CECS - Comunicação e Sociedade - Vol. 24 (2013): Moda e Contemporaneidade : [1] Estatísticas

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Comunicação e Sociedade 24: Moda e Contemporaneidade

Diretor: Moisés de Lemos Martins

Coordenação do volume: Gabriela Gama e Kathia Castilho

CECS - Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade Lasics, Universidade do Minho, 2013, 336 págs. ISSN 1645-2089

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A moda repele o já visto, movendo-se em territórios marcados por práticas indefinidas e ilimitadas, ensaiando múltiplas experiências, com o único pressuposto de que o que subsiste para além das modas que são apresentadas é que estas se esgotem no desejo imediato de as possuir, de as consumir, de voltar a desejar o novo. A moda funda-se nos contrários, assenta na eterna volatilidade do todo onde a celeridade garante a ausência da obsolescência. Nada é fabricado para durar e a obsolescência dos produtos garante às estruturas económicas a sobrevivência. Tudo é experimentado na fruição do presente. O Fast-fashion revolucionou o modo como se passou a olhar para a moda. Que tempo é este que sacraliza o novo em que as peças de roupa têm a duração dos kleenex? Como pensar um tempo que se rege pela sedução e pelo desejo? Se a moda se democratizou, simultaneamente rumou a sua produção para outras paragens em busca de preços mais competitivos. Mas será que perante um liberalismo desenfreado em que vivemos a responsabilidade social e o desenvolvimento sustentável são assegurados na realidade? No passado, o mercado do luxo de matriz francesa era imune às agitações económicas. Hoje, na Europa, o luxo ressente-se e deslocou-se para outras geografias. Como pensarmos estas deslocações? Se gostamos de ver a moda como espaço de criação, não podemos desligá-la do seu lado comercial. Como olhar para a inspiração num tempo em que as marcas estão nas mãos de grandes grupos económicos? Qual o papel dos criadores de moda quando estão associados aos grupos económicos e o seu nome é convertido em marca? Qual a importância da “utilização” das celebridades para a imagem das marcas? A contrafação e o plágio não são um fenómeno de hoje. Como pensar a contrafação, o plágio num tempo em que se procura um regresso às origens? Os consumidores compram artigos de luxo falsificados pelo que são, ou pelo que representam? A mundialização da economia, o fenómeno da globalização acelerou a indiferenciação de gostos e de estilos entre as pessoas que não vivem afastadas das “rotas” do progresso. Face ao passado, a identidade, que é cada vez mais transitória, mutante, é caraterizada por ruturas. Se a moda diferencia, hierarquiza, é, simultaneamente, portadora de ideias, de estéticas distintas em rutura com o instituído. Como lidam as tribos urbanas com a globalização dos estilos de vida? Hoje, o corpo está no epicentro de todas as ficções, reptos e inquietações. As tatuagens, os piercings, o body building, as dietas, as práticas desportivas, as cirurgias estéticas revelam um emergente descontentamento relativamente ao seu corpo. Mas somos apenas um corpo? Há mais de um século que as revistas de moda funcionam como o meio mais seguro para a disseminação do que se joga na indústria da moda, sempre em sintonia com o mercado. Que corpo é esse que habita nas revistas de moda? Um corpo perfeito que rompe com os corpos reais? Um corpo não corpo? Neste número da revista Comunicação e Sociedade pretendemos contribuir para o aprofundamento da compreensão destes problemas e destas realidades.

Fashion repels everything we have ever seen, it develops in territories marked by indefinite and unlimited practices. It rehearses multiple experiences with the only assumption that what exists beyond trends, that are presented, is that these are depleted due to the immediate desire to possess and to consume them, and, again, desire the new. Fashion is based on opposites, it is based on the eternal volatility, where the speed guarantees the absence of obsolescence. Nothing is built to last and the products' obsolescence ensures the survival of economic structures. Everything is experienced on the present's enjoyment. Fast-fashion revolutionized the way we look into fashion. What time is this, that consecrates the new, where clothes have a duration of Kleenexes? How should we think this time governed by seduction and desire? If fashion was democratized, it, simultaneously, headed its production to other places in search of more competitive prices. Nevertheless, due to this unbridled liberalism in which we live, are social responsibility and sustainable development really guaranteed? In the past, the market of French luxury items was immune to economic turmoil. Today, in Europe, the luxury market resents and shifts to other lands. How should we think these displacements? If you like to see fashion as a space of creation, we cannot disconnect it of its commercial side. How can we look into inspiration in a time when brands are in the hands of big business companies? What is the role of fashion designers when they are associated with economic groups and their name is brand's name? What is the importance of celebrities' “use” in the promotion of brands' image? Counterfeiting and plagiarism are not a today´s phenomenon. How should we think counterfeiting and plagiarism at a time when we want to return to our origins? Do consumers buy counterfeit luxury items for what they are or for what they represent? Economic internationalization, the phenomenon of globalization has accelerated the differentiation of tastes and styles among people who do not live away from the "routes" of progress. Due to the past, the identity, which is increasingly transient and mutant, is characterized by discontinuities. If fashion, in the one hand, differentiates, in the other hand, it ranks. It, simultaneously, brings new ideas and distinct aesthetic against the established. How do the urban tribes deal with the globalization of lifestyles? Today, the body is at the epicenter of all fictions, challenges and concerns. Tattoos, piercings, body building, diets, sports practice and the cosmetic surgeries reveal an emerging dissatisfaction with their body. But are we just a body? More than a century ago fashion magazines are the safest way to disseminate the fashion industry, always in tune with the market. What is the body that inhabits fashion magazines? Is it a perfect body that breaks with real bodies? An unreal body?

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Dez-2013Comunicação e sociedade : moda e contemporaneidade [24, 2013]Universidade do Minho. Instituto de Ciências Sociais. Centro de Estudos de Comunicação e SociedadeotheropenAccess
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