Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/1822/40380

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dc.contributor.advisorCotter, Jorgepor
dc.contributor.authorCunha, Pedro Miguel Guimarães Marques dapor
dc.date.accessioned2016-02-17T11:34:11Z-
dc.date.issued2015-12-07-
dc.date.submitted2015-07-23-
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/1822/40380-
dc.descriptionTese de Doutoramento em Medicina.por
dc.description.abstractA doença cardiovascular (DCV) é a principal causa de morte em Portugal, um dos 10 países do mundo em que as taxas de mortalidade por AVC são maiores do que as por doença coronária isquémica, e aquele que apresenta a mais alta incidência de acidente vascular cerebral (AVC) da Europa Ocidental. Neste contexto, pretendemos compreender as características existentes na comunidade respeitantes ao risco CV (RCV) e às manifestações de DCV, usando um rigoroso método de fenotipagem. O nosso objectivo nuclear é o de contribuir para uma melhor estratégia de identificação precoce dos sujeitos em risco e promover um início atempado de medidas. Os principais objectivos foram: i) estabelecer a prevalência de factores de RCV tradicionais e não tradicionais; ii) avaliar a distribuição dos valores médios de velocidade de onda de pulso (VOP) e de pressão arterial central (PAC) na população e reconhecer sinais existentes de envelhecimento vascular precoce (EVP) ou rigidez arterial; iii) estabelecer a distribuição da população pelas diferentes classes de RCV, seguindo diferentes estratégias de estimativa de risco e analisando a dimensão da reclassificação conseguida através de uma cuidadosa fenotipagem; iv) avaliar a prevalência de DCV e doença renal estabelecidas, bem como de lesão em órgão alvo (LOA). Num estudo de cohort com uma amostra aleatoriamente seleccionada da população de duas cidades, observamos os sujeitos em duas ocasiões, registando história clínica, características biológicas, medidas hemodinâmicas centrais e periféricas e recolhendo ainda amostras de sangue e urina. Cada característica fenotípica foi atribuída a um indivíduo se verificada concordantemente em ambas as visitas. 4000 sujeitos foram randomizados, 3038 incluídos e 2542 completaram as duas visitas, constituindo uma amostra equilibrada com idade média de 45.5 anos e 55.1% de mulheres. Os nossos resultados principais foram: 1) A confirmação de uma sobre e/ou subestimação da prevalência de características de RCV, quando utilizada apenas uma avaliação desses parâmetros; 2) A prevalência de várias características de RCV é elevada, particularmente em faixas etárias mais jovens, e os riscos mínimos de exposição para o desenvolvimento de DCV são amplamente ultrapassados (glicose, pressão arterial (PA), índice de massa corporal); 3) Apesar da evolução positiva no número de sujeitos hipertensos tratados e controlados na última década, os actuais valores médios de PA posicionam-se entre os mais elevados da Europa; as tendências nacionais de declínio na prevalência de hipertensão e dos níveis de PA, não foram verificadas; 4) Diferentes estratégias de estratificação de RCV, permitiram reclassificar 18.2% da população para risco mais elevado; 38.5% dos sujeitos com risco Moderado foi reclassificada para classes de risco Alto e Muito Alto; a classe de Muito Alto risco aumentou cerca de 32 vezes. 62.7% dos hipertensos foram classificados como de Alto/Muito Alto risco; apenas 43% recebiam tratamento anti-lipídico: só 14.3% dos hipertensos de Muito Alto Risco atingiam alvos terapêuticos. 5) A prevalência de EVP foi de 12.5%; 26.1% dos sujeitos com menos de 30 anos apresentavam EVP. 18.7% da população apresentava valores de VOP > 10m/s, predominantemente no sexo masculino. Modelos de regressão logística indicam que as mulheres apresentam a mesma probabilidade de atingir valores de VOP> 10m/s, 10 anos mais tarde que os homens; 6) A PAC Sistólica (PACS) e a Pressão de Pulso Central (PPC) excederam em 10 a 20 mmHg o valor médio esperado, em várias faixas etárias. O ratio médio da Amplificação da PPC (PPCA) foi 1.32. 37.5% da população/72.4% dos hipertensos apresentaram valores de PACS > percentil 90 (P90); PPC> P90 foi documentada em 23.7/51.5% da população/dos hipertensos. Em hipertensos tratados e controlados, 33.9/20.5% dos sujeitos apresentavam valores de PACS/PPC> P90. LOA foi significativamente mais prevalente em sujeitos com PACS/PCC>P90 (2 a 4 vezes). O Sal apresentou-se como uma variável independente explicativa da PACS e da PPCA em análise de regressão multivariada, e como factor de risco para valores de PACS > P90. Achados congruentes permitem estabelecer a imagem de uma população com risco mais elevado que o esperado para o desenvolvimento de DCV, começando por alterações fenotípicas que favorecem a doença, desde idades jovens.por
dc.description.abstractCardiovascular (CV) disease (CVD) is the leading cause of death in Portugal. The northern region registers the highest incidence of stroke in Western Europe; paradoxically, this country is one of the ten nations in the world where standardized mortality rates by stroke are higher than for coronary heart disease. In this setting, we wanted to better understand the community dwelling characteristics concerning CV risk (CVR) and CVD manifestations by using a more strict method to phenotype subjects. Our goal was to contribute to a better strategy of pinpointing earlier subjects at risk, and promote subsequent earlier initiation of measures to decrease the development of CVD. Our main aims were to: i) establish the prevalence of traditional and non-traditional CVR factors; ii) evaluate the distribution of pulse wave velocity (PWV) and central blood pressure values in the population and recognize the existing signs of early vascular aging (EVA) or pathologic arterial stiffness; iii) establish the distribution of the population by the different CV risk classes, following different risk estimation strategies, and analyse the reclassification of risk achieved through thorough phenotyping; iv) evaluate the prevalence of established CV and renal disease and target organ damage (TOD). We established a cohort study, with a randomly selected sample of the population of two adjacent cities. Subjects were observed in a two visit plan where clinical history, biologic characteristics, peripheral and central hemodynamic variables were recorded and blood and urine samples collected. A phenotypic characteristic would be attributable to an individual if it was concordantly verified in the two visits. Four thousand subjects were randomized, 3038 were included and 2542 completed the two visit plan, constituting a balanced sample with 45.5 years of mean age and 55.1% of women. Our main results were: 1) The confirmation of an over and/or underestimation of the prevalence of CVR characteristics usually obtained with a single evaluation of those parameters; 2) The prevalence of several CVR features is elevated, particularly in younger age groups, and theoretical minimum risk exposure for the development of CVD are largely surpassed (glucose, blood pressure (BP), body mass index); 3) In spite of the positive evolution on the number of treated and controlled hypertensive subjects over the last decade, current mean BP levels rank amongst the highest in European countries; the reported national trends of BP levels and hypertension prevalence decline have not been confirmed; 4) Using different CVR stratification strategies, 18.2% of the population was reclassified into higher risk classes; 38.5% of Moderate risk subjects were reclassified into High and Very/High risk categories, increasing the number of Very High risk subjects by 32 times. 62.7% of hypertensives were classified with High or Very High risk; only 43% of them were receiving anti-lipidic treatment and only 14.3% of the Very High Risk group achieved treatment targets. 5) The overall prevalence of EVA was 12.5%; 26.1% of individuals under 30 years presented this feature. 18.7% of the population exhibited PWV values above 10 m/s, with male predominance. Logistic regression models indicated gender differences concerning the risk of developing large artery damage, with women having the same odds, of reaching PWV>10m/s, 10 years later than men. 6) Central Systolic Blood Pressure (CSBP) and Central Pulse Pressure (CPP) exceeded 10 - 20 mmHg the expected mean values for healthy subjects, in several age groups. CPP Amplification (CPPA) mean ratio was 1.32. 37.5% of the population and 72.4% of hypertensives presented CSBP>90th percentile (90thp); CPP>90thp was registered in 23.7 of the population and in 51.5% of hypertensives. In treated and controlled hypertensives, 33.9/20.5% of the subjects persist with CSBP/CPP values >90thp. TOD was significantly more prevalent in subjects above CSBP/CPP 90thp (2 to 4 times). Salt was an independent explanatory variable of CSBP and CPPA in multivariate regression analysis, and it increased the risk of having CSBP >90thp. Congruent findings construct a snapshot of a population with higher than expected risk for the development of CVD, starting with phenotypic changes favouring disease at young ages.por
dc.language.isoengpor
dc.rightsopenAccess-
dc.titleStudy to determine the cardiovascular risk ofthe population of Guimarães/Vizela, includingthe prevalence of arterial stiffness and early vascular aging syndromepor
dc.title.alternativeEstudo para determinar o risco cardiovascular da população de Guimarães/Vizela, incluindo a prevalência de rigidez arterial e de envelhecimento vascular precocepor
dc.typedoctoralThesispor
dc.identifier.tid101361785por
dc.subject.fosCiências Médicas::Outras Ciências Médicaspor
Appears in Collections:BUM - Teses de Doutoramento
ICVS - Teses de Doutoramento

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