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http://hdl.handle.net/1822/7516
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| Title: | Os registos gráficos das crianças no jardim de infância e a aprendizagem da matemática |
| Authors: | Maia , João José Gramaxo de Sampaio |
| Advisor: | Almeida, Conceição |
| Issue date: | 21-Dec-2007 |
| Abstract: | O objectivo deste trabalho foi o estudo da evolução dos registos gráficos
produzidos pelas crianças no jardim de infância e a importância dessa evolução nas
aprendizagens matemáticas conceptuais e representativas realizadas durante desse
período. Levantaram-se três questões fundamentais às quais se tentou responder:
– À medida que as crianças de um grupo de jardim de infância vão usando, nos
seus registos gráficos, representações cada vez mais complexas,
eventualmente, criando algumas, de que forma essas representações se vão
organizando e estruturando, ao longo do tempo de permanência das crianças
no jardim de infância?
– Que relação existe entre essas representações gráficas, em especial as criadas
pelas crianças, e a linguagem matemática, em particular a sua aprendizagem?
– A crescente complexidade e eventual estruturação dessas representações têm
influência na aprendizagem dos conceitos matemáticos que a criança vai
adquirindo enquanto frequenta o jardim de infância?
O enquadramento teórico incluiu uma abordagem geral ao tema “aprendizagem” e
aos modelos pedagógicos construtivistas actuais. Centrou-se depois na análise dos
temas matemáticos tratados no jardim de infância, segundo as perspectivas de vários
autores, com incidência particular na construção do conhecimento e sua representação.
Em termos metodológicos, a investigação implicou uma recolha de dados em dois
jardins de infância, num total de quatro grupos de crianças, onde se assumiram os
seguintes pressupostos pedagógicos: a aprendizagem deveria ocorrer em situações
informais e generalistas, se possível integradas nas rotinas quotidianas do jardim de
infância; as crianças deveriam de ser o mais autónomas possível em relação ao
desenvolvimento das actividades, em particular, em relação aos registos gráficos que produziam. Os dados principais recolhidos foram mapas de presenças e de tarefas,
receitas, ementas e registos de contagens das crianças para o almoço e incluíram os
registos produzidos pelas crianças, as descrições feitas pelos educadores, as notas de
campo decorrentes das nossas observações e entrevistas a um educador de cada local.
A análise e a discussão dos dados tiveram um carácter eminentemente
interpretativo e desenvolveram-se a partir de narrativas circunstanciadas, ilustradas
pelos registos das crianças.
Os resultados obtidos mostram que as crianças foram criando símbolos distintos,
permanentes e individualizados que se tornaram universais dentro do grupo. Essa
simbologia, cada vez mais arbitrária e representando relações cada vez mais complexas
entre os diferentes entes, constituiu-se num sistema de representação gráfica de carácter
ideográfico que foi integrando a simbologia convencional e servindo de suporte à
linguagem matemática e à sua aprendizagem. Os resultados apontam também para uma
transformação, gradual, desse sistema na própria linguagem matemática, indicando que
aquele sistema pode ser uma fase preliminar desta linguagem.
Quanto à última questão, os resultados indicam que as crescentes complexidade e
estruturação das representações usadas e criadas pelas crianças tiveram uma influência
positiva na aprendizagem dos conceitos matemáticos que foram construindo. Essa
relação decorreu de um jogo dialéctico entre a leitura e a escrita dos seus próprios
registos: quando as crianças não conseguiam ler num desses registos o que pretendiam,
procuraram resolver esse problema, reflectindo, o que as levava a um novo
conhecimento que, por sua vez, conduzia a um melhoramento na nova escrita desse
registo, e assim sucessivamente. Essa dialéctica resume-se na seguinte frase: é na escrita
que vemos a evolução do registo, mas é a leitura que provoca essa evolução, porque é
ela que leva a um novo pensamento. The aim of the present work was to study the evolution of children’s graphic
representations at kindergarten and how it influences the learning of mathematics –
concepts and language.
With that purpose three main questions were stated:
• As children use, in their graphical representations, more complex elements,
eventually creating new ones, how they organize these elements during their
staying at kindergarten?
• How does these representations, especially children’s created ones, relate with
the mathematics language, particularly with children’s mathematics language
learning?
• Does the growing complexity and eventual structuring of those representations
influence kindergarten children’s mathematical concepts learning ability?
Theoretical framework starts with a general approach to the “learning” topic
shifting to current pedagogic models in line with the constructivism. Afterwards,
mathematical issues of kindergarten curricula are analyzed according to different
author’s perspectives especially regarding knowledge construction and its
representation.
Regarding methodological approach, during research, data was collected in two
kindergartens, studying four groups of children in total. The teachers of each group
followed these pedagogical assumptions: learning must take place in informal and
general settings, if possible along with kindergarten routine; children should have as
much autonomy as possible while pursuing their activities, especially during graphical
representations activities. Collected data consists on attendance and tasks records,
cooking recipes, menus and records regarding the number of children for lunch. Data includes records elaborated by children, teacher’s description notes, our notes during
local observation, and interviews to one teacher of each kindergarten.
Data analysis and discussion are based on interpretation of detailed narratives
illustrated by children graphical representations.
Results show that, throughout the study, children created distinct, permanent and
individualized symbols that became universal within the group. This symbology got a
growing level of arbitrariness, was used to represent relationships more and more
complex, and constructed itself into an ideographic system of representation. This
system gradually integrated conventional symbols and supported mathematical
language and its learning. The gathered results also revealed an ongoing transformation
of this system into the mathematical language itself, suggesting that the developed
system may be an embryonary state of this language.
Regarding our last stated question, results indicate that the growing complexity
and organization of the graphical representations used and created by children
influenced positively children’s consistent apprehension of their own built mathematical
concepts. This positive influence arises from the dialectics between writing and reading
their own records: when children are not able to read some fact in their records, they
engage in constructive thoughts leading to records writing enhancements and fine
tuning. This dialectics can be resumed in a sentence: it is on writing that we see the
recording evolution; however it is records reading that triggers that evolution as it leads
to a new though. |
| Type: | doctoralThesis |
| Description: | Tese de Doutoramento em Educação - Área do Conhecimento em Metodologia do Ensino da Matemática |
| URI: | http://hdl.handle.net/1822/7516 |
| Appears in Collections: | BUM - Teses de Doutoramento CIEd - Teses de Doutoramento em Educação / PhD Theses in Education
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