Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/1822/58343

TítuloAimé Césaire: De la révolte à la révolution: Pour une lecture croisée postcoloniale des oeuvres d´Aimé Césaire et de Frantz Fanon
Autor(es)Nguého, André Ferdinand Takounjou
Orientador(es)Cunha, Carlos Manuel F. da
Álvares, Cristina
Palavras-chaveImagology
independence
colonization
pragmatism
culture
State-race
Statenation
revolution
pedagogic sheet
communicative competence
intercultural competence
Imagologia
revolução
independência
colonização
pragmatismo
cultura
Estadoraça
Estado-nação
ficha pedagógica
competência comunicativa
competência intercultural
Imagologie
révolution
indépendance
colonisation
pragmatisme
culture
Etat-race
Etat-nation
fiche pédagogique
compétence communicative
compétence interculturelle
Data22-Jun-2017
Resumo(s)The main objective of this work is to reflect on the historical and cultural path of the African continent after the recent celebration of the 50th anniversary of the African independences. What is the feedback of the course for the new African nations? To answer this question, I revised all the African history in the light of two francophone authors from Martinique Island. I intersected the reflections of Aimé Césaire and Frantz Fanon in a post-colonial way for a journey in the African roots extended in the diaspora. This journey led me in an imagologic study in the colonial context: the colonial structure was constructed upon an iconoclast1 representation of the new world discovered by the 14, 15 and 16th century’s explorers. That information is the starting point of two interconnected events: Slavery and Colonization. Reacting against that hetero-image, the Negros built up an auto-image named “Négritude” whose principal initiator was Aimé Césaire. This author wanted to revalorize the Negro’s culture and, pragmatically, prepare the decolonization of the territories under the colonial domination. Unfortunately, beside its revolutionary esthetic value, the pragmatism of the Negritude movement as described by Césaire was a political failure. In fact, the independences acquired according to the Negritude program failed. The socioeconomic discrepancies resulting from the colonialism were not treated adequately. One of the causes of this failure was, according to Fanon, the construction of State-race instead of State-nation after the proclamation of the independences. Consequently, we can consider the “Printemps Arabe” as an upcoming of the social antagonism which was poorly treated from the word go after Independence. This was a result of the inadequacy of the cultural racism veiled in the negritude manner of solving problems as for instance the fundamental question of the land. On the other hand, the question of the French colonialism specificity cannot be neglected. In fact, the assimilation politic of the French colonial Empire didn’t offer a good emancipation board to the indigenous people. The French Union project built after the Second World War represented for itself a kind of continuation of colonization regardless of the international context of that moment characterized by the United Nations declarations. This was substantially complicating the task of the new emerging leaders. The last part of this work is a pedagogic sequence for teaching French as a Foreign Language in the curricular revision context initiated by the ESCOLA + program in São Tomé and Principe.
Este trabalho pretende reflectir sobre o percurso histórico-cultural do continente africano numa altura em que se acabou de celebrar o quinquenário das independências. Qual é o balanço do percurso para as novas nações africanas? Responder a esta pergunta levou-me a revisitar toda a história do continente à luz da obra de dois autores da Martinique. Cruzei o olhar de Aimé Césaire e de Frantz Fanon numa perspectiva pós-colonial para uma viagem nas raízes africanas que se encontram espalhadas na diáspora. Esta viagem me tem levado a um estudo da imagiologia no contexto colonial: a estrutura colonial baseava-se numa representação iconoclasta2 do novo mundo descoberto pelos exploradores dos séculos 14, 15 e 16. Esta informação deu início a dois eventos interligados a saber a escravatura e a colonização. Os Negros, em reacção contra esta hétero-imagem, construíram uma auto-imagem denominada “negritude” cujo progenitor principal foi Aimé Césaire. Pretendeu este autor revalorizar a cultura negra e, pragmaticamente, preparar a descolonização dos territórios sob domínio colonial. No entanto, o pragmatismo do movimento da negritude como o entendia Césaire foi um fracasso num ponto de vista político não obstante o valor estético revolucionário do mesmo. Com efeito, as independências adquiridas segundo o programa-negritude não resultaram: não se conseguiu ultrapassar as desigualdades socioeconómicas resultantes do colonialismo. Uma das causas deste fracasso foi, segundo Fanon, a construção de Estadoraça em vez de Estado-nação após as independências. Consequentemente, podemos ler o “Printemps arabe” como um ressurgimento dos antagonismos sociais que foram mal geridos logo após as independências; consequência da inadequação do racismo cultural que se escondia no esquema da “negritude” na resolução por exemplo da questão fundamental das terras. De outra parte, a questão da especificidade do colonialismo francês não pode ser esquecida. Com efeito, a política assimilacionista do império colonial francês não oferecia um bom quadro de emancipação dos colonizados. O projecto da União Francesa montado após a segunda guerra mundial representava por si só uma espécie de prolongação da colonização não obstante o contexto internacional da hora caracterizado pelas declarações das Nações Unidas. Uma tal situação complicava substancialmente a tarefa da classe dirigente emergente. A última parte deste trabalho é uma sequência pedagógica de ensino do francês língua estrangeira no contexto da revisão curricular estipulada pelo programa Escola + em São Tomé e príncipe.
Ce travail prétend réfléchir sur le parcours historico-culturel du continente africain dans un contexte bien particulier: on vient de célébrer le cinquantenaire des indépendances. Quel est le bilan du parcours des jeunes Etats africains ? Afin de répondre au mieux à cette question, j’ai revisité toute l’histoire du continente à la lumière des oeuvres de deux auteurs martiniquais. J’ai pour ainsi dire, croisé le regard d’Aimé Césaire et de Frantz Fanon dans une perspective postcoloniale pour un voyage dans les racines africaines qui s’étendent jusque dans la diaspora. Ce voyage m’a conduit dans une étude de l’imagologie dans le contexte colonial: la structure coloniale reposait sur une représentation iconoclaste3 du nouveau monde découvert par les explorateurs des 14e, 15e et 16e siècles. Cette information donna naissance à deux événements interconnectés à savoir l’esclavage et la colonisation. Les Noirs, en réaction contre cette hétéro-image, ont construit une auto-image dénommé “Négritude” dont le promoteur principal est, à n’en pas douter, Aimé Césaire. Ce dernier prétendait revaloriser la culture nègre et, pragmatiquement, préparer a décolonisation des territoires sous domination coloniale. Cependant, le pragmatisme de la Négritude comme l’entendait Césaire se solda par un échec du point de vue politique malgré les valeurs ô combien esthétique et révolutionnaire de ce mouvement. En effet, les indépendances proclamées selon le programme “négritude” ne portèrent pas les fruits escomptés: les inégalités socioéconomiques héritées de la colonisation n’ont pu être jugulées. L’une des causes de cet échec fut, selon le critérium analytique de Fanon, la construction des Etats-race au lieu des Etats-nation après les indépendances. Par ricochet, nous pouvons lire le “Printemps arabe” comme une résurgence des antagonismes sociaux qui furent mal gérés dans la période postindépendance; conséquence de l’inadéquation du racisme culturel qui se cachait un tant soit peu sous le manteau Négritude » dans la résolution des problèmes cruciaux de l’heure comme par exemple la question agraire. D’autre part, la question de la spécificité du colonialisme français ne peut passer inaperçue. En effet, la politique assimilationniste de l’empire colonial français ne proposait point un bon cadre propice à l’émancipation des colonisés. Le projet de l’Union Française monté après la seconde guerre mondiale représentait à lui seul une espèce de prolongation de la colonisation malgré le contexte international de l’heure caractérisé par les déclarations des Nations Unies. Une telle situation compliquait substantiellement la tâche de la jeune classe dirigeante émergente. La dernière partie de ce travail est une séquence pédagogique destinée à l’enseignement du français langue étrangère (FLE) dans le contexte de la révision curriculaire initiée par le programme « Escola + » à São Tomé et Principe.
TipodoctoralThesis
DescriçãoThèse de Doctorat Sciences de la Littérature (Spécialité en Théorie Littéraire)
URIhttp://hdl.handle.net/1822/58343
AcessoopenAccess
Aparece nas coleções:ILCH - Teses de doutoramento
BUM - Teses de Doutoramento

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