Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/1822/953

TitleMudanças familiares ao ritmo da doença: as implicações da doença crónica ao nível da família e do centro de saúde
Author(s)Mendes, Marta Luísa dos Santos
Issue date2004
Abstract(s)Neste trabalho propomo-nos fazer um estudo teórico-empírico em torno da problemática das doenças crónicas, e suas implicações na família e no centro de saúde. O reconhecimento das doenças crónicas como principal causa de morte no país e o seu lugar cimeiro nos internamentos hospitalares, confirma a hipótese de que os modos de vida têm contribuído para a deterioração da saúde. Tendo como pano de fundo um concelho rural do distrito do Porto, a população em estudo é composta por familias com doentes crónicos. O objectivo principal é estudar a articulação da família e as mudanças que se operam com o surgimento da doença crónica. Entendendo que a família tem um papel fulcral na saúde, na doença e nos comportamentos de saúde, a orientação da pesquisa foi definida de modo a destacar três dimensões: a estrutura e funções da família; o modo como o doente crónico e família se relacionam com a saúde e a doença crónica e por último a relação da família na presença da doença crónica e o acesso aos cuidados de saúde. As questões da investigação incidem sobre a forma como os factores socio-económicos, culturais, educacionais influenciam a condição das famílias com doença crónica; o tipo de mudanças que ocorrem na família na presença da doença crónica; a forma como a família se reestrutura na presença da doença crónica e as implicações desta no acesso ao centro de saúde. As hipóteses foram formuladas com base no fundamento teórico-empírico de que a experiência da doença crónica pode provocar mudanças na família e no acesso aos cuidados de saúde. A metodologia processou-se em três fases. Na 1.ª privilegiou-se a pesquisa bibliográfica para elaboração do objecto de estudo e enquadramento teórico. Na 2.ª aplicamos um questionário a 142 doentes crónicos para estudo dos hábitos alimentares da população com doença crónica. Na 3.ª questionámos 142 doentes crónicos e seus prestadores de cuidados de saúde informais para o estudo das alterações familiares quando a doença sobrevem. Os resultados do estudo reforçam a relevância da rede social formal e informal para o controlo da doença e as variáveis sociodemográficas revelaram-se como factores importantes na variação das experiências de aceitação e adaptação à doença crónica. Foi possível constatar que na presença da doença crónica e de acordo com a patologia e a dimensão que esta possa atingir, o doente crónico e sua família iniciam um processo de reaprendizagem e reorganizam toda a sua dinâmica interna com intuito de satisfazer, as necessidades do doente crónico e restantes membros que com ele vivem, nomeadamente ao nível dos comportamentos orientados para a saúde (alimentação e cuidados de saúde). Por outro lado, quando o doente crónico necessita de cuidados de saúde continuados é à família que se faz esse apelo, conseguindo-se com este estudo provar que apesar das significativas mudanças que se têm operado na família e na progressiva tentativa de igualdade entre os géneros, o trabalho doméstico no âmbito da saúde é efectuado maioritariamente pelas mulheres.
Dans ce travail nous proposons une étude théorique-empirique autour de la problématique des maladies chroniques et leurs implications dans la famille et dans le Centre de Santé. La reconnaissance des maladies chroniques comme la principale cause de mortalité en Portugal et aussi leur place primordial dans les internements hospitaliers, confirme l’hypothèse que le mode de vie contribue à la détérioration de la santé. Prenant comme terrain de recherche une canton rurale du District du Porto, la population étudiée est composé pour les familles comprenant des patients chroniques au sein de leur environnement. L’objectif principal consiste à étudier l’articulation de la famille et les changements découlent de l’apparition de la maladie chronique. Comprenant que la famille a une rôle essentiel dans la santé, la maladie e les comportements de santé l’orientation de la recherche a été définie détacher trois dimensions: la structure et la fonction de la famille; le mode comme le malade chronique et sa famille se relacione avec la santé et la maladie chronique, et finalment la liaison de la famille en présence de la maladie chronique et l’accès aux soins de la santé. Les questions d’investigation tombent sur la forme comme les facteurs socio-économiques, culturels et éducatifs influencent les conditions des familles avec une maladie chronique, le type de changements qui surviennent dans la famille en présence de la maladie chronique et les implications de celle-ci pour l’accès au Centre de Santé. Les hypothèses ont été formulées en ayant par fondements théorique-empirique et prouvent que la maladie chronique peut provoquer des changements dans les familles et aussi dans l’accès aux soins de santé. La méthodologie de travail se présente en trois phases. Dans la première on a privilégié la recherche bibliographique pour élaborer l’object d’étude et son encadrement théorique. Dans la deuxième on a appliqué un questionnaire à 142 malades chroniques a la fin d’étudier les habitudes alimentaires de la population avec une maladie chronique. Dans la troisième nous avons questionné 142 malades chroniques et les soigneux informelles chargées de les soigner de santé, pour étude des altérations familiales quand survient la maladie. Les résultats de l’étude renforcent l’avantage de la rets social, formel et informel, pour contrôler des maladies et les variables sociodémographiques se sont révélées des facteurs très importants dans les varations des essais d’acceptation et d’adaptation à la maladie chronique. On a eu la possibilité de constater que en présence de la maladie chronique et d’après la pathologie et la dimension qui la même peut atteindre, le malade chronique et sa famille initient un procès de réapprentissage et ils réorganiser toute sa dynamique interne avec l’intention de satisfaire les besoins du malade chronique et des autres membres qui habitant avec lui, en particulier au niveau des comportements face à la santé (alimentation et soins de santé). D’un autre côté, toute les fois que le malade chronique a besoin de soins continus de santé c’est à la famille que l’on fait appel, et on est arrivé à prouver avec cet étude que malgré les changements ocurus au sien de celle-ci et l’essai progressif d’égalité des « sexes », le travail domestique de santé est effectué, majoritairement, par les femmes.
TypeMaster thesis
URIhttp://hdl.handle.net/1822/953
AccessOpen access
Appears in Collections:BUM - Dissertações de Mestrado

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
capa cd.pdf10,35 kBAdobe PDFView/Open
Tese Mestrado.pdf791,58 kBAdobe PDFView/Open

Partilhe no FacebookPartilhe no TwitterPartilhe no DeliciousPartilhe no LinkedInPartilhe no DiggAdicionar ao Google BookmarksPartilhe no MySpacePartilhe no Orkut
Exporte no formato BibTex mendeley Exporte no formato Endnote Adicione ao seu ORCID