Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/1822/6906

TitleRegulação emocional diádica, temperamento e nível de desenvolvimento aos 10 meses como preditores da qualidade da vinculação aos 12-16 meses
Author(s)Martins, Eva Inês Costa
Advisor(s)Soares, Isabel
Issue date20-Jul-2007
Abstract(s)Esta investigação tem por objectivo principal estudar o papel de alguns antecedentes da qualidade da vinculação aos 12/16 meses: nível de desenvolvimento, temperamento, disponibilidade emocional e qualidade da regulação emocional diádica, aos 10 meses. Para tal, foi necessário o desenvolvimento de uma medida da qualidade da regulação emocional e analisadas, igualmente, variáveis preditores da qualidade regulatória diádica. É esperado que a qualidade da vinculação esteja intimamente relacionada com o desenvolvimento da estratégia regulatória da criança (Sroufe, 1996; Cassidy, 1994; Kobak & Sceery, 1988; Mikulincer et al., 2003; Main, 1990) e que nesta faixa etária seja diádica (Kopp, 1989, 2002; Thompson, 1998; Sroufe, 1996; Fogel, 1993; Tronick, 1989). Recorreu-se a uma amostra de baixo risco composta por 46 díades (mãe-bebé). Houve três momentos de avaliação. O primeiro (aos 10 meses), no qual foram filmadas interacções mãe-bebé na residência das famílias para posterior cotação da disponibilidade emocional (Biringen et al., 1998) e qualidade da regulação emocional (Martins & Soares, 2006) e preenchimento do questionário de temperamento do bebé pelas mães (Bates et al., 1979). No segundo (aos 10 meses), foi avaliado o nível de desenvolvimento do bebé (Bayley, 1993) na creche. No terceiro (aos 12/16 meses), a qualidade da vinculação foi avaliada no laboratório através da Situação Estranha (Ainsworth et al., 1978). Verificou-se que aos 10 meses os bebés evitantes têm uma probabilidade acrescida de serem percebidos pelas suas mães como tendo um temperamento mais fácil e “apático”. É também, mais provável que não exprimam emocionalidade negativa numa tarefa desenhada para tal, apresentando-se altamente focalizados na manipulação dos materiais da tarefa, funcionamento que poderá ser interpretado como uma estratégia regulatória emocional inibitória. Estes resultados suportam empiricamente a noção de que há uma trajectória desenvolvimental precoce comum para os mecanismos responsáveis pela qualidade da regulação emocional e pela relação de vinculação e que as características de temperamento não são suficientes para explicar as diferenças entre os padrões. Há evidências que apontam, igualmente, para a utilidade da metodologia desenvolvida para avaliação da qualidade da regulação emocional.
The main goal of this research is to study the role of some precursors to the quality of attachment at 12/16 months of age: developmental level, temperament, emotional availability and quality of dyadic emotional regulation, at 10 months. For that purpose, a measure of the quality of emotional regulation was developed, and some predictors to the quality of dyadic regulation where also analysed. It is expected that the quality of attachment is closely related to the development of the regulatory strategy of the child (Sroufe, 1996; Cassidy, 1994; Kobak & Sceery, 1988; Mikulincer et al., 2003; Main, 1990) and that at this age is dyadic (Kopp, 1989, 2002; Thompson, 1998; Sroufe, 1996; Fogel, 1993; Tronick, 1989). The study targeted a lowrisk sample, comprised of 46 dyads (mother-baby). There were three assessment moments. The first (at 10 months), during which mother-baby interactions were filmed in the families’ residences for later scoring of emotional availability (Biringer et al., 1998) and quality of emotional regulation (Martins & Soares, 2006) and also the filling-out of the Infant Characteristics Questionnaire (Bates et al., 1979) by the mothers. On the second moment (at 10 months), the baby developmental level was assessed at the nursery school (Bayley, 1993). On the third moment (at 12/16 months), the quality of attachment was assessed in the laboratory with the Strange Situation (Ainsworth et al., 1978). At 10 months avoidant babies have a higher probability of being perceived by their mothers as temperamentally easier and “dull”. They are less likely to express negative emotions in a task designed to elicit them, being highly focused on the task materials, which can be interpreted as an inhibitory emotional regulation strategy. These results support the notion that a common early developmental trajectory exists for the mechanisms underlying both the quality of emotional regulation and attachment, and that the temperament itself is not sufficient to explain the differences between attachment patterns. Some evidences point to the usefulness of the methodology developed to assess the quality of emotional regulation.
TypeDoctoral thesis
DescriptionTese de Doutoramento em Psicologia, área do Conhecimento em Psicologia Clínica
URIhttp://hdl.handle.net/1822/6906
AccessOpen access
Appears in Collections:BUM - Teses de Doutoramento

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