Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/1822/50968

TitleO papel das Organizações Não-Governamentais em situação de desastre: o caso da Organização Mundial do Movimento Escutista
Author(s)Rêgo, Sara Isabel Ribeiro Alves
Advisor(s)Ferreira-Pereira, Laura C.
Vieira, Alena
KeywordsOrganizações Não-Governamentais
Desastre
Hybrid peacebuilding
Organização Mundial do Movimento Escutista
Movimento escutista
Nepal
Haiti
Non-Governmental Organizations
Disaster
World Organization of the Scout Movement
Scout movement
Issue date2017
Abstract(s)Com o fim da Guerra Fria assistimos ao aumento do número de atores na cena internacional, sobretudo atores da sociedade civil, dos quais destacamos as Organizações Não - - Governamentais (ONGs). Contrapondo o papel tradicional do Estado, estas organizações, que atuam mais próximas das comunidades, são vistas como instrumentos de democratização a nível local. O fenómeno da globalização provocou ainda o aumento do número de desastres, sobretudo de origem natural, consequência das alterações climáticas, do aumento da população mundial, da sobrepovoação dos centros urbanos e da sobreexploração dos recursos naturais. No entanto, segundo vários investigadores, os desastres não são eventos isolados, mas sim construções sociais. Estes amplificam problemas e desigualdades já existentes numa sociedade. Quando perigos de origem natural ou humana encontram populações vulneráveis, o resultado é catastrófico e envolve a necessidade de um pedido de ajuda internacional. De entre os vários atuantes, as ONGs são dos principais intervenientes neste tipo de cenários. No entanto, apesar da sua maior proximidade às comunidades, a grande maioria das ONGs enfrenta um conjunto de desafios à sua atuação, sobretudo a comunicação com aqueles aos quais se propõem ajudar. É sob este pano de fundo que é apresentado o presente trabalho, centrado no caso da Organização Mundial do Movimento Escutista (OMME), uma ONG Internacional (ONGI), que por estar aliada a um movimento social, o Movimento Escutista, possui uma aproximação distinta e não convencional em situação de desastres. Com base numa análise da relevância das ONGs na cena internacional e sobre o seu papel ao nível do desastre, o presente estudo explora o desempenho da OMME à luz da abordagem teórica do hybrid peacebuilding e procura encontrar uma nova classificação para as funções da organização em operações de emergência. Através da apresentação de evidências empíricas históricas e atuais, a presente investigação conclui que a OMME, embora compartindo das caraterísticas de uma ONG - dirigida por profissionais, oficialmente estabelecida, de natureza apolítica e sem fins lucrativos e atuando a nível internacional com vista ao bem-estar comum - possui uma caraterística distinta: está associada a um movimento social de atuação local (bottom-up) e, por isso, possui acesso privilegiado a uma rede de voluntários a nível mundial. Pelo seu tipo de atuação, esta é exemplo de que instituições liberais e atores locais podem dialogar e cooperar, com o objetivo de encontrar soluções que respondam às necessidades das comunidades afetadas.
In the post-Cold War globalized world, we have seen a rise of civil society actors in global governance, mainly Non- Governmental Organizations (NGOs). By balancing the traditional power held by the state, these organizations have been working more closely with the communities and are often seen as instruments of democracy at local level. With the globalization we have also seen an increase of disasters, mainly natural disasters, as the result of climate change, the rise of world population, the overpopulation in urban areas and the overexploitation of natural resources. However, for many authors, disasters are not isolated events but social constructions. They amplify problems and inequalities, which already exist within a society. Thus, when hazards from natural or human sources meet vulnerable communities, the result is catastrophic and there is a need of international aid. From the various actors participating in disaster relief operations, NGOs are one of the most important stakeholders. But despite their closeness to local communities, they face several challenges including communicating with those they proposed to help. Against the backdrop of globalization and the rise of disasters, this research presents the case of the World Organization of the Scout Movement (WOSM), an International NGO (INGO), which is connected to a social movement, the Scout Movement, and therefore has a different and non-conventional approach to disaster relief. Through an analysis of the importance of NGOs in global governance and their role in disaster relief, the present research explores WOSM’s performance from the perspective of the hybrid peacebuilding theoretical approach. It also attempts to classify the activities performed by the organization in emergency operations. By presenting a set of historical and contemporary empirical evidences, the research concludes that, although WOSM shares the characteristics of an NGO – managed by paid staff, officially established, non-political and non-profit nature, international scope and focused on the common well-being - it also possesses a set of different characteristics. It is namely connected to a social movement which acts at grassroots level (bottom-up), hence it has privileged access to a worldwide network of volunteers. Due to its role and approach during disaster relief, WOSM features as an example of liberal institutions cooperating and dialoguing with local actors in order to find the best solutions for the needs of the affected communities.
TypemasterThesis
DescriptionDissertação de mestrado em Relações Internacionais
URIhttp://hdl.handle.net/1822/50968
AccessopenAccess
Appears in Collections:BUM - Dissertações de Mestrado

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