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TitleRetinotopia, desenhos de uma visão condicionada
Author(s)Almeida, Paulo Oliveira Freire
KeywordsVisão
Percepção
Atenção
Desenho de observação
Perception
Vision
Attention
Observation drawing
Issue date2014
PublisherUniversidade do Porto. Instituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade (I2ads)
Abstract(s)A distribuição celular no córtex visual preserva a localização dos fotorreceptores na retina. Designada por Retinotopia, essa correspondência é ilustrada pela experiência de Roger Tootell] ou, na sugestiva descrição de Bruce Goldstein:“Looking at the tree results in a image on the retina which then results in a pattern of activation on the striate cortex that looks something like the tree, because of the retinotopic map in the cortex.” (Sensation and Perception, Wadsworth, Cengage Learning, 2007, p. 86)Porém, não cabendo aqui aprofundar o seu sentido clínico, interessa-nos o conceito de Retinotopia como metáfora referencial para o desenho de observação. Do mesmo modo que Svetlana Alpers indicou a imagem retineana, ou pictura segundo Kepler, enquanto modelo para a pintura holandesa do século XVII, parte dos processos do moderno desenho de observação a partir do século XIX implicam a consciência sobre o funcionamento ocular, como demonstrou Jonathan Crary. Se para Alpers, pictura corresponde a uma projecção límpida e especular, as imagens do século XIX integram as idiossincrasias fisiológicas da visão, apontados por Crary: a dualidade entre visão central e periférica, campo visual e ponto focal, atenção e distracção, fixação e movimento, desvios cromáticos e a substituição do comportamento óptico da luz por um comportamento nervoso (dependente de impulsos eléctricos). Tais idiossincrasias terão sido integradas como condicionalismos: ver exclusivamente em mancha, contorno, ou cor; numa visão condicionada a uma sensação específica onde as tarefas gráficas serão a extensão retinotópica das operações fisiológicas. Em oposição à pictura de Kepler, a Retinotopia sugere imagens insuficientes, onde a visão encontra em si mesma os obstáculos à plena representação. Retinotopia será o conceito para reunir argumentos caracterizadores do desenho de observação, considerando os condicionalismos percetivos e a topografia diferenciada da retina, permitindo a introdução de novas didáticas e exercícios curriculares.
The cellular distribution in the visual cortex preserves the locations of the photoreceptors on the retina. Designated by Retinotopy , this correspondence is illustrated by the experience of Roger Tootell or, in the evocative description of Bruce Goldstein: "Looking at the tree results in the image on the retina Which then results in a pattern of activation on the striate cortex that lo oks something like the tree, because of the retinotopic map in the cortex." (Sensation and Perception, Wadsworth, Cengage Learning , 2007, p. 86) . However, beyond the clinical sense, we are interested in the concept of Retinotop y as metaphor and reference for observation drawing. In the same way Svetlana Alpers indicated the retinal image, or pictura as stated by Kepler as a model for the seventeenth - century Dutch painting, part of the processes in modern observation drawing from the nineteenth century, imp ly an awareness about the physiological aspects of the eye, as demonstrated by Jonathan Crary. For Alpers, “pictura” projection corresponds to a clear and specular images, the nineteenth century visuality integrate physiological idiosyncrasies of vision, p ointed out by Crary: the duality between central and peripheral vision, visual field and focus, attention and distraction, fixation and movement, chromatic deviations and the replacing of the optical behavior of light by a neurobehavioral (dependent electr ical im pulses). Such idiosyncrasies have been integrated as constraints: to see exclusively on shade, contour, or color, in a vision tied to a specific sensation where tasks are retinotopic graphic extension for physiological operations. In opposition to K epler’s pictura , Retinotopy suggests the insufficient condition of images, where vision creates obstacles to full representation. Retinotopy may be the concept to assemble arguments to characterize the observation drawing, given the constraints and percept ual distinctive topography of the retina, allowing the introduction of new exercises in observation drawing.
TypeConference paper
URIhttp://hdl.handle.net/1822/33032
ISSN978-989-97856-6-3
Peer-Reviewedyes
AccessOpen access
Appears in Collections:EA - Comunicações

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