Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/1822/37126

TitleRealidades e aparências no jornalismo actual: um estudo de caso
Author(s)Fidalgo, Joaquim
KeywordsJornalismo
Publicidade
Ética
Provedor do Leitor
Issue date2008
PublisherUniversidade do Minho. Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS)
Abstract(s)As fronteiras tradicionalmente desenhadas para diferenciar a actividade jornalística de outras práticas comunicativas no espaço público são, hoje, menos nítidas – e é de admitir que se tornem cada vez mais porosas. Por um lado, as dificuldades de viabilização económica dos projectos mediáticos, num mercado fortemente competitivo no que toca à captação de receitas de publicidade, têm enfraquecido a separação clássica entre as esferas editorial e comercial. A crescente confusão destas duas áreas (com proliferação de “publireportagens”, de textos noticiosos “patrocinados”, de anúncios deliberadamente confundidos com matérias jornalísticas, mesmo em espaços nobres como as primeiras páginas dos jornais) torna difícil, por vezes, perceber o que é que foi seleccionado para publicação com base em critérios jornalísticos e de interesse público ou, pelo contrário, o que foi escolhido apenas com base em interesses ou compromissos comerciais. Por outro lado, a facilidade de acesso ao espaço público – proporcionada pelos desenvolvimentos tecnológicos de que a Internet é o exemplo superlativo – levou a que haja, hoje, muitos e diversos actores (para além dos jornalistas) a recolher, elaborar e difundir informação sobre a actualidade. Parafraseando Jane Singer, “while all journalists still publish information, not all publishers of information are journalists”. Daqui decorre uma acrescida dificuldade em estabelecer uma linha divisória entre o que é ou não é informação jornalística, pois há muito quem deliberadamente prefira a confusão e a mistura entre diferentes campos da comunicação. Esta dificuldade, no entanto, apenas reforça a necessidade de identificar com clareza quais são (se ainda as há) as marcas diferenciadoras do jornalismo e de que modos elas podem/devem ser compreendidas tantos pelos ‘produtores’ de informação como pelos seus ‘receptores’, em nome da transparência e da credibilidade. Partindo de um estudo de caso (a publicação, no jornal Público, de um conjunto de textos com aparência jornalística, mas encomendados e pagos directamente por um anunciante), debatemos, nesta comunicação, a hipótese de que as marcas distintivas da informação jornalística se situam menos nos processos técnicos da sua elaboração e apresentação pública, e mais nas motivações, critérios de selecção e objectivos com que ela é trabalhada e difundida. Ou seja, no escrúpulo ético e na genuína prossecução do interesse público por que se guiam. O caso estudado apresenta ainda a vantagem suplementar de ter sido denunciado (e de algum modo corrigido) pelo Provedor do Leitor do referido jornal, o que reforça a nossa convicção de que mecanismos e instrumentos auto-reguladores da profissão podem, mais do que quaisquer outros, contribuir para a clarificação das questões aqui enunciadas e, com isso, ajudar a recuperar algum confiança do público no valor próprio da informação jornalística.
TypeConference paper
URIhttp://hdl.handle.net/1822/37126
Publisher versionhttp://www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/5sopcom/article/view/303/287
Peer-Reviewedyes
AccessOpen access
Appears in Collections:CECS - Atas em congressos | Seminários / conference proceedings

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