Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/1822/60442

TitleA memória como promotora de interculturalidade em Maputo, através da preservação da estatuária colonial
Other titlesMemory as an interculturality booster in Maputo, through the preservation of the colonial statuary
Author(s)Sousa, Vítor de
KeywordsMemória
História
Colonialidade
Pós-colonialidade
Interculturalidade
Memory
History
Coloniality
Post-coloniality
Interculturality
Issue date2019
PublisherUniversidade do Minho. Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS)
JournalComunicação e Sociedade
CitationSousa, V. (2019). A memória como promotora de interculturalidade em Maputo, através da preservação da estatuária colonial. Comunicação e Sociedade [Vol. Especial], 249 – 267. https://doi.org/10.17231/comsoc.0(2019).3072
Abstract(s)Por não se tratar de um assunto encerrado, onde a força das ideologias e dos reusos poderá alterar profundamente, ou até inverter, os modos da sua evocação, o passado colonial pode revelar-se problemático (Vecchi, 2018a). É o caso do colonialismo português que, de forma recorrente é invocado para sublinhar ressentimentos: quer do país que foi colonizado, quer do país colonizador (Ferro, 2009). Moçambique, logo que eclodiu em Portugal a Revolução do 25 de Abril de 1974, promoveu o apagamento dos símbolos do colonialismo. A previsível atitude, tendente a mostrar que a colonização tinha acabado veio, depois, a ser corrigida pelos futuros Governos, com as estátuas coloniais (pelo menos as que restaram), a serem deslocalizadas, onde passaram a poder ser observadas e contextualizadas. Tratou-se de uma ação com vista à preservação da memória, que pode permitir o desenvolvimento de dinâmicas interculturais, esbatendo o referido ressentimento: promovendo a problematização para perceber determinadas lógicas e, ao mesmo tempo, preencher vazios na memória esquecida e na identidade dos moçambicanos (Khan, Falconi & Krakowska, 2016). Este artigo referencia os casos relativos à nova vida de duas estátuas coloniais em Maputo – a de Mouzinho de Albuquerque e a de Salazar –, em tempo pós-colonial, e à permanência, até hoje, daquele que foi o primeiro vestígio monumental do Estado Novo (o Monumento aos Mortos da Primeira Guerra Mundial), observando a importância que tem a preservação da memória na vida de um país, ou de uma nação, mesmo estando associada ao antigo colonizador. Esta espécie de descolonização mental (Mbembe, 2017; Thiong’o, 1986), passa pela problematização da forma como o passado colonial pesa nas relações interculturais nos dias de hoje em Moçambique, quando o país se relaciona com o antigo colonizador, permitindo que os seus habitantes olhem para o passado como forma de construir dinâmicas de futuro.
Since this is a matter that is not yet resolved, where the strength of ideologies and reuses may change deeply or even reverse the ways it is evoked, the colonial past may become a problem (Vecchi, 2018a). This is the case of Portuguese colonialism which is frequently invoked to stress resentments: whether from the country that was colonised or the colonising country (Ferro, 2009). As soon as the Portuguese Revolution of 25 April 1974 took place, Mozambique promoted the elimination of colonialism symbols. This predictable attitude, aiming to show that the colonisation had ended, was later amended by the future Governments, with the colonial statues (at least, the ones that remained) being relocated to a place where they may be observed and contextualised. This action aimed to preserve the memory, which may enable the development of intercultural dynamics, softening the mentioned resentment: promoting questioning, in order to understand certain logics and, at the same time, filling gaps in the forgotten memory and in the Mozambican identity (Khan, Falconi & Krakowska, 2016). This paper refers to the cases related to the new life of two colonial statues in Maputo – Mouzinho de Albuquerque and Salazar –, during the post-colonial period and the permanence, until today, of the first monumental trace of Estado Novo [Second Republic] (Monumento aos Mortos da Primeira Guerra Mundial [World War I monument]), showing the importance that the preservation of memory has in a country or a nation’s life, even when it is associated with the former coloniser. This sort of mental decolonisation (Mbembe, 2017; Thiong’o, 1986), aims the questioning of the way the colonial past weighs on the current intercultural relations, in Mozambique, when the country establishes a relation with the former coloniser, allowing its inhabitants to look at the past as a way to build future dynamics.
TypeArticle
DescriptionEnglish version: Sousa, V. (2019). Memory as an interculturality booster in Maputo, through the preservation of the colonial statuary. Comunicação e Sociedade [Special Volume], 269 – 286. https://doi.org/10.17231/comsoc.0(2019).3073
URIhttp://hdl.handle.net/1822/60442
DOI10.17231/comsoc.0(2019).3072
ISSN1645-2089
e-ISSN2183-3575
Publisher versionhttp://revistacomsoc.pt/index.php/comsoc/issue/view/250/showToc
Peer-Reviewedyes
AccessOpen access
Appears in Collections:CECS - Artigos em revistas nacionais / Articles in national journals

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