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TítuloGravidade Zero: a representação do feminino na ficção científica
Autor(es)Barreto, Maria Teresa Mendes
Orientador(es)Ribeiro, Silvana Mota
Pires, Helena
Palavras-chaveGénero
Representações
Feminilidade
Ficção científica
Gender
Representations
Femininity
Science fiction
Data2015
Resumo(s)O género surge na sociedade como um guia que serve de mediador às relações humanas. Quase que fornecendo uma lista de atributos e de expectativas, o género facilita a relação com o meio social circundante, permitindo vivências rotineiras. Mas de onde surgiu este? Como é que se impregnou nos indivíduos que compõem as sociedades? Negociada a partir da convivência com os mais variados discursos, nomeadamente os transmitidos pelos mass media, a ideia de género é criada e recriada através de um mix-and-match de personagens, resultando este num imaginário que se estabelece como retrato oficial do que é a feminilidade. Procurando fugir às representações dominantes, a ficção científica surge como contexto de análise, um genre que permite uma desfamilizaração com a realidade, possibilitando ao leitor contemplar o mundo a uma certa distância, não o obrigando ao compromisso (Suvin, 1979, cit. in Cornea, 2007: 3). Mas será este aproveitado? A presente dissertação tem como objetivo tentar perceber se a ficção científica, como espaço de possível rutura, um espaço onde tudo é possível e nada definitivo, se abre a representações do feminino que não o opõem obrigatoriamente ao masculino, que se desprendem das representações tradicionais que seguem o ser humano desde as histórias de encantar (Ussher, 1997). Com essa ideia em mente, foram escolhidos quatro filmes, todos parte da lista dos que mais pessoas levaram ao cinema, para serem analisados. Foi feita uma primeira leitura exploratória, sendo que resultaram desta os parâmetros que serviriam de base a uma segunda fase de análise, uma fase mais hermenêutica. Comparando as personagens, fica a ideia de que a ambiguidade a que a ficção científica se dá é aproveitada até um certo ponto, sendo que a sua amplitude não é estática, dependo muito da interpretação do leitor. Ou seja, não é só necessária a existência de um espaço que se abra à ambiguidade, mas também de um leitor que esteja disposto a questionar as suas próprias visões ideológicas, e quem sabe até largá-las, entregando-se ao cyborg de Donna Haraway (1991).
Gender emerges in society as a guide that provides mediation to the human relationships. Almost as if giving out a list of attributes and expectations, gender facilitates the relation with the social surroundings, allowing routinely experiences. But where did it come from? How did it permeate the individuals that make the societies? Negotiated from the acquaintanceship with many different discourses, namely the ones broadcasted by the mass media, the idea of gender is created and recreated through a mix-and-match of characters, resulting in an imaginary that establishes itself as the official portrait of femininity. Looking for a way of running from the dominant representations, science fiction appears as a context of analysis, a genre that allows a defamiliarization with reality, letting the reader contemplate the world from a certain distance, not demanding any commitment (Suvin, 1979, cit. in Cornea, 2007: 3). But is it availed? The current dissertations has as a main goal to try to understand if science fiction, as a space of possible rupture, where everything is possible and nothing definitive, opens itself to representations of a feminine that doesn't put itself mandatorily as opposed to the masculine, that loosens itself from the traditional representations that follow the human being ever since fairytales (Ussher, 1997). With that idea in mind, four films were chosen, every one of them part of a list of those that more people brought to the cinema, to be analysed. A first exploratory reading was done, from it resulting the parameters that served as base for a second phase of analysis, a more hermeneutic phase. Comparing the results, the idea that remains is that the ambiguity to which science fiction opens itself to seems to be availed to a certain point, its amplitude far from being static, depending on the reader's interpretation. Not only is it necessary the existence of a space that opens itself to ambiguity, but also of a reader that is willing to question her/his own ideological views, and who knows, even let them go, surrendering herself/himself to Donna Haraway's cyborg (1991).
TipomasterThesis
DescriçãoDissertação de mestrado em Comunicação, Arte e Cultura
URIhttp://hdl.handle.net/1822/36440
AcessoopenAccess
Aparece nas coleções:CECS - Dissertações de mestrado / Master dissertations
BUM - Dissertações de Mestrado

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