Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/1822/19777

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dc.contributor.advisorPaisana, Joanne-
dc.contributor.authorAbreu, Maria Georgina Ribeiro Pinto de-
dc.date.accessioned2012-06-29T17:12:20Z-
dc.date.available2012-06-29T17:12:20Z-
dc.date.issued2012-03-02-
dc.date.submitted2011-08-11-
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/1822/19777-
dc.descriptionTese de doutoramento em Ciências da Cultura (ramo de conhecimento em Cultura Inglesa)por
dc.description.abstractThe distinctive feature of the culture of Regency radicalism is what Marcus Wood (1994) calls ‘the delight in unrespectability’. It expressed itself in the mock-satiric style of its print culture, frequently seen as the last expression of a blackguard subculture doomed to extinction by the rise of middle-class values of respectability and progress. This view echoes in the work of a considerable number of authors, often influenced by Jürgen Habermas’s negative assessment of popular radicalism in his work The Structural Transformation of the Public Sphere. Contending with this view, I argue that the mock-satiric tone of the print culture of Regency radicalism is forward-looking and intentionally disruptive. My conclusion is drawn from the analysis of the periodical radical journalism and the pamphlet satire issued in 1820 in the context of the Queen Caroline affair. The ‘unrespectability’ in which radical writers delighted during the Affair was not the product of a rough culture but the creative response to the cultural marginalisation and the restrictive press legislation against which it was played. Along with these constraints, sprang the courage and the spirit of defiance. Richard Carlile’s bold war of resistance for the right of publication, William Cobbett’s staged political drama, Thomas Wooler’s sophisticated wit, and the ingenious allegorical meaning of William Hone’s satire were as much the result of their intellectual, literary and political skill as of the threat of prosecution that hung over their heads. On the other hand, by encompassing the domestic and moral concerns associated with the Queen’s case in their discourse, Regency radicals went beyond the strict political agenda of parliamentary reform and pointed to a new vision of polity and society. In periods of crisis, such as the Queen Caroline affair, the aforementioned were formative experiences. They made radical journalism and satire into ‘act’ instead of simply ‘text’, and also into a cultural, even counter-cultural, instrument with great popular appeal. Regency radicalism defined itself during the Queen Caroline affair by the role it played in the public sphere as intentionally rebellious, forward-looking intervention. The Queen Caroline affair is therefore a good case study of the political, literary, and intellectual elements underlying the print culture of Regency radicalism.por
dc.description.abstractO traço distintivo da cultura do movimento radical do período da Regência consiste no que Marcus Wood (1994) denomina ‘o gozo em ridicularizar o poder’. Esta atitude materializou-se numa produção editorial satírica, frequentemente vista como a última manifestação de uma subcultura grosseira em vias de extinção pela ascensão dos valores de decoro e progresso, associados à classe média. Este ponto de vista reflecte-se na obra de um considerável número de autores, frequentemente influenciados pela apreciação negativa da cultura do radicalismo popular, presente no livro de Jürgen Habermas The Structural Transformation of the Public Sphere. Refutando essa apreciação, alego que o tom satírico subjacente aos textos produzidos por aqueles autores apresenta uma visão política e cultural virada para o futuro e intencionalmente dissonante. A minha conclusão baseia-se na análise da sátira e do jornalismo periódico radical produzidos em 1820, no contexto do chamado ‘Queen Caroline affair’. Durante esta crise, a troça e mesmo o escárnio dos poderosos não foram o produto de uma cultura grosseira, mas sim a resposta imaginativa à marginalização cultural e à repressão política de que eram alvo os autores e activistas radicais nesse período. É que, a par da marginalização e da repressão, brotaram a coragem e o espírito de desafio. A intrépida guerra de resistência desencadeada por Richard Carlile pelo direito à liberdade editorial, o encenado drama político de William Cobbett, o humor sofisticado de Thomas Wooler, e o inventivo sentido alegórico da sátira de William Hone foram tanto o resultado da sua capacidade intelectual, literária e política, como da ameaça de repressão que pairava sobre as suas cabeças. Por outro lado, ao abrangerem no seu discurso as preocupações de ordem moral e do âmbito da domesticidade, relacionadas com o ‘Queen Caroline affair’, os autores radicais ultrapassaram o âmbito estrito da sua agenda de reforma parlamentar e apontaram para uma visão nova da política e da sociedade. Em períodos de crise como o ‘Queen Caroline affair’, estas experiências eram formativas. Elas transformaram o jornalismo e a sátira em ‘acto’, em vez de simplesmente ‘texto’, e em um instrumento de cultura, e mesmo de contra-cultura, de grande impacto popular. Durante o ‘Queen Caroline affair’, o movimento radical caracterizou-se pelo papel que desempenhou como intervenção insubmissa, virada para o futuro. O ‘Queen Caroline affair’ é, pois, um bom exemplo de estudo de caso da interacção dos elementos políticos, literários e intelectuais subjacentes à cultura editorial do radicalismo da Regência.por
dc.language.isoengpor
dc.rightsopenAccesspor
dc.titleQueen Caroline and the print culture of regency radicalismpor
dc.title.alternativeA Rainha Carolina e a cultura impressa do radicalismo da regênciapor
dc.typedoctoralThesispor
dc.subject.udc941 "18"por
dc.identifier.tid101355530-
Appears in Collections:CEHUM - Teses de Doutoramento
BUM - Teses de Doutoramento

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