Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/1822/64801

TitleAnti-dualism in the discourse on the Anthropocene
Other titlesAnti-dualismo no discurso sobre o Antropoceno
Author(s)Sylla, Bernhard
KeywordsAnthropocene
dualism
anti-dualism
philosophy of technology
Antropoceno
dualismo
antidualismo
filosofia da tecnologia
Issue date2020
PublisherUniversidade do Minho. Centro de Ética, Política e Sociedade (CEPS)
JournalÉtica, Política & Sociedade
CitationSylla, Bernhard (2020). Anti-Dualism in the Discourse on the Anthropocene. Ethics, Politics & Society, 3: 44-60 [ahead of print]
Abstract(s)18 years after its introduction into scientific vocabulary, a vast discourse on the Anthropocene has settled in very heterogeneous scientific areas, from Biology and Geology to the Arts and Humanities, including Philosophy itself. Despite its multidisciplinarity, there seems to be a common presupposition in this discourse that often becomes a demand: to abandon a false dualism allegedly responsible for the lack of answers to the challenges that the new anthropocenic age poses to us. Antidualism seems to be a common denominator, widely shared by the most diverse authors of the Anthropocene discourse, but what is meant by ‘dualism’ seems extremely heterogeneous to me, embracing ontological, epistemological, and political dimensions, and sometimes mixing them. Whatever the combated dualism – nature and culture, social system and terrestrial system, Man and Earth, biosphere and noosphere, subject and object, observer and observed, natural sciences and human sciences, etc. – the golden key to unravelling and developing a different way of thinking and being capable of facing the environmental challenges of the present would be by overcoming these dualisms, that is, in a perspective that can account for the intersection and overlap of the hitherto opposed elements and which presupposes, in the end, their assimilation. How both imbrication and assimilation can or should be thought of, however, can vary greatly from one author to another. Based on these assumptions, I will focus on two criticisms of anti-dualism put forward by Andrew Feenberg and Gernot Böhme. Both critics chose the theories of Haraway and Latour – authors who are today among the most cited philosophers of the Anthropocene – as distinct exponents of anti-dualism. I will argue that criticism of anti-dualism is pertinent and necessary, but that the alternatives proposed by Feenberg and Böhme are not convincing.
18 anos após a sua introdução no vocabulário científico existe um vasto discurso sobre o Antropoceno que se instalou em áreas científicas muito heterogéneas, desde a Biologia e Geologia até às Artes e Humanidades, inclusive na própria Filosofia. Apesar da sua multidisciplinariedade, parece haver neste discurso um pressuposto comum que, não raras vezes, se transforma numa exigência: a de abandonar um falso dualismo alegadamente responsável pela falta de respostas aos desafios que a nova era antropocénica nos coloca. O antidualismo parece ser um denominador comum, largamente partilhado pelos mais diversos autores do discurso sobre o Antropoceno, mas aquilo que se entende por ‘dualismo’ parece-me extremamente heterogéneo, abrangendo dimensões ontológicas, epistemológicas e políticas, e, por vezes, misturando-as. Seja qual for o dualismo combatido – natureza e cultura, sistema social e sistema terrestre, Homem e Terra, biosfera e noosfera, sujeito e objeto, observador e observado, ciências da natureza e ciências humanas, etc. –, a chave de ouro para desencerrar e desenvolver um pensamento diferente, capaz de enfrentar os desafios ambientais do tempo presente, estaria na superação destes dualismos, i. e., numa perspetiva capaz não apenas de dar conta da intersecção e imbricação dos elementos até então opostos, mas que pressupõe, no fundo, a sua equiparação. Como se pode ou deve pensar tanto a imbricação como a equiparação, pode, no entanto, variar bastante de um autor para outro. Com base nestes pressupostos, focar-me-ei em duas críticas do antidualismo, apresentadas por Andrew Feenberg e por Gernot Böhme. Ambas as críticas escolheram as teorias de Haraway e Latour – autores que se encontram, hoje em dia, entre os mais citados filósofos do pensamento sobre o Antropoceno – como representantes distintos do antidualismo. Defenderei que a crítica ao antidualismo é pertinente e necessária, mas que as versões propostas por Feenberg e Böhme não convencem.
TypeArticle
URIhttp://hdl.handle.net/1822/64801
ISSN2184 - 2582
Peer-Reviewedyes
AccessOpen access
Appears in Collections:CEPS - Publicações dos investigadores do CEPS

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