting point led us to middle 19th century, when the first Protestant communities were established to serve Portuguese people in Lisbon and Madeira’s islands. Besides the foundation of chapels, these religious groups always opened elementary schools next or in the church’s buildings, considering this as a core principle of its evangelistic and social mission. These preachers and church leaders, which example was some time later followed in Oporto and other Portuguese regions, were linked to Episcopalian, Presbyterian, Methodist, Baptist and other reformed and evangelical movements, which used to found in Bible’s study and spreading the fundamentals of their doctrine and daily life. Thus, Bible reading was the basic mean of teaching and selfeducation, and so, for them, the huge proportion of uneducated Portuguese people which wasn’t able to read meant a difficulty to face by Instruction’s powerful weapons. Social reception to these efforts varied – according to each time and sociological context – from public gratitude, to enthusiastic attention from well educated politics or journalists, or even rough and violent persecution. The theoretical and practical experience of these Protestant groups, however, allowed a clear distinction, since the beginning of its work, between Instruction and Education, in the sense of Spencer’s though on the subject, including the later one the intellectual, moral and bodily dimensions – also following this author – to which the Evangelicals added, naturally, the religious dimension. This way, this dissertation focuses its attention on the Schools and on its main proper functions – discussing manuals and curricula, concepts and pedagogical processes, and so – as well as on other particular organizations promoted by Protestant groups to educate its members and try to reach out other publics, as Sunday Schools, Young Men Christian Unions, Christian Endeavour, Scouts’ movement, conferences and other structures of people’s gathering and public diffusion. Evangelical press was also a powerful tool for Protestants’ educational purposes. The periodicals were used to religious preaching and teaching, but also to discuss and defend political or civil rights, to educate people in scientific or common knowledge matters, and finally paying attention to the general social and moral situation of the country. The Amigo da Infância (1874-1940), a very popular paper for young men and children is presented and discussed as a case-study. A moral concern is always present in the Protestant view above institutions and social thinking, taking in account, as we might expect, the Holy Bible, but in certain aspects with specific and original features. Home and family, work and study, science and faith, proper or sinful life, acceptable or forgotten public spaces for Christians are just some of the discussed categories, which expose to our eyes, not only the mental or daily life scenarios of a religious minority, but also the broader social landscape of Modern Portugal first century. A “program for Portugal” was just its goal and utopic dream from late Constitutional Monarchy to 1st Republic times. Education to fight the darkness of past times, Christ’s gospel as a true and genuine model of life were the basis in which they aimed to build a new Man and a more fair and fraternal society. We have tried to discuss, focusing on educational matters, the ways in which they could win or loss their goals. Here as in many other subjects, History as to hear not only the loudest, dominant and successful voices, but also the small and minority ones, which sound only apparently might have been less relevant and consequent. Our study is focused on Portuguese continental territory, even though these educational experiences occurred also in Portuguese Atlantic islands and former African colonies. We have considered for our analysis a span of time from the years of 1860 to 1930, with some insights to older and more modern facts and authors. As an Appendix we include some chronological tables, statistics and other data; bibliography and sources are presented in analytical chapters, in order to help later studies on this same subject.eng
dc.language.isoporeng
dc.rightsopenAccesseng
dc.titleProtestantismo e educação : história de um projecto pedagógico em Portugal na transição do séc. XIXeng
dc.typedoctoralThesispor
dc.subject.udc371.09(469)-
Aparece nas coleções:BUM - Teses de Doutoramento
CIEd - Teses de Doutoramento em Educação / PhD Theses in Education

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