Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/1822/45466

TítuloCaracterização das fontes de matéria orgânica que suportam a produção de ictioplâncton no estuário do Rio Minho
Outro(s) título(s)Characterization of organic matter sources that support the production of ichthyoplankton in the Minho river estuary
Autor(es)Barros, Ana Gabriela Pereira
Orientador(es)Dias, Sofia Ester e Sousa de Aguilar
Cássio, Fernanda
Palavras-chaveIctioplâncton
Estuários
δ15N
δ13C
Alóctone
Autóctone
Ichthyoplankton
Estuaries
Stable isotopes
Allochthonous
Autochthonous
Data18-Mar-2016
Resumo(s)Uma das funções das áreas berçário é fornecer as condições ideais para a sobrevivência e crescimento dos estágios iniciais de desenvolvimento de diversas espécies de peixe. O objectivo principal deste estudo consistiu em avaliar a importância dos habitats estuarinos, e dos ecossistemas adjacentes, para a produção da biomassa do ictioplâncton. Era esperado que com o aumento do caudal, existisse um aumento no contributo de fontes de matéria orgânica (MO) de origem alóctone e durante períodos de caudal baixo, aumentasse a contribuição das fontes de MO de origem autóctone. Para tal, foi identificado e quantificado, o tipo e origem da MO assimilada pelo ictioplâncton no estuário do rio Minho, através da utilização dos isótopos estáveis de carbono (C) e azoto (N). Foi também avaliada a resposta funcional das larvas de peixe, face às variações naturais na disponibilidade de alimento ao longo do gradiente estuarino de salinidade e face às variações do caudal. Os valores dos rácios de C(δ13C: 13C/12C) e N (δ15N: 15N/14N) das larvas de peixe analisadas revelam que a sua energia provém essencialmente de fontes autóctones, isto é, produzidas localmente. As variações do caudal, provocaram alterações na qualidade da MO particulada (MOP) disponível, nomeadamente, com o aumento do caudal, aumentou o contributo de MO com origem terrestre no estuário (C/NMOP> 10), e com a diminuição do caudal, terá aumentado o contributo de fitoplâncton para o MOP (C/NMOP ≈7). No entanto, esta alteração não foi registada nos tecidos das larvas dos peixes, sugerindo que o caudal não terá um papel determinante na utilização dos diferentes tipos de fontes de MO. Em todo o caso, o contributo do ecossistema terrestre foi notório (até 49%), pois registou-se a sua contribuição para a produção da biomassa das larvas, durante todo o período de estudo, e ao longo do gradiente de salinidade. O contributo do ecossistema marinho foi mais reduzido (até 57%) e estará mais confinado às regiões mais próximas da foz. Verificou-se ainda que, as larvas de peixe no estuário do rio Minho, utilizam quer energia proveniente das cadeias tróficas pelágicas (e.g. MOP), quer da cadeia trófica bentónica (e.g. epilíton e MOS). A distribuição e abundância de ictioplâncton, foi também um tema deste estudo. As famílias mais abundantes foram, Gobiidae n.i. (18.8%) e Ammodytes tobianus (48.7%). Este estudo mostra assim que, apesar dos ecossistemas estuarinos funcionarem como áreas de berçário para o desenvolvimento de várias espécies de peixes, os ecossistemas adjacentes subsidiam as cadeias tróficas nas quais estas larvas de peixe se alimentam.
Nursery areas are critical for the survival and growth of early fish larval stages. The main goal of this study was to evaluate the importance of estuarine habitats, and adjacent ecosystems, for the ichthyoplankton biomass. It was expected that with the increase of the river flow, there would be an increase in the contribution of alochthonous sources, and that during low river inflow the importance of autochthonous sources would increase. In order to accomplish this goal, the organic matter (OM) assimilated by the fish larvae in the Minho estuary, was identified and quantified using carbon (C) and nitrogen (N) stable isotopes. It was also evaluated the functional response of fish larvae to the natural variability in food availability throughout the estuarine salinity gradient and due to variations in the river flow. The C(δ13C: 13C/12C) and N (δ15N: 15N/14N) values of the fish larvae revealed that they relied essentially on autochthonous sources, i.e., local photosynthetic production. The quality of particulate OM (POM) changed with the river inflow; with increasing river inflow, the contribution of terrestrialderived OM also increased (C/NPOM> 10), whereas the decrease in the river inflow lead to an increased contribution of phytoplankton to the POM pool (C/NPOM≈7). However, these changes were not reflected on the fish larvae tissues, suggesting that river inflow has a minor role on the type of OM assimilated by fish larvae. Nonetheless, there was a relevant contribution of the terrestrial ecosystem (to 49%) to the fish larvae food web in time and along the estuarine salinity gradient. The contribution of the marine ecosystem (to 57%) was more limited to the stations closer to the river mouth. It was also possible to verify that the fish larvae from the Minho river estuary rely on both pelagic (e.g. POM), and benthic food webs (e.g. epilithon, SOM). Distribution and abundance of ichthyoplankton were also a theme of the present study. Gobiidae n.i. (18.8%) and Ammodytes tobianus (48.7%), were the most abundant species. Therefore, this study shows that, although estuaries may act as important nursery areas for fish species, their food webs are subsidized by the adjacent ecosystems.
TipomasterThesis
DescriçãoDissertação de mestrado em Ecologia
URIhttp://hdl.handle.net/1822/45466
AcessoopenAccess
Aparece nas coleções:DBio - Dissertações de Mestrado/Master Theses
BUM - Dissertações de Mestrado

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