Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/1822/56668

TitleMemórias constitutivas de raparigas sobre relacionamentos amorosos num bairro periférico de Manaus
Author(s)Zamith-Cruz, Judite
Mourão, Vilma
KeywordsRaparigas
Sexualidades
Adolescências
Amores
Análise de discurso
Issue dateSep-2017
PublisherUniversidade do Minho. Centro de Investigação em Educação (CIEd)
CitationZamith-Cruz, J., & Mourão, V. (2017). Memórias constitutivas de raparigas sobre relacionamentos amorosos num bairro periférico de Manaus. In B. D. Silva, L. S. Almeida, A. Barca, M. Peralbo, & R. Alves (Orgs.), Livro do Programa e Resumos das Comunicações do XIV Congresso Internacional Galego-Português de Psicopedagogia – Vol. I: Resumos por Mesas de Comunicações (p. 362). Braga: CIEd, IE, UMinho.
Abstract(s)[Participaram no estudo por Análise de Discurso, segundo o modelo de Pêcheux, seis raparigas (16-19 anos), selecionadas por critério educativo de insucesso escolar. Uma das autoras, residente na capital da Amazónia - Brasil, realizou entrevistas semiestruturadas individuais e grupo focal sobre os quotidianos e os relacionamentos amorosos numa comunidade periférica. Os objetivos foram a observação e intervenção na favela, sabendo da educação (sexual) em família, de bons e maus relacionamentos e do futuro ambicionado. A linguagem é o que nos permitiu falar de educação sexual, pensar na escola, compreender o que nos rodeava como o amor, misto de amizade e paixão a dois, suspensa a realidade por ficção, limitada a imparcialidade e a estratégia de coping. As questões abertas propiciaram a conversação para a construção temática de conceitos-análise. Partiu-se da praça da Colónia António Aleixo para a igreja, onde se encontram sempre jovens em namorinho, breve azarar ou paquera. Ilustrou-se o desejar como uma ficção, um vínculo literário, um romance – pegar, ficar, namorar… Mas com a gravidez inesperada destacou-se a precocidade, a relação sexual sem compromisso (o ficar) até ao provisório ficar junto. Talvez seja de imaginar a ínfima probabilidade de que a visão do oásis seja real, tal como a paixão levar ao amor, quando se enfatizou o amor grudado, bandido, ciumento. Uma das participantes é mãe de um filho de dois anos e outra encontrava-se grávida, sem companheiros. Até noivando as separações são brigadas. Para a amostragem textual se narram mudanças intensas nos relacionamentos amorosos e sexuais. Caracterizado o ambiente arriscado por toxicodependência, teve-se primeiro em conta a conceção de parceiro, de tipo galeroso, amante de farras, bebidas e amizades. Sendo crenças, superstições e preconceitos resistentes nos interdiscursos – memórias constitutivas - seguiu-se o propósito de inquirir mais além do viver familiar e relacionamentos no bairro, o que seja entendido por adolescências: o gaiato, o participante de fação de bandidos (de galera) e o rapazlegal, respeitador, ligadasfalas a formações discursivas ditas tradicionais e patriarcais, em que ele seja idealizado trabalhador ou provedor e cuidador. Entretanto a mãe de família numerosa assume trabalho, responsabilidade económica e educativa delas, repetidas adolescências. Grávidas, nem usaram métodos contracetivos, por entenderem serem pouco frequentes as interações, sem transar direto com companheiros possessivos, que as colocam a escolher entre eles e escola. Debatidos amiúde com mães, eles vivem a exibir-se, fazendo gracinha, mexendo com as meninas. Podem ser malandros, oferecidos, intrometidos (apresentados). As jovens podem tomar-se por tímidas, reservadas, presas em casa, trancadas, reparadas (cuidadas) por irmãos. Os pais biológicos ou padrastos tendem a ausentarse e abusar de bebida. No futuro, elas ambicionam casar e/ou enquadrarem-se em profissões de estatuto superior, embora frequentem níveis escolares abaixo do esperado e as mudanças na dinâmica familiar sejam repetidas. Refletimos na desnaturalização de adolescencias e sexualidades, não apenas aspetos problemáticos, mas que ampliam as possibilidades de entendimentos de efeitos de práticas de vida nas famílias que não aceitam de imediato namoros, enquanto elas vivem alteradas por eles, por grupos e amigos.].
TypeconferenceAbstract
URIhttp://hdl.handle.net/1822/56668
ISBN978-989-8525-52-9
Publisher versionhttp://hdl.handle.net/1822/52376
Peer-Reviewedyes
AccessopenAccess
Appears in Collections:CIEd - Resumos, posters em volumes de atas de encontros científicos nacionais e internacionais


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