Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/1822/66967

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dc.contributor.authorDaun e Lorena, Carmopor
dc.date.accessioned2020-09-15T13:18:45Z-
dc.date.available2020-09-15T13:18:45Z-
dc.date.issued2020-
dc.identifier.citationDaun e Lorena, Carmo. 2020. «À sombra do passado: memória, identidade e cosmopolitismo insular em São Vicente». In: Chaves, Duarte Nuno (coord). Questões de Identidade Insular na Macaronésia. S. Jorge: Santa Casa da Misericórdia das Velas & CHAM – Centro de Humanidades. pp. 85-101.por
dc.identifier.isbn978-989-54856-0-4por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/1822/66967-
dc.description.abstract[Excerto] Introdução: Se este texto, ao invés de se intitular “À sombra do passado”, se intitulasse “A sombra do passado”, os sentidos seriam, obviamente, muito diferentes. Neste segundo caso, o título remeteria para algo mau ou nefasto, um espectro sombrio que o passado pudesse ainda imprimir no presente. Mas o lastro do passado, mesmo de um passado colonial, nem sempre é totalmente sombrio. A reflexão que trago aqui é sobre sombras, mas não sobre passados sombrios. Pelo contrário. Concentro-me no cosmopolitismo de outrora da ilha de São Vicente e nas suas memórias locais. Estas memórias são positivas e constituem motivo de orgulho para as gentes da ilha. Esse passado cosmopolita é um capital mobilizado ainda hoje, não apenas para falar dos tempos de antigamente, mas para falar do presente. Mais, é um elemento determinante na construção identitária dos são-vicentinos e na sua memória colectiva, que tem sido destacado e reproduzido ao longo do tempo, do período colonial à contemporaneidade.Tendo por base pesquisa bibliográfica e etnográfica, proponho, para o caso de São Vicente, uma nova terminologia – cosmopolitismo insular – que não só convoca essas memórias locais, como pretende oferecer uma síntese entre o ensimesmamento ilhéu e o desejo de abertura ao mundo que caracterizam a identidade regional são-vicentina.O debate académico sobre cosmopolitismo não é novo e tem atraído a atenção de vários campos disciplinares, da Antropologia à História. Não obstante o seu interesse e pertinência, não me vou debruçar aqui sobre ele, nem tão-pouco dissecar o conceito de cosmopolitismo.2 O objectivo central deste texto é reflectir sobre a forma como, na ilha de São Vicente, o tropo do cosmopolitismo, usado insistentemente no passado e no presente, pode ser visto como uma forma de falar de si próprio, de construir identidade e também memória. Ademais, pretendo sugerir que certas características próprias das ilhas e das cidades-porto convidam a repensar a oposição entre cosmopolitismo e enraizamento cultural. A aparente contradição destes termos é uma chave interpretativa para descortinar as complexidades das identidades insulares. [...]-
dc.description.sponsorshipSFRH/BD/77522/2011por
dc.language.isoporpor
dc.publisherSanta Casa da Misericórdia das Velaspor
dc.publisherCHAM – Centro de Humanidades-
dc.rightsopenAccesspor
dc.subjectCabo Verdepor
dc.subjectCosmopolitismopor
dc.subjectIdentidadepor
dc.subjectInsularidadepor
dc.subjectMemóriapor
dc.titleÀ sombra do passado: memória, identidade e cosmopolitismo insular em São Vicentepor
dc.typebookPartpor
oaire.citationStartPage85por
oaire.citationEndPage101por
dc.subject.fosCiências Sociais::Outras Ciências Sociaispor
sdum.bookTitleQuestões de Identidade Insular na Macaronésiapor
oaire.versionVoRpor
Appears in Collections:CRIA-UMinho - Livros e Capítulos de Livros

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