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TítuloEspaços de representação do espaço: o engano do olhar e a transformação do concreto
Autor(es)Cabeleira, João
Palavras-chaveRepresentação
Quadratura
Arquitectura
Perspectiva
Ilusão
Data2014
EditoraInstituto Internacional Casa de Mateus
Resumo(s)Enquanto instrumento operativo na caracterização e transformação perceptiva do espaço, a Quadratura (arquitecturas perspectivadas) estabelece-se como extensão da arquitectura edificada, coincidindo nos procedimentos compositivos (regras e ordens da tectónica), ferramentas (desenho), referentes científicos (matemática e geometria) e mostrar-se sensível aos efeitos proporcionados pela perspectiva. A norma basilar da Quadratura reside na perseguição da verosimilhança com a experiência visual da realidade (acentuada pela integração da imagem perspéctica, à escala do natural, sobre as superfícies da construção), ao mesmo tempo que potencia o ensaio sobre a imagem da arquitectura livre dos constrangimentos da tectónica. Assumindo-se como mecanismo retórico visual, a linguagem da geometria e a dimensão comunicativa, simbólica e relacional inerente ao espaço arquitectónico sintetizam a construção (o material) e sua representação (o perceptivo) num contínuo dentro do qual se coloca o observador expondo-lhe o lugar por si ocupado na ordem que a imagem corporaliza. Nesta linha a Quadratura detém uma dupla capacidade de representação, sendo a ambas subjacente a metáfora do espelho (a simetria com a realidade) resultante da inapreensível magia da transformação do real operada sob as leis da visão e reflexão: a representação gráfica de um ideal arquitectónico, que interfere na percepção da forma e medida do espaço; ou a materialização e ancoragem de significados, onde o que é visto triunfa a partir do que se vê. Como tal a Quadratura ultrapassa a natureza física do espaço, transpondo visualmente a superfície da representação, e supera a natureza do Homem, materializando a representação que este deseja de si e do seu contexto. Nesta iconocracia da idade barroca (consequente à imagem da igreja da contra-reforma e dos estados absolutos), residem os mesmos fundamentos que regulam a relação contemporânea com as imagens evidenciando a actualidade do discurso de António Vieira (1655): “(…) as palavras ouvem-se, as obras vêem-se; as palavras entram pelos ouvidos, as obras entram pelos olhos, e a nossa alma rende-se muito mais pelos olhos que pelos ouvidos.”
TipoconferencePaper
DescriçãoPublicado em "Representação". Colecção: Cadernos Mateus DOC, vol. 04, ISSN 2182-1569. ISBN 978-989-97281-1-0
URIhttp://hdl.handle.net/1822/35336
Versão da editorahttp://www.iicm.pt/pt/wp-content/uploads/2014/01/IICM-Caderno-Mateus-DOC-IV.pdf
Arbitragem científicano
AcessoopenAccess
Aparece nas coleções:EA - Comunicações

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