Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/1822/43128

TítuloTherapeutic collaboration in the early phase of psychotherapy
Outro(s) título(s)Colaboração terapêutica na fase inicial da psicoterapia
Autor(es)Pires, Nuno Márcio de Campos
Orientador(es)Pereira, Eugénia Maria Ribeiro
Data13-Jul-2016
Resumo(s)The current dissertation is grounded on the assumption that the first treatment sessions are crucial to build therapy alliance, which, in its turn, accounts for therapeutic progress and outcome. With this in mind, our project was structured in the three following studies: first, we addressed the relation between alliance and symptoms improvements in the first four sessions of therapy, based on the answers of 40 clients to the Working Alliance Inventory (WAI), and their symptomatic changes, as measured by the Outcome Questionnaire 10.2 (OQ-10.2). A Hierarchical linear modeling (HLM) showed a significant association between the values of alliance and the slope of symptoms decrease, in cognitive behavioral therapy (CBT). In narrative therapy (NT) no significant relation was found. Results underline the relevance of early alliance to symptomatic changes in CBT, suggesting that alliance formation may differ between treatments. In the second study we investigated the effect of the therapist-client collaborative interactions on alliance building. We analyzed interactions at a micro-level, based on the transcripts of the first four therapeutic sessions of 11 good and 9 poor outcome cases, with the Therapeutic Collaboration Coding System (TCCS). Using a statistical HLM approach, we found a positive relationship between interactions that promote client’s advance toward change and the formation of alliance, in good outcome cases. However, exchanges involving supporting problem and resulting in a safety experience had a negative impact on alliance. No significant effect was detected in poor outcome cases. These findings indicate that therapeutic exchanges where clients responded with tolerable risk affected positively the alliance creation. Finally, in the third study we examined the dynamic unfolding of the therapist-client conversational interactions. Using the general linear modeling (GLM) it was analyzed the data from the TCCS. The findings reported that in the good outcome group, therapists tended to make a more balanced use of supporting problem and challenging interventions, in comparison with poor outcome cases. In this sample, it was observed a general trend of safety responses, regardless of the previous therapist intervention. Regarding the Therapeutic Zone of Proximal Development (TZPD), these results suggest that the dyad dialogue tended to occur within the limits of the TZPD. Nonetheless, therapists in the good outcome group exhibited greater capacity to attend and adjust their interventions to clients’ experiences, suggesting higher responsiveness. This dissertation was concluded by discussing the results in light of the existing literature and implications to clinical practice, such as the need to further explore the skills for therapy alliance formation in the training of young therapists.
A presente dissertação foi fundamentada no pressuposto de que as primeiras sessões de tratamento são cruciais para construir a aliança terapêutica, que é uma das variáveis responsáveis pelo progresso e resultados terapêuticos. Com esta ideia em mente, o nosso projeto foi estruturado nos três estudos seguintes: no primeiro, foi abordada a relação entre aliança e melhoria sintomática nas primeiras quatro sessões de terapia, com base nas respostas de 40 clientes ao Working Alliance Inventory (WAI), e das suas alterações sintomáticas, medidas pelo Outcome Questionnaire 10.2 (OQ-10.2). Através do procedimento estatístico de modelagem linear hierárquica (HLM) verificouse uma associação significativa entre os valores da aliança e a diminuição sintomática, na terapia cognitivo-comportamental (TCC). Não se encontrou nenhuma relação significativa na terapia narrativa (TN). Os resultados enfatizam a importância da aliança para a mudança sintomática na TCC, sugerindo que a formação da aliança pode ser diferente entre as terapias. No segundo estudo, foi investigado o efeito das interações colaborativas entre terapeuta e cliente na construção da aliança. Através do Sistema de Codificação da Colaboração Terapêutica (SCCT) analisou-se a um nível micro, as transcrições das quatro primeiras sessões terapêuticas de 11 casos de sucesso e 9 casos de insucesso terapêutico. Usando a abordagem estatística HLM, encontrou-se uma relação positiva entre as interações que promovem o avanço de cliente para a mudança e a formação de aliança, nos casos de sucesso. No entanto, a relação entre as interações que resultam em experiências de segurança e a aliança é negativa. Nos casos de insucesso não se encontrou nenhum efeito significativo. Estes resultados indicam que as interações terapêuticas nas quais os clientes respondem com risco tolerável afetam positivamente a criação da aliança. Por fim, no terceiro estudo foi examinado o desenvolvimento das interações conversacionais entre terapeuta e cliente. Através da estatística de Modelos Lineares Generalizados (GLM), analisaram-se os dados derivados do TCCS. Os resultados demonstraram que, no grupo de sucesso, os terapeutas fizeram uma utilização mais equilibrada de intervenções de suporte e de desafio, em comparação com o grupo de insucesso. Nesta amostra, observou-se uma tendência geral de respostas de segurança, independentemente da intervenção anterior do terapeuta. Em relação à Zona Terapêutica de Desenvolvimento Proximal (ZTDP), estes resultados sugerem que o diálogo da díade tende a ocorrer dentro dos limites da ZDP. No entanto, os terapeutas do grupo de sucesso apresentaram uma maior atenção e capacidade de ajustar as suas intervenções às experiências dos clientes, sugerindo uma maior responsividade. Esta dissertação termina com uma discussão dos resultados à luz da literatura existente e implicações para a prática clínica, tais como a necessidade de incluir na formação dos jovens terapeutas as competências necessários para a formação de uma boa aliança terapêutica.
TipodoctoralThesis
DescriçãoTese de Doutoramento em Psicologia Aplicada.
URIhttp://hdl.handle.net/1822/43128
AcessorestrictedAccess
Aparece nas coleções:CIPsi - Teses de Doutoramento
BUM - Teses de Doutoramento

Ficheiros deste registo:
Ficheiro Descrição TamanhoFormato 
Nuno Márcio de Campos Pires.pdf2,76 MBAdobe PDFVer/Abrir  Solicitar cópia ao autor!

Partilhe no FacebookPartilhe no TwitterPartilhe no DeliciousPartilhe no LinkedInPartilhe no DiggAdicionar ao Google BookmarksPartilhe no MySpacePartilhe no Orkut
Exporte no formato BibTex mendeley Exporte no formato Endnote Adicione ao seu Currículo DeGóis