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TitleCrianças sem infância : o trabalho infantil na indústria têxtil e os limpa-chaminés (1780-1878)
Author(s)Vigário, Sílvia Manuela Pereira
Issue date2004
Abstract(s)Intitulada Crianças Sem Infância: O Trabalho Infantil na Indústria Têxtil e os Limpa-Chaminés (1780-1878), esta dissertação visa dilucidar alguns aspectos de duas formas de trabalho infantil caracteristicamente urbanas da Grã-Bretanha do século XIX. Com o intuito de contextualizar o objecto de estudo deste trabalho, começa-se por traçar uma panorâmica do período histórico que decorre dos finais do século XVIII até aos princípios do século XIX, notável pela rapidez do seu crescimento económico e pelo efeito desse crescimento em diversas áreas da vida britânica. Inicialmente, é feita uma análise da transição da indústria artesanal para o sistema fabril, salientando as transformações sofridas no seio da família e no papel desempenhado pelas crianças no contexto familiar. Esse novo sistema de produção fabril tirou a criança de casa e colocou-a num local de trabalho onde a assiduidade, a pontualidade e a obediência eram as principais virtudes que ditavam a sua vida. É ainda dedicada especial atenção à criança inserida no contexto sócio-habitacional, examinando a natureza superlotada e insalubre das habitações das classes mais desfavorecidas, bem como alguns dos seus hábitos, costumes e cuidados para com as crianças. Seguidamente, é analisado o período de implementação do sistema fabril e as dificuldades inerentes ao recrutamento de mão-de-obra, particularmente na indústria têxtil. Os donos das novas fábricas, rapidamente se aperceberam de que os dedos ágeis das crianças poderiam ser facilmente treinados para o desempenho de tarefas ditadas pelo ritmo da maquinaria. O trabalho fabril teve consequências nefastas, não só na saúde como também na moral das crianças operárias. São ainda abordadas questões referentes à implementação de medidas para o melhoramento das condições laborais destas crianças. Por último, analisa-se a dureza do quotidiano dos pequenos limpa-chaminés, bem como as medidas – de carácter público e privado – que foram tomadas de forma a proteger estas crianças. A natureza de tal ofício causava deformidades físicas, doenças horríveis e acidentes fatais, os quais ensombravam a vida destas autênticas escovas humanas. Apesar de campanhas repetidas e de muita literatura destinadas ao apoio dos pequenos limpachaminés, o desejo por parte de particulares de recorrer aos seus serviços, evitando assim a utilização de alternativas mecânicas, significou que quase um século decorreu até que o seu ofício fosse efectivamente banido através da promulgação da Lei de 1875.
Children without a Childhood: Child Labour in the Textile Industry and the Climbing Boys (1780-1878) is the title of a dissertation which seeks first and foremost to provide an insight into some aspects of two forms of child labour of nineteenth-century Britain which are typically urban. In order to contextualise the object of this study, it begins by looking at the historical period which runs from the end of the eighteenth century to the beginning of the nineteenth century. This period is well known for its rapid economic growth and for the effects that this growth caused on the various aspects of British life and culture. Initially, it analyses the transition of the domestic system of industry to the factory system, highlighting the transformations in family life and in the role that children played within the family circle. The new system of production removed the child from his home and placed him in a workplace where regular attendance, punctuality and obedience were the main virtues. Special attention is devoted to the child’s living conditions, the crowded and insalubrious nature of the dwellings of the lower working classes, as well as some of the child-rearing habits. Thereafter, there is an analysis of the implementation period of the factory system and the difficulties intrinsic to the obtention of manual labour, with particular emphasis on the textile industry. The owners of the new factories rapidly realised that the nimble fingers of the children could easily be trained to perform the type of activities dictated by the rhythm of the machines. Factory work had terrible consequences not only for the health of child workers but also for their morals. The measures taken to improve the working conditions of child factory workers are also studied here. Finally, the dissertation highlights the harshness of the daily life of the climbing boys, as well as the public and private measures taken to protect these children. This type of work caused physical deformities, terrible illnesses and fatal accidents, which haunted the lives of these human brushes. Despite repeated campaigns and written support for the climbing boys, the preference of private individuals for their labour, rather than for the alternative of machinery, meant that almost a century went by before this infant work was effectively banned by the Law of 1875.
TypeMaster thesis
URIhttp://hdl.handle.net/1822/715
AccessOpen access
Appears in Collections:BUM - Dissertações de Mestrado


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