Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/1822/44981

TítuloConstruction and validation of the childhood career exploration inventory
Outro(s) título(s)Construção e Validação do Inventário de Exploração de Carreira na Infância
Autor(es)Oliveira, Íris Martins
Orientador(es)Taveira, Maria do Céu
Porfeli, Erik
Palavras-chaveCareer exploration
Childhood career development
Test construction,
Test validity
Exploração de carreira
Desenvolvimento de carreira na infância
Construção de medida
Validade de medida
Data25-Nov-2016
Resumo(s)Childhood is a foundational period for career development, during which children are socialized to work, develop conceptions of career choice and attainment, and an emerging sense of self. The research agenda in this field has called for the identification, assessment and research of core constructs of childhood career development as well as for longitudinal studies. Career exploration is a key dimension of childhood career development, which consists of a relational process including both objective and subjective aspects. Career exploration increasingly differentiates and becomes cognitively oriented over childhood and is related to other career and academic variables. Although career exploration is more differentiated in middle school years, the literature often confounds middle school childhood with adolescence and infuses career exploration in the broader study of career adaptability. The use of self-report measures to assess children’s career exploration also emerges in middle school years. However, the extant self-report measures of middle school children’s career exploration seem not to explicitly refer the career exploration perspective they are grounded in, present curiosity either as an indicator or as a different construct of career exploration, omit the procedures through which they were constructed and validated, as well as lack evidence of temporal and nomological validity. Thus, there is a need to enrich the assessment and scientific knowledge of middle school children’s career exploration. This study presents the construction and validation of a new measure to assess middle school children’s career exploration – the Childhood Career Exploration Inventory (CCEI). The CCEI relies on an integrative perspective of career exploration and considers curiosity, exploratory resources and the self in life roles as main indicators of the construct. An initial 72-item pool was generated and qualitatively evaluated by four career experts and 11 children in a think-aloud tryout. Evidence of items’ judgmental validity based on test content and suggestions to improve the measure’s instructions and items were provided. The time needed for administration was also registered. The improved 72-item CCEI Version 1.0 was administrated to a sample of 312 children (43.6% girls and 56.1% boys, Mage = 10.80, SD = .86) attending fifth- and sixth-grade. Results from item, reliability, exploratory and confirmatory factor analyses led to the CCEI length reduction for 12 items. These items presented evidence of judgmental validity, an approximate normal distribution of the responses, loaded on a single factor and did not compromise the measure’s reliability. The CCEI initial Likert-type response scale (1 “Totally unlike me” to 5 “Totally like me”, CCEI Version 2.0) was compared to an alternative one (1 “Strongly disagree” to 5 “Strongly agree”, CCEI Version 2.1) with data from another sample of 478 children (45.6% girls and 54.4% boys, Mage = 10.91, SD = .88) attending fifth- and sixth-grade. Confirmatory multigroup analyses suggested the goodness of fit of a hierarchical measurement model, which was equivalent for the response scales. Evidence also suggested that the CCEI Version 2.1 offered more items presenting an approximately normal distribution of the responses, a better fit and better estimates of internal consistency reliability than the CCEI Version 2.0. Confirmatory multigroup analyses based on the CCEI Version 2.1 suggested the measure’s configural and metric equivalence for genders and school levels, although metric non-invariance of the second-order factor was found for school levels. The CCEI Version 2.1 was administrated to another sample followed across four occurrences of measurement during fifth- and sixth-grades. The final sample included 429 children (48.3% girls and 51.7% boys, Mage at first wave = 10.23, SD = .50). Participants completed the CCEI Version 2.1, the subscales of self-efficacy expectations for academic success, self-regulated learning, leisure and extracurricular activities from the Multidimensional Scales of Perceived Self-Efficacy and the subscales of self-concept, locus of control and career planning from the Portuguese version of the Childhood Career Development Scale. The Questionnaire of Identification was also completed based on school records, to collect social demographic and academic information for each participant. Confirmatory results suggested that a hierarchical measurement model yielded a good fit to the data across the four occurrences of measurement, with low to moderate estimates of internal consistency reliability. Confirmatory and longitudinal stability techniques also suggested the configural and metric equivalence of the CCEI first- and second-order factors across the occurrences of measurement and for genders over time. Evidence also pointed to the CCEI configural and metric equivalence for girls and boys presenting different literacy proficiency levels at each occurrence of measurement. Positive and statistically significant correlations between the CCEI total scores, self-efficacy expectations for academic, leisure and extracurricular activities, self-concept, locus of control and career planning were additionally found at each occurrence of measurement. These results are discussed based on analytical, career and human development literatures. Main conclusions from this dissertation are retrieved and implications from this work to future research and early career practices are presented.
A infância é um período central para o desenvolvimento de carreira, no qual as crianças são socializadas para o trabalho, desenvolvem conceções de carreira e um sentido emergente de si. A literatura neste tema tem apontado a necessidade de identificar, avaliar e investigar os principais construtos do desenvolvimento de carreira na infância, bem como de conduzir estudos longitudinais. A exploração é uma dimensão-chave do desenvolvimento de carreira na infância, que consiste num processo relacional e inclui aspetos objetivos e subjetivos. A exploração de carreira diferencia-se e torna-se cada vez mais orientada por cognições durante a infância, relacionando-se com outras variáveis de carreira e académicas. Apesar da exploração de carreira ser mais diferenciada no 2.º ciclo do ensino básico, é comum a literatura confundir este período com a adolescência e infundir a exploração no estudo mais alargado da adaptabilidade de carreira. O uso de medidas de autorrelato para avaliar a exploração de carreira na infância emerge ainda naqueles ciclos de estudo. Contudo, as medidas de autorrelato existentes parecem não explicitar a perspetiva de exploração de carreira em que se sustentam, apresentam a curiosidade ora como indicador ora como construto distinto da exploração de carreira, omitem os seus procedimentos de construção e validação, e não apresentam evidência de validade temporal nem nomológica. Assim, importa aprofundar a avaliação e o conhecimento científico da exploração de carreira no 2.º ciclo do ensino básico. Este estudo apresenta a construção e validação de uma medida para avaliar a exploração de carreira no 2.º ciclo – o Inventário de Exploração de Carreira na Infância (IECI). O IECI baseia-se numa perspetiva integradora da exploração de carreira e considera a curiosidade, os recursos exploratórios e o self em papéis de vida como indicadores desse construto. Foi elaborado um banco inicial de 72 itens, os quais foram qualitativamente avaliados por quatro peritos e 11 crianças numa reflexão falada. Obteve-se evidência de validade de julgamento e sugestões para melhorar as instruções e os itens, tendo ainda sido possível registar o tempo necessário de administração. A versão melhorada do IECI Versão 1.0 foi administrada a uma amostra de 312 crianças (43.6% raparigas e 56.1% rapazes, Midade = 10.80, DP = .86) do 5.º e 6.º anos escolares. Os resultados das análises dos itens, fidelidade, fatorial exploratória e confirmatória sustentaram a redução do IECI para 12 itens. Estes itens apresentaram evidência de validade de julgamento, uma distribuição aproximadamente normal das respostas, saturações num único fator e não condicionaram a fidelidade da medida. A escala de resposta inicial do IECI (1 “Totalmente parecido comigo” a 5 “Totalmente diferente de mim”, IECI Versão 2.0) foi comparada a outra alternativa (1 “Discordo fortemente” a 5 “Concordo fortemente”, IECI Versão 2.1), recorrendo a outra amostra de 478 crianças (45.6% raparigas e 54.4% rapazes, Midade = 10.91, DP = .88) do 5.º e 6.º anos escolares. As análises confirmatórias multi-grupo sugeriram o bom ajustamento de um modelo hierárquico de medida, o qual se mostrou equivalente para as escalas de resposta. Verificou-se ainda que o IECI Versão 2.1 apresentava mais itens com uma distribuição de respostas aproximadamente normal, melhor ajustamento e melhor consistência interna do que o IECI Versão 2.0. Análises confirmatórias multi-grupo baseadas no IECI Versão 2.1 apontaram para a equivalência configural e métrica da medida para ambos os sexos e anos escolares, embora se constatasse invariância do fator de segunda ordem para os anos escolares. O IECI Versão 2.1 foi administrado a outra amostra, em quatro momentos de avaliação entre o 5.º e 6.º anos escolares. A amostra final incluiu 429 crianças (48.3% raparigas e 51.7% rapazes, M idade no primeiro momento = 10.23, DP = .50). Os participantes preencheram o IECI Versão 2.1, as subescalas de autoeficácia para o sucesso académico, aprendizagem autorregulada, tempos livres e atividades extracurriculares da Escala Multidimensional de Autoeficácia Percebida e as subescalas de autoconceito, locus de controlo e planeamento da versão Portuguesa da Childhood Career Development Scale. Preencheu-se ainda o Questionário de Identificação com base nos registos escolares, para recolher informação sociodemográfica e académica dos participantes. Os resultados confirmatórios indicaram que o modelo hierárquico de medida apresentava um bom ajustamento aos dados dos quatro momentos, com baixa e moderada fidelidade. Os resultados sugeriram ainda a equivalência configural e métrica dos fatores de primeira e segunda ordem do IECI para os momentos de avaliação e para ambos os sexos ao longo do tempo. Os resultados indicaram também equivalência configural e métrica do IECI para raparigas e rapazes com diferentes níveis de proficiência literácita, em cada momento. Encontraram-se relações positivas estatisticamente significativas entre os scores totais do IECI, a autoeficácia para atividades académicas, de tempos livres e extracurriculares, o autoconceito, o locus de controlo e o planeamento de carreira, em cada momento de avaliação. Discutem-se os resultados à luz da literatura analítica e de desenvolvimento de carreira e humano. Retiram-se ainda conclusões e apresentam-se implicações deste trabalho para investigação e práticas de carreira futuras.
TipodoctoralThesis
DescriçãoDoctoral Dissertation in Applied Psychology
URIhttp://hdl.handle.net/1822/44981
AcessoopenAccess
Aparece nas coleções:CIPsi - Teses de Doutoramento
BUM - Teses de Doutoramento

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