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TitleInvestigação na formação e práticas docentes na educação em sexualidade: contributos para a igualdade de género, saúde e sustentabilidade
Author(s)Vilaça, Teresa
Rossi, Célia
Ribeiro, Cláudia
Ribeiro, Paula
KeywordsFormação docente
Práticas docentes
Sexualidade
Género
Saúde
Sustentabilidade
Issue date2017
PublisherUniversidade do Minho. Centro de Investigação em Estudos da Criança (CIEC)
CitationVilaça, T., Rossi, C., Ribeiro, C., & Ribeiro, P. (Eds.) (2017). Investigação na formação e práticas docentes na educação em sexualidade: contributos para a igualdade de género, saúde e sustentabilidade. Braga: Centro de Investigação em Estudos da Criança da Universidade do Minho.
Abstract(s)Neste eBook “Investigação na Formação e Práticas Docentes na Educação em Sexualidade: Contributos para a Igualdade de Género, Saúde e Sustentabilidade”, com o objetivo de contribuir para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, cruzam-se diferentes perspetivas teóricas e metodológicas fruto de uma parceria entre a Universidade do Minho, Portugal e as Universidade Federal do Rio Grande, Universidade Federal de Lavras e Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” do Brasil, que fez emergir um grande número de trabalhos no IISLB-ESGSS. Para este eBook, foram selecionadas exclusivamente as contribuições com qualidade focadas na investigação relacionada com os temas do IISLB-ESGSS, organizada em quatro secções: formação docente em educação em sexualidade (secção 1); sexualidades e práticas de educação em sexualidade na escola (secção 2); métodos, técnicas e artefactos culturais nas práticas de educação em sexualidade na escola (secção 3); interfaces entre a educação em ciências, A Agenda 2030 e a educação em sexualidade (secção 4). Na primeira secção, Paula Ribeiro (capítulo 1) baseada nos Estudos Culturais nas suas vertentes pós-estruturalistas e em algumas proposições de Foucault, descreve criticamente a perspectiva teórica sobre as identidades de género e sexuais que norteia o trabalho do “Grupo de Pesquisa Sexualidade e Escola” (GESE), na formação inicial e continua de professores/as e materiais didáticos produzidos. Mobilizando a mesma perspetiva teórica, Cláudia Ribeiro (capítulo2) acrescenta um pensamento rizomático para fundamentar, desenvolver e avaliar as atividades de investigação e formação docente em educação para a sexualidade na contemporaneidade realizadas pelo “Grupo de Pesquisa Relações entre Filosofia e Educação para a Sexualidade na Contemporaneidade: a problemática da formação docente”. No capítulo seguinte, Isaura Cruz, Filomena Teixeira e Raquel Pereira Quadrado (capítulo 3) revisitam o livro “Vida Sexual: Fisiologia (Vol. 1)” do médico português Egas Moniz (1901), como estratégia para utilizar elementos históricos para problematizar questões acerca da sexualidade e da educação sexual numa oficina de formação contínua de professores, analisando o discurso sobre sexualidade produzido no livro e o seu impacto nas concepções de futuras docentes portuguesas. No capítulo 4, Isabel Chagas reflete criticamente sobre a sua investigação e formação docente online e offline à luz de um referencial teórico que relaciona as perspetivas contemporâneas da educação em ciências e das comunidades de aprendizagem online com a educação em sexualidade e as potencialidades do “Grupo de Estudos e Investigação em Sexualidade, Educação Sexual e TIC (GEISEX)” onde alicerça o seu trabalho para atingir alguns dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Em seguida, Joanalira Magalhães (capítulo 5) discute as questões relacionadas com o género e ciência no currículo escolar e na formação de professores/as no Brasil e Célia Rossi (capítulo 6), enquadrada nas políticas públicas atuais brasileiras e no saber docente sobre a educação em sexualidade e relações de género, questiona os avanços e recuos das políticas públicas relacionadas com o género e a sexualidade e as suas consequências na formação de professores/as. Dando continuidade à interação dinâmica entre educação em ciências e educação sexual, Teresa Vilaça (capítulo 7) reflete sobre a investigação e formação continua de professores que tem vindo a realizar e que fez emergir a “Rede de Educação e Investigação: Sexualidade, Saúde e Sustentabilidade (REISSS)”. Na sua reflexão parte dos contributos destas duas áreas para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e enfatiza o avanço da Agenda 2030 em relação à promoção da igualdade de género. No capítulo 8, Juliana Rizza e Paula Ribeiro aplicando a genealogia Foucaultiana como uma ferramenta de produção e análise de dados, mapearam as disciplinas dos cursos de licenciatura em universidades federais e analisaram os seus programas para discutirem a sexualidade no espaço escolar e, no capítulo seguinte, Andrêsa Lima e Cláudia Ribeiro (capítulo 9) dão continuidade à valorização da formação docente problematizando, com base nos Estudos Culturais e Pós-Estruturalistas, a trajetória profissional e as barreiras que tiveram que enfrentar dois professores negros no sul de Minas Gerais, entre 1882-1954, contribuindo para uma formação de professoras e professores mais crítica na atualidade. No capítulo 10, Leandro Veloso Silva identifica as mudanças e problematiza os desafios dos processos educativos, baseado na análise das experiências e diálogos vivenciados pelos formandos expressos nos seus trabalhos e produções documentadas, surgidos durante a formação docente no Curso de “Especialização em Género e Diversidade na Escola” (GDE), oferecido pelo Departamento de Educação da Universidade Federal de Lavras (DED-UFLA), na modalidade de Educação a Distância (EAD). No capítulo capítulo 11, Carina Parente, Cunha e Santos, com base numa revisão de literatura organizada a partir de uma pesquisa no portal da B-on discutem a pertinência da educação em sexualidade para os afetos no pré-escolar. Nos dois capítulos seguintes, os autores e autoras recorrem a dispositivos culturais para fazer cursos de formação contínua de professores. No capítulo 12, Cristina Varela, Gabrielle Pedra, Joanalira Magalhães, Luciana Kornatzki e Paula Ribeiro utilizam os estudos queer e os estudos culturais para analisarem alguns dos recursos educativos digitais (RED) produzidos pelos formandos e formandas na primeira oferta do Vídeo-curso “Educação para a Sexualidade: Dos Currículos Escolares aos Espaços Educativos” (2015/2) e no capítulo 13, Kátia Martins e Alessandro Paulino utilizam o cinema, a película “O Sorriso de Mona Lisa”, na formação inicial de professoras, com o objetivo de evidenciar as possibilidades de relacionar as questões de género com a arte, possibilitando processos de subjetivação através das imagens cinematográficas Para terminar esta secção, Ariane Meireles e Lucimary Hoffman (capítulo 14) analisam o posicionamento de professoras cisgéneras da educação pública do estado do Espírito Santo, Brasil, sobre os temas relacionados com a diversidade sexual na escola. A segunda secção, é constituída por seis capítulos relacionados com as sexualidades e as práticas de educação em sexualidade na escola. Primeiro, Archéria Juliaci e Kátia Martins (capítulo 1) baseadas nos estudos pós-estruturalistas e foucaultianos, analisam os relatos sobre as vivências quotidianas de educadoras de infância relacionadas com a sexualidade na escola e como lidaram com cada situação mediante as famílias das crianças. No segundo capítulo, Hugo Santos, Sofia Marques da Silva e Isabel Menezes continuam a dar voz aos professores, utilizando grupos de discussão focalizada para aceder a discursos que permitiram analisar as suas concepções sobre orientação sexual e atitudes sobre pessoas com orientações, identidades e/ou relações não-heterossexuais, neste caso jovens estudantes e compreender como é que a educação em sexualidade estava a ser operacionalizada (ou não) na escola, sobretudo no que respeita ao tópico da “orientação sexual”, assim como eventuais dificuldades ou anseios. No terceiro capítulo, Vinícius Carvalho e Lays Perpétuo analisam os escritos de casas de banho de uma universidade pública do sul de Minas Gerais, mostram como nesses espaços os textos culturais realizam as suas pedagogias e ensinam sobre os locais da normalidade e da anormalidade e das denúncias dos processos de subjetivação, opressão e categorização das diferenças sociais e culturais. Em seguida, Gislaine Silva e Marlyson Pereira (capítulo 4) discutem sobre o conceito de resistência ao longo da história, considerando atitudes de mulheres que fogem aos padrões normatizantes da época, como a cigana Esmeralda, do Corcunda de Notre-Dame e a Famosa pintora do Renascimento Italiano, Artemísia. Para terminar esta secção, Manuela Sousa e Teresa Vilaça (capítulo 5) analisam as percepções de alunos/as do 9º ano de escolaridade sobre o papel do conhecimento biológico na prevenção da gravidez não planeada na adolescência, durante o ensino interdisciplinar orientado para a aprendizagem baseada em projetos orientados para a ação de prevenção da gravidez e Teresa Vilaça, Filomena Aguiar e a equipa do CAOJ (capítulo 6) analisam a motivação de alunos/as, estudantes universitários organizados em brigadas universitárias de intervenção educadoras de pares mais jovens, para Prevenção do VIH/SIDA, o grau de consecução das suas expectativas iniciais para o PNEP, os constrangimentos sentidos pelos elementos da BUI durante a implementação do PNEP, a qualidade da formação recebida, ao longo do ano, para o desenvolvimento do trabalho com os/as colegas mais novos/as e os aspetos a melhorar no desenvolvimento do PNEP Sexualidade e Prevenção da SIDA. A terceira secção, é constituída por cinco capítulos focados nos métodos, técnicas e artefactos culturais nas práticas de educação em sexualidade na escola. Fábio Reis (capítulo 1), analisa a relação estabelecida entre brinquedo, género e sexualidades nas experiências pedagógicas com crianças pequenas. Carolina Amaral e Paula Ribeiro (capítulo 2) analisam os significados que são (re)produzidos acerca da transexualidade no capítulo intitulado Dia 6.023 do livro juvenil Todo Dia, de David Levithan (2013), mostrando como esse livro se procura afastar de uma visão patológica a respeito da transexualidade, produzindo diferentes pedagogias culturais a respeito do que é ser um/a jovem transexual. Continuando a analisar o livro como um artefacto cultural, Daniele Faria (capítulo 3) torna visível a construção da masculinidade hegemónica no romance “Gabriela Cravo e Canela: Crónica de uma Cidade do Interior” (Amado, 1958) para discutir como as práticas resultantes dessa construção acarretam situações de dominação e violência contra a mulher, incluindo o feminicídio. Utilizando o mesmo romance, mas na sua versão em telenovela, Eugénia Aragão, Henrique Matos e Teresa Vilaça (capítulo 4) discutem as potencialidades da abordagem pedagógica IVAM (investigação, visão, ação e mudança) com o uso dessa telenovela e do teatro fórum na promoção da saúde sexual e bem-estar para alunos/as do ensino básico e Ana Margarida Gonçalves, Fernanda Mendes e Teresa Vilaça (capítulo 5), mostram como a mesma telenovela pode ser usada promover o questionamento dos/as alunos/as sobre os estereótipos de género, a sexualidade e as relações de poder, bem como sobre as suas percepções acerca dos direitos sexuais como direitos humanos. A quarta e última secção deste livro, é constituída por cinco capítulos que relacionam a educação em ciências, a Agenda 2030 e a educação em sexualidade. No primeiro capítulo, Maria Rozana Almeida e Paula Ribeiro analisam a inserção e a participação de mulheres-cientistas da Universidade Federal do Rio Grande no Continente Antártico tornando visíveis as suas experiências que permitem problematizar alguns discursos e práticas sociais implicados na constituição de ser mulher, nomeadamente a naturalização de alguns discursos, as relações de poder e as hierarquia estabelecidas. No segundo capítulo, Cristina Rodrigues, focada na análise das visitas pastorais do séc. XVIII e XIX mostra evidências da condução das populações à interiorização da ética cristã e à adoção de comportamentos individuais e coletivos conforme os preceitos do cristianismo para salientar como a análise crítica de excertos desse espólio tem potencial para a introdução da “história da sexualidade” na educação em sexualidade, especialmente, na reflexão crítica sobre regulação social na investigação dos problemas relacionados com a sexualidade, dentro do metodologia IVAM. No terceiro capítulo, Tânia Silva e Neiva Silva refletem criticamente sobre o processo histórico, cultural e social que circunda as representações acerca da prostituição a partir do texto das Deusas (Mascetti, 2008) usado na formação inicial de professores/as que frequentaram e da expressão do que aprenderam com ele através da arte de teatralizar, refletindo por meio dela sobre a violência no Brasil, principalmente contra as mulheres, que tem raízes profundas na colonização baseada na cultura ocidental e patriarcal. Os dois capítulos do livro seguintes apresentam duas das faces da infecção pelo VIH e da SIDA. Primeiro, Vinícius Carvalho (capítulo 4) reflete criticamente sobre a seropositividade como uma nova forma de viver a sexualidade, exercida como uma oportunidade do cuidado de si e do outro, e reflete criticamente sobre as formas como a imagem do VIH/Sida com as negociações sociais da seropositividade pode contribuir para a subjetivação dos corpos. Em seguida, Catarina Certal e Teresa Vilaça descrevem um projeto de educação pelos pares concelhio, que aplica a metodologia IVAM, quer na formação dos pares educadores quer dos colegas que participam na formação por eles orientada. Para terminar, Zélia Anastácio e Graça Lopes articulam os conhecimentos teóricos e as orientações internacionais sobre educação para a sexualidade com os problemas relatados pelas equipas técnicas de instituições de acolhimento, para formar os seus profissionais com competências de ação que visam melhorar a saúde sexual e competências sócio-emocionais nas crianças e adolescentes dessas instituições. Neste capítulo apresentam o percurso iniciado e alguns dos resultados obtidos.
TypeBook
URIhttp://hdl.handle.net/1822/58176
e-ISBN978-972-8952-47-1
AccessOpen access
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