Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/1822/58114

TítuloConhecimento de professores/as sobre sexualidade e deficiências
Autor(es)Maia, Ana Cláudia Bortolozzi Maia
Vilaça, Teresa
Palavras-chaveCiências
Sexualidade
Educação especial
Inclusão
Formação de Professores
DataFev-2018
EditoraInstituto Politécnico de Viana do Castelo. Escola Superior de Educação
CitaçãoMaia, A.C.B., & Vilaça, T. (2018). Conhecimento de professores/as sobre sexualidade e deficiências. In A. Peixoto, J. Oliveira, J. Gonçalves, L. Neves, & R. Cruz (Eds.), Educação em Ciências em múltiplos contextos - Atas do XVII Encontro Nacional de Educação em Ciências, XVII ENEC, I Seminário Internacional de Educação em Ciências, I SIEC (pp. 428-436). Viana do Castelo: Instituto Politécnico de Viana do Castelo. Escola Superior de Educação.
Resumo(s)A Educação Inclusiva desafia os/as professores/as para educarem os/as alunos/as com deficiências visando a saúde sexual e reprodutiva: anatomia, fisiologia e morfologia do sistema reprodutor, puberdade, prevenção de infeções sexualmente transmissíveis e gravidez não planeada, etc. Entretanto, são escassos os estudos que investigam a formação de professores/as de Ciências para atuarem na educação em sexualidade com alunos/as com desenvolvimento atípico. Esta investigação teve por objetivo analisar o conhecimento de professores/as sobre a sexualidade de pessoas com deficiências, especificamente sobre as concepções relacionadas com as crenças (“mitos”) da sexualidade e deficiências. Participaram 45 professores/as do Distrito de Braga, sendo a maioria mulheres (n = 34) acima dos 51 anos de idade. Da amostra total, 66.7% era licenciado e 26.7% tinha o mestrado. Os/as professores/as atuavam, principalmente, nos 7º, 8º e 9º anos de escolaridade. A maioria dos alunos/as com deficiências que esses/as professores/as tiveram nos últimos 5 anos, tinha transtorno do espectro autista (23%), deficiência Intelectual (23%), física (17%), visual (16%), auditiva (10%) e múltipla (11%). A coleta de dados ocorreu por meio de um questionário online com questões distribuídas em eixos temáticos: a) dados pessoais e académicos, b) questões sobre sexualidade e deficiências e c) educação em sexualidade e as respostas foram analisadas por meio de estatística descritiva. Os resultados mostram que os/as professores/as reconhecem os/as seus/as alunos/as com deficiência como seres sexuados; entretanto, reproduzem alguns mitos sobre a sexualidade quando há uma deficiência, tais como: assexualidade/infantilidade, hipersexualidade, puberdade comprometida e incapacidade de reprodução. Além disso, muitos/as responderam “não sei” em várias questões, indicando uma desinformação sobre a temática. Conclui-se que o conhecimento sobre a sexualidade no desenvolvimento atípico entre esses/as professores/as é precário e as crenças errôneas contribuem para a manutenção dos preconceitos vigentes. Em geral, os/as professores/as reconhecem a necessidade de formação para atuarem na educação em sexualidade com este grupo particular de alunos/as. Apesar das limitações do estudo, conclui-se que é preciso investir na formação inicial e continua de professores/as de Ciências contemplando a relação entre Educação em Ciências e Educação Especial e Inclusiva.
The Inclusive Education challenges teachers to educate students with disabilities to a sexual and reproductive health: anatomy, physiology and morphology of the reproductive system, puberty, prevention of sexually transmitted infections and unplanned pregnancy, etc. However, there are few studies that investigate the training of science teachers to work with sexuality education to students with atypical development. This research aimed to analyse the knowledge of teachers about the sexuality of people with disabilities, specifically about conceptions related to the beliefs ("myths") of sexuality and disabilities. Participants were 45 teachers from the District of Braga, most of them women (n = 34) above 51 years of age. Of the total sample, 66.7% had the bachelor's degree and 26.7% had the degree of master. The teachers worked mainly in the 7th, 8th and 9th grades. Most of the students with disabilities that these teachers had in the last 5 years had autistic spectrum disorder (23%), Intellectual disability (23%), physical (17%), visual (16%), hearing impairment /19%) and multiple disabilities (11%). Data collection took place through an online questionnaire with issues distributed in thematic dimensions: a) personal and academic data, b) sexuality and disability issues, and c) sexuality education. The answers were analysed using descriptive statistics. The results show that teachers recognize their students with disabilities as sexed beings; however, reproduce some myths about sexuality when there is a deficiency, such as: asexual/ childishness, hypersexuality, compromised puberty and inability to reproduce. In addition, many answered "I do not know" on several issues, indicating misinformation about this area. It is concluded that knowledge about sexuality in atypical development among these teachers is precarious, and erroneous beliefs contribute to the maintenance of prevailing prejudices. In general, teachers recognize the need of training to promote sexuality education with this particular group of students. Despite the limitations of the study, these results point to the need to invest in the pre-service and in-service science teachers’ training, contemplating the relationship between the Science Education and Special and Inclusive Education. Keywords: Sciences; Sexuality; Special Education; Inclusion; Teachers’ training.
TipoconferencePaper
URIhttp://hdl.handle.net/1822/58114
e-ISBN978-989-8756-17-6
Versão da editorahttp://www.ese.ipvc.pt/enec2017/XVIIENEC_ATAS_.pdf
Arbitragem científicayes
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