Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/1822/28235

TítuloCrise financeira e decisões de investimento das empresas
Autor(es)Vieira, Andreia Filipa Gonçalves
Orientador(es)Ferreira, Priscila
Palavras-chaveCiclo económico
Restrições de crédito
Investimento em ativos intangíveis
Teoria do custo de oportunidade
Business cycle
Credit constraints
Investment in intangibles
Opportunity cost theory
Data2013
Resumo(s)Ao longo do ciclo económico é possível observarem-se alterações nas condições de financiamento enfrentadas pelas empresas. Se as oscilações económicas resultarem em restrições sobre a liquidez e condições de solvência da uma parte considerável da economia, a alocação eficiente dos recursos para projetos de investimento pode ser difícil. Dado que alguns tipos de investimento, em particular o investimento em ativos intangíveis, são mais propensos a ter efeitos sobre a produtividade, alguns estudos económicos têm-se debruçado sobre a questão de como os ciclos económicos afetam, a longo prazo, o crescimento da produtividade de uma economia. O objetivo desta dissertação é o de contribuir para esta temática, através de uma análise da forma como alterações na conjuntura económica (ao nível da empresa e a nível agregado) e restrições de crédito afetam a decisão de investimento em ativos intangíveis por parte de empresas Portuguesas. Na análise empírica são utilizados dados do Sistema de Contas Integrado das Empresas, para o período 2004 a 2010. A análise realizada assenta na teoria de custo de oportunidade que sugere que o investimento em atividades passíveis de aumentar a produtividade, tais como o investimento em I&D e em outros ativos intangíveis, aumenta durante fases de contração económica devido à queda do seu custo relativo (em termos de output “perdido”). Ou seja, o investimento em ativos intangíveis é contra cíclico. Contudo, alguns autores argumentam que na presença de restrições de crédito este resultado pode ser invertido. Os resultados da análise empírica aqui realizada sugerem que, em Portugal, quando se considera o ciclo idiossincrático da empresa o investimento em ativos intangíveis é pró cíclico. Porém, quando se considera o ciclo económico agregado o investimento em ativos intangíveis é contra cíclico. Por sua vez, as restrições de crédito (identificadas pela dimensão da empresa) parecem não estar relacionadas com a decisão de investir em ativos intangíveis. Os resultados obtidos sugerem, assim, que as empresas portuguesas são mais sensíveis ao ciclo macroeconómico do que ao seu próprio ciclo. Para além disso, as decisões de investimento das empresas parecem estar em concordância com a teoria do custo de oportunidade, i.e., o investimento em ativos intangíveis, como proporção do investimento total, aumenta na fase de contração económica. Assim sendo, é possível que esta fase de severa contração da economia Portuguesa seja também uma fase onde se esteja a desenrolar uma dinâmica de investimento com potencial de melhoria dos níveis de produtividade no futuro.
Across the different phases of the economic cycle it is possible to observe changes in financing conditions faced by firms. If economic fluctuations result in restrictions on the liquidity and solvency conditions of a considerable part of the economy, an efficient allocation of resources to investment projects can be difficult. Since some types of investment, particularly investment in intangible assets, are more likely to have effects on productivity, some economic studies have focused on how the economic cycles affect the long-term productivity growth of an economy. The aim of this dissertation is to contribute to this topic through an analysis of how changes in the economic conditions (both at the firm-level and the aggregate level) and the credit constraints affect the decision to invest in intangible assets by Portuguese companies. In the empirical analysis uses data from the Sistema de Contas Integrado das Empresas for the period 2004 to 2010. The analysis is based on the opportunity cost theory which suggests that investment in productivity enhancing activities, such as investment in R & D or other intangible assets, increases during phases of economic contraction due to the decline in their relative cost (in terms of foregone output). In other words, investment in intangible assets is counter cyclical. However, some authors argue that in the presence of credit constraints this result can be reversed. The results of the empirical analysis undertaken here suggest that, in Portugal, when we consider the firm’s idiosyncratic cycle the investment in intangible assets is pro cyclical. However, when we focus on the macroeconomic economic the investment in intangible assets is counter cyclical. On the other hand, credit restrictions (identified by the size of the firm) do not seem to be related to the decision to invest in intangible assets. Therefore, the results in this study suggest that Portuguese firms are more sensitive to the macroeconomic cycle than to its own cycle. Furthermore, investment decisions by firms seem to support the opportunity cost theory. For example, the investment in intangible assets as a proportion of total investment increases during economic downturns. Thus, it is possible that this phase of severe contraction of the Portuguese economy is also a period where a dynamics of investment with potential improvements of productivity levels in the future is unfolding.
TipomasterThesis
DescriçãoDissertação de mestrado em Economia Monetária, Bancária e Financeira
URIhttp://hdl.handle.net/1822/28235
AcessoopenAccess
Aparece nas coleções:BUM - Dissertações de Mestrado
NIMA - Dissertações de Mestrado/Master Theses
GAI - Dissertações de Mestrado

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