CECS - Comunicação e Sociedade - Vol. 21 (2012): Género e Heterossexualidade - Discursos e Imagens na Publicidade e nos Media : [1] Estatísticas

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Comunicação e Sociedade 21: Género e Heterossexualidade - Discursos e Imagens na Publicidade e nos Media

Diretor: Moisés de Lemos Martins

Coordenação do volume: Zara Pinto-Coelho e Silvana Mota-Ribeiro

CECS - Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade Lasics, Universidade do Minho, 2012, 261 págs. ISSN 1645-2089

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Trabalhos recentes sobre teorias do género sugerem que o género e a sexualidade constituem realidades dinâmicas, relacionadas com as práticas sociais, em detrimento de uma perspetiva que as identificava como conceitos imutáveis, estáticos (Connell, 1987; Butler, 1990). Por um lado, a sexualidade é a expressão central de envolvimento e aquisição do feminismo, tal como na própria masculinidade (e.g. Potts, 2002). Por outro, a representação tradicional sobre o que significa ser 'homem' ou 'mulher', potenciada pela sociedade ocidental, assenta em crenças, atitudes e valores francamente arraigados sobre a sexualidade. Como se estabelece, portanto, esta relação ideológica entre os media (e os novos média) no discurso e nas imagens publicitárias? Algumas pesquisas levadas a cabo neste contexto sugerem que a cultura ocidental identifica a presença feminina nos anúncios publicitários de acordo com um desejo heterossexual (Puustinen, 2000; Rossi, 2005; Vänska, 2005). Estudos sobre o discurso sobre o género nos média (e.g. Gill, 2009; Lazar, 2009), a linguagem e sexualidade (Bucholtz and Hall, 2004; Cameron and Kullic, 2003; Kitzinger, 2005) indicam que o género e a sexualidade apresentam uma caráter particular de dependência mútua que necessita de ser convenientemente explorado. Para desafiar esta hegemonia de discurso nas sociedades ocidentais, é urgente expor a relação entre o sexo, género e o desejo (Butler, 1990), que continua a estar profundamente enraizado na cultural visual e textual mediática. Neste número, exploramos um conjunto de questões, tais como: feminismos e feminidade; desejo feminino e poder das mulheres; formas de emancipação feminina; género e participação política das mulheres; a 'pornofização' da cultura; corpos femininos e a medicina; a sexologia popular; metodologias e abordagens ao discurso de género e imagens visuais; heterossexualidade visual; as inter-relações entre sexo e sexualidade.

Recent work in gender theory claims that gender and sexuality are dynamic, interrelated social practices, rather than static, immutable, and separate categories (Connell, 1987; Butler, 1990). On the one hand, sexuality is seen as a central site of expression, enactment, and acquisition of femininity, as well as of masculinity (e.g. Potts, 2002). On the other hand, ways of doing and being a ‘woman’ or a ‘man’ seem to be grounded on western societies’ dominant beliefs, attitudes and values about sexuality. How is this ideological linkage represented and communicated in media (and new media) discourse and advertising images? Previous research has shown that in ‘Western’ cultures, women’s ads participate in the ongoing construction of forms of knowing and evaluating gender relations and subjectivities in accordance with heterosexual desire (Puustinen, 2000; Rossi, 2005; Vänska, 2005). Studies conducted in the field of gender in media discourse (e.g. Gill, 2009; Lazar, 2009) and of language and sexuality (Bucholtz and Hall, 2004; Cameron and Kullic, 2003; Kitzinger, 2005) show that gender and sexuality have a particular kind of mutual dependence that needs to be clarified. In order to challenge the hetero-gender hegemony of Western societies, we need to expose the continuing (re)production of the linkage between gender and heterosexuality that establishes a causal relationship between sex, gender and desire (Butler, 1990), which is routinely deployed as a taken for granted resource in a variety of discourse types and visual images. Such enterprise is necessarily tinged by the neoliberal political climate of contemporary societies, where feminism is frequently signified not only as unnecessary and obsolete, but also as politically regressive (McRobbie, 2007; 2009). In this number of Communication and Society, we aim to contribute to a deeper understanding of this problem. We strongly encourage contributions that reveal the complexity and contradictory nature of media discourses and visual images in ads. A variety of theoretical and methodological perspectives are welcome. Papers, based on sizeable empirical data, clearly outlined the analytical framework and methodology used in the study, and provide explicit and systematic analysis of the communicative strategies evident in the data, following these areas of discussion: feminisms and femininity; feminine desire and women's power; empowered femininity; gender and female political participation; pornification of culture; sexuality and gaze; female bodies and medicine; the ageing body; commodified body culture; normative/deviant heterosexuality and social-cultural contexts; heterosexuality display through visual or bodily deployment; popular sexology; female and male beauty; thinness/fatness and male and female sexualities; weight, food and sexualities; plastic bodies, beauty and health; risky vs. safe heterosexual practices; sex and sexuality interconnections; methodologies and approaches to gender discourses and visual images.

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DataTítuloAutor(es)TipoAcesso
Jun-2012Comunicação e sociedade : género e heterossexualidade - discursos e imagens na publicidade e nos media [21, 2012]Universidade do Minho. Instituto de Ciências Sociais. Centro de Estudos de Comunicação e SociedadeotheropenAccess
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