Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/1822/31871

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dc.contributor.advisorAraújo, Maria Marta Lobo de-
dc.contributor.authorRamos, Maria Odete Netopor
dc.date.accessioned2014-12-11T16:31:09Z-
dc.date.available2014-12-11T16:31:09Z-
dc.date.issued2014-04-28-
dc.date.submitted2013-10-10-
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/1822/31871-
dc.descriptionTese de doutoramento em História (ramo de conhecimento em Idade Moderna)por
dc.description.abstractO nosso estudo incide sobre a gestão dos bens dos mortos na misericórdia de Arcos de Valdevez, desde a sua génese, em 1595, até 1800. Neste percurso analisamos o seu nascimento, a afirmação e a demonstração dos primeiros sinais de crise, em meados do século XVIII. Não esquecendo a área de atuação da instituição e a sua composição social, procuramos especificamente averbar a relação desta com aqueles que se preocuparam com a garantia da paz eterna, escolhendo-a como intercessora da sua alma no além. O mesmo será dizer, analisar o papel que a misericórdia arcuense teve como gestora dos bens dos mortos. Julgando que a vida se prolongava para além da morte, o homem moderno escolheu uma panóplia de mecanismos que visavam sufragar a sua alma e apostavam na empresa salvífica que melhor salvaguardaria os seus almejos. Entre as diversas confrarias que labutaram para a contabilidade do além, contam-se as misericórdias, inserindo-se a de Arcos de Valdevez nesse mercado de salvação que tinha como objetivo reduzir o tempo de estada no purgatório. Recetora de vários legados, pôs em marcha um programa caritativo marcado, ainda que à sua escala, por traços de universalidade comuns às suas congéneres. Cumpriu as sete obras de misericórdias corporais e a sétima espiritual, estipuladas em últimas vontades ou por livre arbítrio dos homens que a administraram, usando fundos próprios, os capitais dos testadores ou o sobejo dos seus rendimentos. Por determinação dos legatários, a nível espiritual, comemorou o principal de todos os sufrágios, contratando um batalhão de capelães que celebravam, anualmente, milhares de missas e solenizou o Jubileu das Quarenta Horas; e a nível material, emprestou dinheiro a juros, dotou órfãs para casar e curou os enfermos. Com o sobejo dos bens dos mortos, recorrendo a peditórios e com as contribuições dos confrades, pôs em prática um programa caritativo, realizado pelo trabalho voluntário dos irmãos e com o recurso a assalariados que garantiam algumas das tarefas especializadas, que teve como principais sujeitos os pobres. Através destes fundos esmolou-os, vestiu-os, concedeu-lhes cartas de guia, auxiliou os presos e enterrou os mortos. Não podemos esquecer que o papel de gestora dos bens dos mortos, desta instituição, não pode ser abordado sem que se analise a patrimonialização de bens de raiz e dos capitais que lhe estiveram subjacentes.por
dc.description.abstractOur study focuses on the management of the assets of the dead in the Misericórdia of Arcos de Valdevez, since its genesis in 1595 until 1800. In this course we analyze its birth, the assertion and demonstration of the first signs of crisis in the mid-eighteenth century. Not leaving behind the practice area of the institution and its social composition, we seek to specifically endorse the relation ship between this (the Misericórdia) and those who were concerned with the assurance of eternal peace, choosing it as an intercessor for their soul in the after life. That is to say, analyze the role that the Misericórdia of Arcos de Valdevez had as administrator of the assets of the dead. Believing that life continued beyond death, the modern man chose a panoply of mechanisms which aimed to defray his soul and relied in the salvific company that would best safeguard their desires. Among the several confraternities that have labored for the beyond accounting there are the Misericórdias, in which the one of Arcos de Valdevez is included as the market of salvation which aimed to reduce the length of stay in purgatory. Recipient of numerous different legacies, the Misericórdia, started a charitable program marked, although to its scale, by traces of universality common to its peers. It fulfilled the seven corporal works of mercy and the only seventh spiritual, stipulated in last wishes or by free will of the men who administered it, using own funds, capital of the testers or the excess of their income. By determination of the legatees, on a spiritual level, the master of all votes was celebrated, by hiring a battalion of chaplains who celebrated, annually, thousands of Masses and solemnized the Forty Hours Jubilee; as for the material level, has lent money at interest, has given dowry for orphans to marry and healed the sick. With the excess of the assets of the dead, by collecting public money and from the contributions of the confreres, has implemented a charitable program, carried out by voluntary work of the brothers and with the recourse to employees that ensured some of the specialized tasks, which had as its main subject the poor. Through these funds gave them money and letters of guidance, clothed them, helped the prisoners and buried the dead. We must not forget that the role of this institution of managing the assets of the dead, cannot be addressed without an examination of the acquisition of real estate, increasing of heritage and underlying capital.por
dc.language.isoporpor
dc.rightsopenAccesspor
dc.titleA gestão dos bens dos mortos na Misericórdia dos Arcos de Valdevez: caridade e espiritualidade (séculos XVII-XVIII)por
dc.typedoctoralThesispor
dc.subject.udc362(469.111)"15/18"-
dc.identifier.tid101424140-
Appears in Collections:BUM - Teses de Doutoramento
DH - Teses de Doutoramento/PhD Theses

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