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TitleOs professores e a Educação Sexual no Ensino Básico: necessidades de formação e sua importância na evolução conceptual
Other titlesTeachers and sexual education in basic education: training needs and its importance in conceptual evolution
Author(s)Anastácio, Zélia
KeywordsProfessores
Educação sexual
Conceções
Necessidades de formação
Teachers
Sexuality education
Conceptions
Training needs
Issue dateDec-2018
PublisherUniversidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)
CitationAnastácio, Z. (2018). Os professores e a Educação Sexual no Ensino Básico: necessidades de formação e sua importância na evolução conceptual. In D. Freitas, G. Dutra de Carvalho, M. Fávero, P. Costa & V. Marques Santos (Orgs). Projeto WebEducaçãoSexual: a educação no espaço escolar (pp. 93-108). Florianópolis: UDESC.
Abstract(s)Com as novas metas curriculares para as Ciências Naturais a temática da sexualidade voltou à discussão pública, em virtude da omissão dos tópicos relativos a métodos contracetivos e infeções sexualmente transmissíveis. Mais recentemente, também o novo Referencial de Educação para a Saúde na Escola despoletou agitação social em consequência da inclusão do tópico da interrupção (in)voluntária da gravidez no 2.º Ciclo do Ensino Básico (CEB). A área curricular de Ciências Naturais tem sido o contexto pedagógico mais propenso às abordagens de educação sexual, na ausência de projetos estruturados e dada a representação social de que os professores desta disciplina são os mais aptos devido à apropriação de conhecimentos científicos relacionados com a sexualidade humana. Todavia, com a formação específica adequada e extensiva a professores de todas as áreas curriculares, sobretudo aos que têm vindo a desempenhar a função de diretores de turma, como foi proposto pela última legislação, tem-se constatado ser possível proceder a evoluções conceptuais neste domínio. Neste trabalho analisa-se a evolução na formação de professores em educação para a saúde e para a sexualidade, averiguam-se os obstáculos pedagógicos à abordagem do tema e fatores que os influenciam, bem como formas de os ultrapassar. Comparando dois estudos prévios, realizou-se uma meta análise, conciliando técnicas de metodologia quantitativa com técnicas de metodologia qualitativa, considerando-se assim uma metodologia mista, incluindo a triangulação dos dados obtidos por meio de questionários e através de grupos focais junto de professores do ensino básico, em dois momentos distintos. No primeiro estudo o questionário foi preenchido por uma amostra de 486 professores de 1.º CEB e fizeram-se quatro grupos focais (totalizando 19 professores) para aprofundar o nosso conhecimento sobre as concepções dos professores. No segundo estudo, 135 docentes dos três ciclos do ensino básico preencheram um questionário e 7 participaram num grupo focal antes da formação e intervenção e noutro após as mesmas. Através dos questionários identificaram-se conceções dos professores relacionadas com a educação para a sexualidade na escola, determinou-se a percentagem de professores com formação contínua específica para a educação sexual e para a educação para a saúde, verificando-se ser uma minoria. Identificaram-se os tópicos em que os professores tinham mais dificuldades, assim como as suas necessidades de formação. Relativamente a fatores influentes verificou-se que os professores que já tinham feito formação específica, bem como os que estavam em fase inicial de carreira, foram os que se revelaram mais aptos a lidar com o tema. Com a realização dos grupos focais obteve-se um melhor conhecimento dos obstáculos que os professores enfrentam, dos argumentos que apresentam para a concretização ou não da educação sexual na escola e ainda dos efeitos da formação na mudança das suas conceções e superação de obstáculos e dificuldades. Os resultados permitem concluir que, embora poucos professores tenham formação específica em educação sexual, esta tem um efeito positivo conducente a uma evolução conceptual nesta matéria. Desta forma, deduz-se que só intensificando a formação de professores a implementação da educação para a sexualidade na escola poderá ter sucesso.
With the new curricular goals for Natural Sciences the subject of sexuality returned to the public dis cussion, due to the omission of topics related to contraceptive methods and sexually transmitted infections. More recently, the new School Health Education Framework has triggered social conflict as a consequence of the inclusion of the topic of (in)voluntary pregnancy interruption in the 2nd Cycle of Basic Education (5th and 6th grades). The curricular area of Natural Sciences has been the most prone pedagogical context to approaching sex education, due to the absence of structured projects and given the social representation that the teachers of this subject are the most apt ones due to their scientific knowledge related to human sexuality. However, with the specific and extensive training provided to teachers of all curricular are as, especially those who have been class directors, as proposed by the latest legislation, it has been found that conceptual evolution in this area can occur. This work analyses the evolution in teachers’ training for health and sexuality education, identifies pedagogical obstacles to the topic and factors that influence them, as well as ways to overcome them. By comparing two previous studies, a meta-analysis was carried out conciliating techniques of quantitative methodology with techniques of qualitative methodology, therefore assuming a mixed methodology, including triangulation of data obtained from questionnaires and from focus groups with teachers of the basic education in two different moments. In the first study the quest ionnaire was filled in by a sample of 486 primary school teachers (1st to 4th grade) and four focus groups (including a total of 19 teachers) were done in order to deepen our knowledge about teachers' conceptions. In the secon d study, 135 teachers from the three cycles of basic education (1st to 9th grade) filled in a questionnaire and 7 teachers pa rticipated in a focus group before and after the training and intervention. From the questionnaires the teach ers’ conceptions about sexuality education at school were identified, the percentage of teachers with specific training for sex education and health education was determined, being a minority. The topics in which teachers had more difficulties, as well as their training needs were identified. With regard to influential factors, it was found that teachers who had already completed specific training, as well as those who were in the early stages of their care ers, were the most able to deal with the subject. From the focus groups a better knowledge was achieved about the ob stacles the teachers face, the arguments they present for the implementation or not of sex education at school, a nd the effects of training in changing their conceptions and overcoming obstacles and difficulties. The results allow to conclude that, although few teachers have specific training in sex education, it has a positive effect leading to a conceptual evolution in this area. In this way, we can infer that only by intensifying teachers training the implementation of sexuality education at school can be successful.
TypeBook part
URIhttp://hdl.handle.net/1822/58631
ISBN978-85-8302-151-3
AccessEmbargoed access (2 Years)
Appears in Collections:CIEC - Livros e Capítulos de Livros

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