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TítuloBiobuscas, que espécie de coisa é esta? Um projecto de educação ambiental para crianças
Autor(es)Mesquita, Inês
Alves, Pedro
Ribeiro, Daniel
Nobre, Alexandra
Palavras-chaveBiodiversidade
Educação não forrnal
Crianças
Passeio de natureza
Comunicação de Ciência
Data11-Jul-2018
Resumo(s)Biodiversidade consiste na variedade de todos os seres vivos existentes num dado ambiente, sejam eles animais, plantas ou outros. Para além de representar a multiplicidade de espécies, a sua grande importância reside na manutenção dos ecossistemas. Estes dependem das interações entre os seres vivos e o meio ambiente e, quanto menor a diversidade, menor é também a capacidade de se assegurarem as funções essenciais desse ecossistema, acabando este eventualmente por colapsar. A biodiversidade sofre cada vez mais a ação de fatores negativos, nomeadamente de origem humana (como a poluição e a exploração/ destruição de habitats), que provocam o seu declínio. Para a sua conservação, além da implementação de medidas diversas de proteção, é imprescindível a participação ativa da sociedade. Porém, para contribuir de forma efetiva, é essencial possuir conhecimentos que permitam auxiliar sem causar prejuízo. Existem algumas atividades que visam informar e despertar consciência ambiental na população e podemos dar como exemplo o City Nature Challenge, um projeto internacional de ciência-cidadã cujo objetivo principal consiste em observar e registar o maior número de espécies possível, numa competição entre várias cidades. Em 2018 o evento decorreu em abril com a estreia de Portugal que concorreu unicamente com a cidade de Guimarães. O jogo “Biobuscas, que espécie de coisa é esta?”, desenhado para crianças dos 6 aos 10 anos surgiu como uma atividade STOL - Science Through Our Lives complementar ao evento. A escolha deste público-alvo pareceu adequada tendo em conta o papel importantíssimo que as crianças têm como agentes de mudança nas rotinas das famílias, bem como no facto da implementação de hábitos ser muito mais promissora quando aplicada numa idade precoce. Concretizando um pouco melhor, “Biobuscas, que espécie de coisa é esta?”, consistiu num passeio de natureza de cerca de 2 horas, num percurso selecionado na Veiga de Creixomil, Guimarães. As crianças foram desafiadas a encontrar seis espécies animais e vegetais, escolhidas à partida, e a marcá-las no mapa de um guia criado expressamente para o efeito (Figura 1). Ao longo do percurso muitas outras espécies foram observadas, além de satisfeitas as curiosidades dos participantes. O agrado visível nas crianças e a pertinência deste tipo de ações levou-nos a decidir dar-lhe continuidade, num projeto conhecido genericamente por Biobuscas e que vai ser disponibilizado a escolas.Até agora foi criado um outro guia associado a um percurso diferente, num parque da cidade de Braga, e mais estão em fase de conceção. Paralelamente são propostas atividades complementares ao passeio (jogos, atividades hands-on, oficinas ciência-arte-humanidades) que, dependendo das especificidades, podem ser feitas no local, em instituições de apoio ou mesmo em contexto de sala de aula. Na verdade, em Braga, contámos na primeira edição com a participação de uma turma de 2º ano, e é nossa convicção que mais se seguirão quando os professores da zona tiverem conhecimento deste recurso ao seu alcance. O projeto Biobuscas pretende ser uma mais valia no contexto de educação ambiental, na medida em que é uma forma de ensinar as crianças a gostar de andar ao ar livre, ao mesmo tempo que conhecem várias espécies, habitats e se apercebem de relações entre os seres vivos e o ambiente. A criação de hábitos e boas práticas ambientais contribui para uma sociedade futura mais interessada e empenhada na proteção do meio ambiente.
TipoconferenceAbstract
URIhttp://hdl.handle.net/1822/55335
Arbitragem científicayes
AcessoopenAccess
Aparece nas coleções:DBio - Comunicações/Communications in Congresses

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