Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/1822/40390

TitleHume e o problema moral
Other titlesHume and the moral problem
Author(s)Abranches, Alexandra Maria Lafaia Machado
Advisor(s)Rocha, Acílio da Silva Estanqueiro
Tunhas, Paulo
Issue date9-Dec-2015
Abstract(s)Neste trabalho pretende-se investigar o modo como o filósofo escocês David Hume entende abordar e responder ao problema enunciado na questão “por que devo ser moral?”, o problema da obrigação de subordinar a nossa acção aos imperativos da moralidade. Em especial, explorarse- á, e defender-se-á, a hipótese segundo a qual Hume não tem uma concepção de razão prática sem deixar de ter uma resposta àquela questão. Defender-se-á igualmente que esta possibilidade, de existir obrigação sem existir razão prática, não coloca Hume no campo daqueles que defendem uma teoria dos mandamentos divinos, por exemplo. Isto seria, aliás, inconsistente com as posições acerca da religião que também encontramos em Hume. Antes, a opção por uma abordagem considerada científica da natureza humana irá deslocar o problema da ordem das razões e sua hierarquia, para a ordem dos mecanismos das paixões. Em Hume o problema moral é o problema da motivação para agir moralmente. E por isso a filosofia moral de Hume é principalmente constituída por uma psicologia moral. Na medida em que ser moral é, de acordo com a psicologia moral desenvolvida, uma questão de sentimento e não de razão, ou os nossos sentimentos naturais nos dão imediatamente motivos para agir moralmente, ou os sentimentos que nos motivam para a moralidade têm que ser cultivados. Esta posição sentimentalista é consistente com a teoria da identidade pessoal que podemos detectar em Hume, seja nos seus escritos metafísicos, seja nos seus escritos morais. Ser uma pessoa é adquirir, em ambiente social, disposições para agir. Assim, só compreenderemos plenamente a resposta de Hume ao problema moral se compreendermos em que consiste ser um agente e em que consistem as virtudes específicas do domínio da moralidade, as virtudes morais. Um objectivo ainda deste trabalho é mostrar como a psicologia moral que a ciência da natureza humana descobre gera normatividade e permite a Hume ter não só uma teoria da virtude semelhante à dos antigos, mas também uma teoria da justiça semelhante à dos modernos.
The aim of this work is to bring out the way the eighteenth century Scottish philosopher David Hume approaches the question “why should I be moral”. This question conveys the problem of the obligation to subordinate our actions to the imperatives of morality. The hypothesis which will be explored and defended is that one does not find in David Hume’s moral philosophy a conception of practical reason, but that this doesn’t mean he does not have an answer to the moral problem, an answer to the question “why should I be moral”. It will also be claimed in this work that the fact of having a theory of obligation without a conception of practical reason does not condemn Hume to the defense of a divine commandment theory, for example. Such a defense would be inconsistent with what Hume has to say about religion. Rather, the decision Hume makes to present his moral theory within a scientific approach to human nature will shift the moral problem from that of determining the strength of different types of reasons to that of determining the mechanisms that account for the strength of the passions. Hume’s chief concern is with motivation. This means it gives pride of place to moral psychology. Because, according to Hume’s moral psychology, being moral is a question of feeling or sentiment and not a question of reason, either our natural feelings give immediately rise to motives that push us in the direction of morality, or our motivating sentiments have to be nurtured. This sentimentalist stance is consistent with Hume’s theory of personal identity, both in what he has to say about this topic in his discussion of metaphysical concepts, and in what he has to say on the topic of the social construction of that identity. To be a person is to acquire a set of dispositions to act within a social environment. This means that to understand Hume’s answer to the moral problem one has to understand what he says about being a person as an agent, and what he says about being a disposition to act of a definite sort. In particular, it will be necessary to understand Hume’s conception of virtue in general and of its subset, moral virtue. A further goal of this thesis is to show how the moral psychology which the science of human nature discloses generates normativity and allows Hume to have not only a theory of virtue similar to those of the ancients, but also a theory of justice similar to those of the moderns.
TypeDoctoral thesis
DescriptionTese de Doutoramento em Filosofia (área de especialização em Filosofia Moderna e Contemporânea).
URIhttp://hdl.handle.net/1822/40390
AccessRestricted access (UMinho)
Appears in Collections:BUM - Teses de Doutoramento
CEHUM - Teses de Doutoramento
CEPS - Publicações dos investigadores do CEPS

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