Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/1822/927

TítuloO empenhamento organizacional e o empenhamento profissional dos enfermeiros : conflito ou complementaridade?
Autor(es)Duarte, Márcia Marina Rodrigues Brito
Orientador(es)Cardoso, Carlos Cabral
Data2004
Resumo(s)Num ambiente competitivo caracterizado pela incerteza e pela mudança, as organizações necessitam de empregados que se identifiquem com a organização e adoptem como seus os objectivos da mesma, empenhando-se na sua concretização. O reforço da posição competitiva das empresas passa, em grande parte, pela capacidade da sua equipa de gestão gerir esse processo de mudança, atraindo pessoas com níveis elevados de empenhamento organizacional e envolvimento no projecto da empresa. Tais objectivos são, aparentemente, paradoxais, se atendermos ao facto da relação entre empregados e empregadores ser cada vez mais instável, mercê da instabilidade em termos de emprego, da precaridade dos contratos de trabalho e da elevada rotatividade em termos de postos de trabalho. Por outro lado, assiste-se a um elevar dos níveis de educação e profissionalismo entre os empregados, ou seja, a natureza da força de trabalho está a conhecer mutações. Estas mudanças - na organização, nos recursos humanos, podem não ser independentes, podendo os níveis elevados de educação e profissionalismo contribuir para o reduzido empenhamento e lealdade dos empregados e para uma insatisfação das suas expectativas profissionais. Neste sentido, questiona-se se as organizações de saúde portuguesas prosseguem os valores, interesses e objectivos profissionais dos enfermeiros, se promovem e actuam de acordo com os ideais e valores da enfermagem. Pretende-se estudar o empenhamento organizacional e o empenhamento profissional nos enfermeiros e a relação assumida entre os dois domínios, para averiguar se a relação é positiva ou de soma nula. Com base nestas questões de partida, desenvolveu-se um estudo exploratório com enfermeiros, que tinham como local de exercício profissional dois centros de saúde e dois hospitais situados no Minho (Norte de Portugal). Realizaram-se 27 entrevistas, com o objectivo de caracterizar as percepções dos enfermeiros acerca da experiência de estar empenhado com a organização e com a profissão. As conclusões do estudo apontam para a existência entre os enfermeiros de um empenhamento profissional maior do que o empenhamento organizacional por eles demonstrado. Independentemente da intensidade dos laços afectivos em relação à organização, o referente mais importante, em termos de empenhamento em contexto de trabalho, é a profissão. No entanto, a maioria dos entrevistados, percebe uma complementaridade entre os dois domínios, uma vez que a partilha dos objectivos e valores da enfermagem por parte da organização, a orientação para os interesses do doente, o tipo de serviço, os incentivos à actualização profissional dos enfermeiros, a identificação com os valores e objectivos da organização e a satisfação com as funções realizadas consubstanciam a satisfação das expectativas profissionais dos enfermeiros. Os dois domínios de empenhamento podem associar-se positivamente, ainda que o empenhamento profissional possa ou tenda a ser maior do que o empenhamento organizacional.
In a competitive environment characterized by uncertainty and change, the organisations need employees who identify themselves with the organisation and adopt its goals as their own, committing themselves to achieve them. The strengthening of the competitive position of the enterprises is, in large part, related to their management’s capacity to conduct that process of changing, attracting people with high levels of organisational commitment and involvement in the enterprise’s project. Such aims are, apparently, paradoxical, if we consider that the relation between employees and employers is increasingly unstable, due to employment uncertainty, the precariousness of the labour agreements and the high employees’ turnover. On the other hand, there is a rise in the employees’ educational and professional levels, that is, the nature of the workforce is changing. These changes – in the organisation and in the human resources – may not be independent, and the high levels of education and professionalism may contribute to the employees’ low commitment and loyalty and to dissatisfaction with their professional expectations. In this way, one wonders if the Portuguese health organisations take the nurses’ values, interests and professional goals into account and if they promote and act according the nursing ideals and values. This study’s aim is to analyse the nurses’ organisational commitment and professional commitment, as well as the existing relation between the two spheres, to determine if the relation is positive or zero sum. Based on these starting questions, it was carried out an exploratory study with nurses who worked in two health centres and two hospitals in Minho (North of Portugal). 27 interviews were conducted in to characterize the nurses’perceptions about the experience of being committed to the organisation and the profession. This study’s conclusion point to a higher professional commitment than an organisational commitment. Independently of the intensity of the affective ties towards the organisation, the most important factor to the commitment to work is the profession. However, most of the interviewees, understands that the two spheres are complementary, as the share of the nursing goals and values by the organisation, the orientation to the patients’ interests, the kind of service, the encouragement to nurses’ professional updating, the identification with the organisation’s values and goals and the satisfaction with the performed functions express the satisfaction of nurses’ professional expectations. Both spheres of commitment can join positively, though the professional commitment may be higher than the organisational commitment.
TipomasterThesis
URIhttp://hdl.handle.net/1822/927
AcessoopenAccess
Aparece nas coleções:BUM - Dissertações de Mestrado

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