Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/1822/20917

TitleInstitucionalização e infância : vivências e representações das crianças
Author(s)Paiva, Wídia Suerlândia Marinho
Advisor(s)Fernandes, Natália
KeywordsCriança
Institucionalização
Acolhimento institucional
Direitos
Children
Institutionalization
Residential care
Rights
Les enfants
L'institutionnalisation
Accueil institutionnel
Droits
Issue date2012
Abstract(s)A institucionalização das crianças constitui-se como uma das respostas da sociedade para as proteger em situações de violação dos seus direitos. A necessidade de compreender as crianças institucionalizadas como sujeitos de direitos, competentes, ativos e com voz nas decisões que afectam as suas vidas, assume um especial significado para estas crianças se considerarmos que as implicações da institucionalização nas suas vidas não se limitam ao período da sua vivência no contexto da instituição, iniciando-se antes da institucionalização e, muito possivelmente, continuando após a sua desinstitucionalização. Esta investigação teve por objetivo estudar qual o significado que as crianças institucionalizadas atribuem a uma instituição de acolhimento, a partir da sua voz. O trabalho de campo realizou-se num Lar de Crianças e Jovens, com 21 crianças de ambos os sexos, com idade entre os 6 aos 11 anos. A investigação é de caráter qualitativo, tendo recolhido a informação através da observação participante, entrevista-conversa, registro em vídeo e desenhos. As informações analisadas foram discutidas e interpretadas, tendo como quadro de referência teórico a sociologia da infância. Os resultados obtidos, a partir da voz da criança, indicam que é necessário que as instituições se constituam enquanto medidas de carácter provisório e excepcional, que substituam as tendências assistencialistas de atendimento à infância por ações de caráter participativo e que direccionem os esforços para a prevenção das situações que desencadeiam a institucionalização de crianças. De destacar ainda, que a conclusão desta investigação, revela, entre outros aspetos, a necessidade de se evitar a institucionalização prolongada de crianças, pois a vivência institucional prolongada, viola o direito fundamental das crianças à convivência familiar.
The institutionalization of children is one of the responses adopted by society to protect them in situations where their rights are violated. However, the lives of institutionalized children is not limited to the period of their experience in the context of the institution, begins, prior to its institutionalization and, quite possibly, will continue after its institutionalization. Therefore, there is the need to understand them as subjects of rights and also as competent and active ators which voices needs to be incorporated in decisions that affect their lives. This research intended to study the meanings that the institutionalized children attach to a care institution. The fieldwork took place in a residential care institution, with 21 children, boys and girls, aged 6 to 11 years. The research had a qualitative focus, having collected the information through participant observation, interview, conversation, record video and drawings. The information analyzed was discussed and interpreted, within the theoretical framework of the sociology of childhood. The results obtained from the children's voices, indicate that institutions need to be considered as temporary and exceptional measures, and also need to replace traditional trends in welfare services for children, through participatory dynamics and activities that consider children as active ators in their lives. Finally, our research reveals, among other things, the need to avoid prolonged institutionalization of children, as long institutional experience, because this kind of approach violates children's fundamental right to family life.
L'institutionnalisation des enfants est l'une des réponses, adoptée par la société à les protéger dans des situations où leurs droits sont violés. Cependant, la vie de l'enfant n'est pas confiné à institutionnalisée période de ses expériences dans le contexte de l'institution, il commence, avant son l'institutionnalisation et, très probablement, se poursuivra après la désinstitutionnalisation. Par conséquent, la nécessité de le comprendre comme un sujet de la loi, compétent, actif et d'une voix qui mérite d'être posée au participer aux décisions qui affectent leurs vies. Cette enquête a été but d'étudier le sens que les enfants institutionnalisés attacher à un établissement d'accueil de ses voix. Le travail de terrain a eu lieu dans un foyer pour enfants et les jeunes, avec 21 enfants des deux sexes, âgés de 6 à 11 ans. La recherche est par nature qualitatives, la collecte d'informations par l'observation, Conversation entrevue, d'enregistrer des vidéos et des dessins. Les informations analysées ont été discutés et interprétés, avec le cadre théorique pour sociologie de l'enfance. Les résultats obtenus par la voix de l'enfant, indiquent que les institutions ont besoin d'être constituée comme une mesure de tendances de remplacer provisoire et exceptionnel services de protection de l'enfance du personnage de stock participative et directe des efforts pour la prévention des situations qui déclencher l'institutionnalisation des enfants. Il convient de noter également que le réalisation de cette enquête révèle, entre autres choses, la nécessité de d'éviter l'incarcération prolongée des enfants, parce que l'expérience prolongée institutionnels, violent le droit fondamental à la vie familiale.
TypeMaster thesis
DescriptionDissertação de mestrado em Sociologia da Infância
URIhttp://hdl.handle.net/1822/20917
AccessOpen access
Appears in Collections:BUM - Dissertações de Mestrado
CIEC - Dissertações de Mestrado

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