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dc.contributor.advisorRibeiro, Iolanda da Silva-
dc.contributor.authorGonçalves, Teresapor
dc.date.accessioned2015-06-25T15:32:09Z-
dc.date.available2015-06-25T15:32:09Z-
dc.date.issued2014-07-22-
dc.date.submitted2014-02-18-
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/1822/35758-
dc.descriptionTese de doutoramento em Psicologia (ramo do conhecimento em Psicologia da Educação)por
dc.description.abstractA aprendizagem cooperativa, particularmente ao longo das últimas quatro décadas, tem vindo a constituir-se como uma abordagem pedagógica particularmente consistente e bem sucedida. As investigações realizadas atribuem à aprendizagem cooperativa ganhos na aprendizagem e no desenvolvimento cognitivo, social e motivacional dos alunos, numa grande variedade de contextos educativos, disciplinas, e níveis de escolaridade (Johnson & Johnson, 2009; Sharan, 2010; Smith, 2011). Neste modelo pedagógico, são valorizados os processos inerentes à ação e interação dos alunos, de acordo com algumas das tendências mais salientes da investigação em psicologia educacional (Zimmerman & Schunk, 2003a). Contudo, apesar das vantagens, consistentemente documentadas nos estudos, a aprendizagem cooperativa continua a ser uma opção pouco frequente nas escolas portuguesas, em que a administração do sistema educativo e a cultura escolar predominante continuam a favorecer um ensino de índole marcadamente transmissiva, em que a cooperação, autonomia e ação construtiva dos alunos são insuficientemente valorizadas, solicitadas e promovidas (Mesquita, Formosinho, & Machado, 2012; Paro, 2011a), em contradição com as competências e aprendizagens requeridas para o século XXI (Dede, 2010; Trilling & Fadel, 2009). Procurando acompanhar as tendências referidas e fazer face aos problemas educativos detetados, o presente trabalho de investigação consistiu em implementar, uma intervenção baseada na aprendizagem cooperativa e na promoção da autonomia. Partindo desta base programática, foi elaborado e concretizado um projeto de formação de professores tendo em vista preparar a intervenção e recorreu-se a uma implementação flexível e colaborativa, em consonância com a teoria da complexidade (Davis & Sumara, 2008; Starkey, 2012) e o modelo metodológico da investigação de design educacional (Reeves, Mckenney, & Herrington, 2011). A avaliação da intervenção efetuou-se com recurso a métodos qualitativos. O estudo incidiu sobre duas turmas do 2.º ciclo do ensino básico (56 alunos) e os principais objetivos consistiram em descrever e compreender os processos de implementação da intervenção em sala de aula, ao longo de dois anos letivos, nas vertentes da estruturação das atividades, das interações dos professores, dos comportamentos e interações dos alunos, bem como das relações entre estes fatores. Como fontes de dados, foram utilizados documentos elaborados no decurso da implementação da intervenção, tais como atas, relatórios e produtos do trabalho de professores e de alunos, bem como observação direta e registos audio-visuais de aulas e de outras atividades escolares extraletivas. A análise dos resultados permitiu concluir que os professores implementaram a intervenção de forma adaptativa, aplicando os princípios essenciais da aprendizagem cooperativa. Os alunos corresponderam à ação dos professores, manifestando comportamentos e interações de cooperação, inclusão e autonomia. Os projetos e trabalhos concretizados em grupos cooperativos constituíram ocasião para exercitar e desenvolver múltiplas competências e aprendizagens. Em linha com alguns estudos sobre sistemas educativos de sucesso (Darling- Hammond, 2010; Sahlberg & Hargreaves, 2011), este estudo contribui para confirmar que a revalorização da autonomia dos professores, em conjunção com a deslocação de papéis transmissivos para papéis mais facilitadores de uma aprendizagem ativa e cooperativa, podem favorecer, nos alunos, o desenvolvimento de comportamentos e atitudes de maior autonomia, cooperação e inclusão.por
dc.description.abstractCooperative learning, particularly over the last four decades, has evolved as a pedagogical approach particularly consistent and successful. Investigations assign to cooperative learning several advantages for students, relatively to cognitive, social and motivational gains, in a variety of educational contexts, disciplines, and grade-levels of schooling (Johnson & Johnson, 2009a; Y. Sharan, 2010b; Slavin, 2010). In this pedagogical model, processes inherent to students' agency and interaction are valued, according to some of the most salient trends of research in educational psychology (Zimmerman & Schunk, 2003a). However, despite these advantages, consistently documented in studies, cooperative learning remains an option rarely used in portuguese schools, where the administration of the educational system and school cultures continue to favour a teaching model predominantly transmissive in which, cooperation, autonomy and constructive action of the students are insufficiently valued, sought and promoted (Mesquita et al., 2012; Paro, 2011a), in contradiction with the learning skills required for the twenty-first century (Dede, 2010; Trilling & Fadel, 2009). Following these trends and addressing the educational needs detected, the present study consists of implementing an intervention based on cooperative learning and promotion of students' autonomy. On this programmatic basis, a training project for teachers, in order to prepare the intervention, was developed and implemented, in accordance with a flexible and collaborative implementation model, consistent with complexity theory (Davis & Sumara, 2009; Starkey, 2012) and the "educational design research" model (Reeves et al., 2011). The evaluation of the intervention, was carried out using qualitative methods. In this study, focusing on two classes of the 5th and 6th grades of elementary education (56 students, aged 10 to 12), the main objective consisted of describing and understanding the processes of implementation of the intervention, during two academic years, concerning the structuring of activities, interactions of teachers, students' behaviours and interactions, and the connections between these factors. As data sources, documents produced in the course of the implementation, such as minutes, reports and work products of teachers and students were used, as well as direct observation and audio-visual records of classes and other school activities. Observations evidenced that the teachers implemented the intervention in an adaptative manner, while respecting the basic principles of cooperative learning. Students corresponded with behaviours and interactions of cooperation, inclusion and autonomy. The projects and activities in cooperative learning groups represented opportunities for the exercise and development of multiple social and cognitive skills. In line with some studies about successful educational systems (Darling- Hammond, 2010; Sahlberg & Hargreaves, 2011), this study helps to confirm that the revalorisation and autonomy of teachers, in conjunction with a shift of emphasis from a transmission paradigm (and students' passivity), to roles as facilitators guiding active and cooperative learning, encourages the development of autonomous, cooperative and inclusive behaviours, on the part of the students.por
dc.language.isoporpor
dc.rightsrestrictedAccesspor
dc.titleAprendizagem cooperativa e autonomia em contexto escolar: um estudo no ensino básicopor
dc.title.alternativeCooperative learning and autonomy: a qualitative study in an elementary school contextpor
dc.typedoctoralThesispor
dc.subject.udc37.015.3por
dc.subject.udc371.311.3por
sdum.subject.fosDomínio/Área científica::Ciências Sociais::Psicologiapor
dc.identifier.tid101435479-
Appears in Collections:CIPsi - Teses de Doutoramento
BUM - Teses de Doutoramento

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