Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/1822/4677

TitleTerras lusitanas e gentes dos brasis: a nação e o seu retrato literário
Author(s)Cunha, Luís
KeywordsLusofonia
Representações sociais
Literatura lusófona
Imagem do índio
Issue date10-Apr-2006
Abstract(s)Entendida como projecto ou apenas como ideia substantiva, a lusofonia pode ser vista no cruzamento de discursos, práticas e vontades insobreponíveis - mesmo quando desse cruzamento emerge uma ilusão de consenso, que é, afinal, condição para a crença no projecto. A disjunção entre as vertentes cultural, económica e política é apenas uma parte da questão, pois se nos centrarmos em cada uma destas dimensões não veremos uma unidade consolidada, mas antes um espaço de fronteiras fluidas e negociadas, que de resto, através da participação inevitável em complexos processos de globalização económica e cultural, transcendem o espaço lusófono. Ideia complexa, na qual pesam mais os subentendidos que os entendimentos consolidados, a lusofonia será por nós pensada enquanto projecção de uma etnopaisagem , quer dizer, enquanto proposta de identificação colectiva que decorre de configurações – linguísticas, históricas e afectivas - reconhecidas e partilhadas. Colocar a questão nestes termos significa uma centralização na dimensão cultural do discurso lusófono, subalternizando, dessa forma, as vertentes política e económica, mesmo sabendo que elas foram, e continuam sendo, centrais para a institucionalização do conceito. Da nossa parte, conscientes da complexidade do tema e das múltiplas abordagens que permite, procuraremos apenas dar conta do modo como alguns textos referenciais da literatura portuguesa e brasileira propõem e projectam etnopaisagens, contribuindo, desse modo, para definir representações legítimas de identidades colectivas. Assim, a partir de obras como Macunaíma, de Mário de Andrade, ou Jangada de Pedra, de José Saramago, procuraremos construir uma grelha de leitura que dê conta do modo como se representa a nação e se pensam as suas fronteiras, quer dizer, a integração ou rejeição do outro, a configuração de uma cultura coesa ou então a projecção de uma identidade transcontinental, alicerçada num sonho que se constrói e desconstrói em diferentes lugares, entre os quais, como procuraremos mostrar, se conta também a literatura.
TypePreprint
DescriptionProva tipográfica (In Press)
URIhttp://hdl.handle.net/1822/4677
AccessOpen access
Appears in Collections:CECS - Artigos em revistas nacionais / Articles in national journals
NEA - Artigos (Papers)

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2005,+Terras+lusitanas+e+gentes+dos+brasis+_prelo_.pdf91,02 kBAdobe PDFView/Open

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