Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/1822/9184

TitleRelações da hipertensão arterial com a taxa de excreção de albumina numa consulta hospitalar de hipertensão arterial e risco cardiovascular
Author(s)Cotter, Jorge
Advisor(s)Polónia, Jorge Manuel Silva Junqueira
Sousa, Nuno
Issue date19-Dec-2008
Abstract(s)Efectuou-se um estudo observacional numa Consulta Hospitalar de Hipertensão Arterial e Risco Cardiovascular num hospital do Norte de Portugal, tendo como objectivos a avaliação da distribuição da taxa de excreção de albumina nessa população; a análise do valor discriminativo da taxa de excreção de albumina no que respeita à frequência e gravidade de lesão de órgãos alvo e eventos cardiovasculares; a constatação, nos pacientes normoalbuminúricos de alto e muito alto risco cardiovascular, dos factores que condicionam o surgimento de microalbuminúria ao fim de um ano de acompanhamento; por fim, a análise nos pacientes microalbuminúricos, da influência na taxa de excreção de albumina de uma terapêutica anti-hipertensora baseada em antagonistas dos receptores da angiotensina (ARAs) sem inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECAs) versus uma terapêutica anti-hipertensora baseada em IECAs sem ARAs, ao fim de um ano de acompanhamento. Foram incluídos 709 pacientes hipertensos aos quais se aplicou um protocolo de actuação em bases clínicas e laboratoriais, e que incluíam determinações urinárias de albumina por grama de creatinina, em amostra ocasional. O estudo mostrou uma frequência global de microalbuminúria de 26,5% e de albuminúria de 10,7%. A um valor progressivamente mais elevado da taxa de excreção de albumina correspondeu uma frequência crescente de hipertrofia ventricular esquerda e um valor progressivamente menor da taxa de filtração glomerular estimada. As frequências de insuficiência cardíaca, cardiopatia isquémica e de doença arterial periférica mas não de doença cerebrovascular isquémica, foram mais elevadas consoante a taxa de excreção de albumina se mostrou progressivamente crescente. Nos pacientes inicialmente normoalbuminúricos, constatamos serem factores de diminuição do risco de progressão para microalbuminúria ao fim de 12 meses, um melhor controlo da pressão arterial sistólica e diastólica, níveis de taxa de excreção de albumina no terço inferior de normalidade e uma significativa melhoria do perfil lipídico. Por outro lado, verificamos serem factores associados à progressão para microalbuminúria ao fim de 12 meses, um maior tempo de conhecido diagnóstico de hipertensão arterial, uma tendência a maiores frequências de hipertrofia ventricular esquerda e de taxa de filtração glomerular estimada mais baixa na admissão e uma maior frequência de doença arterial periférica na admissão. Nos pacientes microalbuminúricos, tratados durante 12 meses com base em IECAs sem adição de ARAs, ou com base em ARAs sem adição de IECAs, não encontramos, entre os dois grupos, diferenças significativas nos níveis de pressão arterial e na deterioração da função renal para além do esperado fisiologicamente para o período em causa. Concomitantemente, não verificamos alterações significativas na mediana da microalbuminúria, quer dentro de cada grupo, quer na comparação entre ambos os grupos após um ano de tratamento. Aqueles a tomarem ARAs tiveram uma evolução para proteinuria significativamente menor do que aqueles a tomarem IECAs (3% contra 20%).
An observational study was performed based on the patients followed on an Outpatient Clinic dedicated to Hypertension and Cardiovascular Risk, in a Hospital Centre from the Northern region of Portugal. The objectives of the study were to: evaluate de distribution of albumin excretion rate (AER) in that population; to analyse the discriminative value of AER in what concerns the frequency and severity of target organ damage and cardiovascular events; to ascertain, in normoalbuminuric high and very high cardiovascular risk patients, the factors associated with progression to microalbuminuria at the end of one year of follow up; and finally, to analyse in microalbuminuric patients, the influence on AER of the use of anti-hypertensive therapy based on angiotensin receptor blockers (ARBs) without angiotensinogen converting enzyme inhibitors (ACEIs) versus a therapeutic strategy based on ACEIs without ARBs, at the end of one year of follow up. Seven hundred and nine hypertensive patients were included and a protocol of laboratorial and clinical records was applied to all of them, including the urinary measurement of albumin per gram of creatinine, on an occasional sample. This study revealed a global frequency of microalbuminuria of 26, 5%, and 10, 7% of albuminuria. To progressively higher levels of AER, correspondent progressively higher frequency of left ventricular hypertrophy and progressively lower value of estimated glomerular filtration rate were found. The frequency of heart failure, coronary heart disease and peripheral arterial disease were rising with corresponding rising levels of AER; the same could not be said about the frequency of ischemic stroke.In initially normoalbuminuric patients, we registered as variables decreasing the risk of progression to microalbuminuria after 12 month follow up: a better systolic and diastolic blood pressure control, levels of AER in the lower tercile of the normal range and a significant improvement of the lipidic profile. On the other hand, we recorded as variables associated with progression to microalbuminuria after 12 months of follow up: a higher time elapsed after the diagnosis of hypertension, a tendency to both higher frequency of left ventricular hypertrophy and lower estimated GFR at admission, and a higher frequency of peripheral arterial disease at admission. In microalbuminuric patients, treated during 12 months either with an ACEI based scheme without ARBs or with an ARB based scheme without ACEI, we could not find significant differences between treatment groups concerning blood pressure levels and renal function decline (beyond the physiologically expected during the study period). Concurrently, we did not register significant changes in microalbuminuria median values, whether within each group or in the direct comparison between study groups after one year of treatment. Those on an ARB based treatment regimen had a significantly lower evolution to proteinuria than those on an ACEI based treatment regimen (3% versus 20%, respectively).
TypeDoctoral thesis
DescriptionTese de doutoramento em Ciências da Saúde (ramo do conhecimento em Medicina Clínica)
URIhttp://hdl.handle.net/1822/9184
AccessOpen access
Appears in Collections:BUM - Teses de Doutoramento

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