Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/1822/51179

TitleRepercussões e interferências da mulher na conformação da Arquitectura Doméstica: as palavras de Eleonor Raymond, Maria José Marques da Silva e Alison Smithson
Author(s)Rodrigues, Ana Luísa
KeywordsArquitectura Doméstica
Projectar
Arquitectas
Valores
Casa
Lar
Issue date2015
Citation“Repercussões e interferências da mulher na conformação da Arquitectura Doméstica. As palavras de Eleonor Raymond, Maria José Marques da Silva e Alison Smithson.” In 2ND INTERNATIONAL CONGRESS ON ARCHITECTURE AND GENDER: MATRICES, published in the department’s AE. Architecture and Education
Abstract(s)A interferência de certas clientes na concretização de muitas das casas mais carismáticas dos nossos Mestres do Movimento Moderno é hoje uma evidência se atendermos às histórias que consolidam a História da Arquitectura Doméstica do século XX. De Edith Farnsworth a Truus Shröder, de Vanna Venturi a Marie Gullichsen, é fácil provar os seus contributos na conformação das suas habitações. Por este motivo é já consensual que Mies van der Rohe, Gerrit Rietveldt, Robert Venturi ou Alvar Aalto foram inegavelmente inspirados, influenciados, ou até, por vezes, manipulados pelas suas clientes. Estes exemplos constituirão o mote para o desenvolvimento desta reflexão. Focando-se nas suas casas, nos seus lares, não só pretenderam implementar mudanças, alterando o próprio conceito de domesticidade, como também participaram no processo criativo, motivando novas soluções arquitectónicas. Parece agora uma evidência que as suas participações, com especial ênfase no domínio do doméstico, não advêm de nenhuma característica particular destas mulheres, mas antes, tratou-se de uma natural resposta às alterações de certos valores sociais e culturais que se despoletaram no decorrer do século passado, no que respeita designadamente ao comportamento e ao papel da mulher na sociedade. Mas certo é que a “casa” hoje é herdeira de muitas das particularidades resultantes das suas intervenções, das suas exigências, dos seus desejos, das suas intenções, das suas sensibilidades. Logo, aqui pretende-se demonstrar a importância e respectivas repercussões, destes e de outros exemplos, na evolução, caracterização e concretização da “casa” dos dias de hoje. Contudo, curiosamente, estas transformações sociais também induziram a um exponencial aumento de mulheres arquitectas, não só ligadas à prática, mas também ao ensino e à investigação em Arquitectura. Agora, muitas mulheres enchem as universidades de todo o mundo, dispondo de igualdade de circunstâncias, de meios e formação, discutindo os lugares cimeiros das qualificações. O que nos leva a interrogar: Será que a acção de projecto difere consoante o género? Que instrumentos metodológicos se dispõem para aferir o verdadeiro impacto do pensamento arquitectónico feminino, no acto de projecto? Será que mais do que uma interferência metodológica ou operativa no acto de composição e conformação do projecto, a maior divergência se verifica na procura de soluções, na abordagem ao tema, na sensibilidade, na interpretação dos propósitos? Estas e outras questões serão centrais nesta comunicação. Em suma, aqui pretende-se dar a ver a importância dos valores introduzidos pela mulher na redefinição do espaço doméstico e do próprio conceito de “casa”, as suas repercussões matriciais arquitectónicas, que ao desafiarem convenções e valores pré-estabelecidos, fizeram realçar o poder da Arquitectura e a sua interferência na vida de cada um, no seu quotidiano, questionando o papel da Arquitectura na nossa sociedade contemporânea.
TypeOral presentation
URIhttp://hdl.handle.net/1822/51179
Publisher versionhttp://revistas.ulusofona.pt
Peer-Reviewedyes
AccessOpen access
Appears in Collections:EA - Comunicações


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