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TitleA “crise dos refugiados” na Europa: entre totalidade e infinito
Other titlesThe “refugee crisis” in Europe: between totality and the infinite
Author(s)Martins, Moisés de Lemos
KeywordsColonialismo
Expansão europeia
Lusofonia
Princípio da analogia
Refugiados
Colonialism
European expansion
Lusophony
Principle of analogy
Refugees
Issue date2019
PublisherUniversidade do Minho. Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS)
JournalComunicação e Sociedade
CitationMartins, M. L. (2019). A “crise dos refugiados” na Europa – entre totalidade e infinito. Comunicação e Sociedade [Vol. Especial], 21–36. https://doi.org/10.17231/comsoc.0(2019).3058
Abstract(s)O eu e o outro. A totalidade e o infinito. Ou seja, a totalidade como o discurso do eu, que apaga o outro; e o infinito como o discurso do outro, que limita e impõe reservas ao discurso da totalidade. É numa relação face a face que eu encontro o outro, o qual passa, então, a existir em mim, a fazer parte de mim, constituindo-me. Esse é o caminho do enamoramento, e pode ser também o caminho da compaixão e da solidariedade. Mas a relação com o outro não se esgota no encontro. Depois do encontro do outro, seguem-se muitas vezes o seu apagamento, assimilação, e mesmo dominação. Em termos rigorosos, o que podemos dizer é que o outro nunca é redutível ao eu, ou seja, nunca é apagável em mim. E se o que está em causa é ignorar o outro, ou então, segregá-lo, discriminá-lo e dominá-lo, do que se trata mesmo é de exercer sobre ele uma violência. É este o meu ponto de partida e o meu ângulo de enfoque para debater a “crise dos refugiados” na Europa.
The self and the other. Totality and the infinite. In other words, totality as the discourse of the self which erases the other; and the infinite as the discourse of the other, which constrains and imposes reservations on the discourse of totality. I encounter the other in a face-to-face relationship, who thereby starts to exist within me, becomes part of me, constitutes me. This is the path whereby we fall in love, and can also be the path of compassion and solidarity. But the relationship with the other is not exhausted in the encounter. The encounter with the other is often followed by erasure, assimilation, and even domination of the other. Strictly speaking, we can say that the other can never be reduced to the self, i.e. may never be erased within me. And if the issue at stake is to ignore the other, or segregate, discriminate and dominate him, this implies exerting a form of violence over him. This is my starting point and my focus on discussing the “refugee crisis” in Europe.
TypeArticle
DescriptionEnglish version: Martins, M. L. (2019). The “refugee crisis” in Europe – between totality and the infinite. Comunicação e Sociedade [Special Volume], 37–52. https://doi.org/10.17231/comsoc.0(2019).3059
URIhttp://hdl.handle.net/1822/60445
DOI10.17231/comsoc.0(2019).3058
ISSN1645-2089
e-ISSN2183-3575
Publisher versionhttp://revistacomsoc.pt/index.php/comsoc/issue/view/250/showToc
Peer-Reviewedyes
AccessOpen access
Appears in Collections:CECS - Artigos em revistas nacionais / Articles in national journals

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