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TitlePascal Quignard: o nome na ponta da língua
Author(s)Álvares, Cristina
Issue dateJun-2018
JournalSuplemento Literário
CitationPascal Quignard (2018). O nome na ponta da língua. Rio de Janeiro: Chão da feira.Tradução de Yolanda Vilela e Ruth Silviano Brandão. Suplemento Literário de Minas Gerais, maio/junho, p.38-39.
Abstract(s)[Excerto] Depois da tradução em Português de La Raison, em 2013, Yolanda Vilela vem agora, com Ruth Silviano Brandão, presentear os leitores lusófonos com a tradução de mais dois textos de Pascal Quignard, eminente escritor e pensador francês contemporâneo. Da sua vasta obra, iniciada nos finais da década de 1960, as tradutoras, destacadas especialistas em estudos franceses na UFMG, escolheram Le nom sur le bout de la langue, que veio a lume em 1993, e L’énigme suivi de Commentaire sur trois vers de Donne, publicado em 2015 no livro Pascal Quignard. Translations et métamorphoses, organizado por Mireille Calle-Gruber, Jonathan Degenève et Irène Fenoglio. Por que a tradução destes dois textos separados por mais de vinte anos? Talvez porque ambos se debruçam sobre figuras do asemos como o esquecimento ou o enigma. Talvez porque ambos são compostos por um conto e uma meditação. No primeiro caso, o conto "O nome na ponta da língua" , que dá o título ao livro, é seguido do "Pequeno tratado sobre Medusa"; no segundo, o conto "O enigma" é seguido do "Comentário sobre três versos de Donne", poeta inglês do século XVII. Se O nome na ponta da língua pensa a escrita em sua relação com a linguagem, L’énigme suivi de Commentaire sur trois vers de Donne reflete sobre a sequência de metamorfoses vitais pelas quais passam todos os seres humanos. Ora, o que parece ser singularmente interessante, e até enigmático, para o/a leitor/a e, em particular, para o/a tradutor/a, que é um/a leitor/a especial(izado/a), é que Pascal Quignard concebe essas metamorfoses – concepção, embriogênese, vida uterina, nascimento, etc – como traduções. Traduzir ou transladar – passar de uma língua para outra – faz parte das derivações e das derivas, das metáforas e dos desvios, das transformações e das transladações em que consiste a vida, mormente a vida humana, culminando na metamorfose última que é a morte. "Resta que o acontecimento da morte, segundo Donne, é uma tradução. A palavra exata que emprega Donne é translation", diz em Português o texto de Quignard. A tradução é aqui uma metáfora da metáfora que, em grego, significa transporte, transferência, deslocação, deslocamento. [...]
TypeReview
URIhttp://hdl.handle.net/1822/56046
ISSN0102-065x
Peer-Reviewedno
AccessOpen access
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