Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/1822/188

TitleTectónica do antiforma de Viana do Castelo-Caminha (ZCI): regime de deformação e instalação de granitóides
Author(s)Pamplona, J.
Issue date2001
Abstract(s)Foi efectuado um estudo da tectónica do antiforma de Viana do Castelo – Caminha (NW de Portugal), tendo incidido na análise dos regimes de deformação e da instalação dos granitóides. As rochas metassedimentares que afloram na área de estudo pertencem ao autóctone da ZCI, fazendo parte das formações da Desejosa (Câmbrico Inferior), Sta Justa (Tremadociano- Arenigiano) e Valongo (Lanvirniano-Landeiliano). Do ponto de vista tectónico poderemos definir três fases de deformação variscas fundamentais. A primeira fase, F1, caracteriza-se por: i) dobras de plano axial subvertical e eixos ondulantes; ii) xistosidade de plano axial, por vezes, transectando as dobras; iii) importantes corredores de cisalhamento sinestrógiro, originando, mesmo, estruturas em dominó e estiramento segundo o eixo cinemático b. Nalguns sectores (a Norte), o estiramento é segundo o eixo cinemático a, ocorrendo, também, dobras em baínha com vergência para Este. Os estudos de petrofabric realizados confirmaram, para o autóctone, a tectónica transpressiva sinestrógira, associada a grande parte da F1, assim como a estabelecida para o final da F1, a qual é caracterizada por uma deformação tangencial para Este resultante do transporte dos mantos alóctones. Os estudos de deformação finita indicam o comportamento heterogéneo da F1 nos Quartzitos Armoricanos (constituindo as superfícies de estratificação anisotropias principais capazes de condicionar a deformação Varisca), sendo possível a justaposição de bancadas muito pouco deformadas a bancadas mais deformadas. Os elipsóides são maioritariamente prolatos para o sector de Carreço e oblatos para o sector da Praia Norte – Viana do Castelo. Algumas direcções dos eixos maiores dos elipsóides têm paridade com: i) o estiramento em a e a vergência das dobras em bainha do sector de Carreço; ii) o estiramento em b do sector da Praia Norte – Viana do Castelo. A segunda fase, F2, é evidenciada por: i) xistosidade (de cisalha) moderadamente inclinada; ii) dobras com acentuada vergência para Oeste. É de referir, associado a esta fase, o aparecimento de falhas inversas e cavalgamentos. A génese destes cisalhamentos está relacionada com o transporte dos mantos de carreamento para Este, responsável pelo Carreamento de Vila Verde e, também, pelo extravasamento de plutonitos para W. A terceira fase, F3, é posta em evidência através de importantes corredores de cisalhamento relacionados com movimentos transpressivos dextrógiros, originando dobramentos com ângulos interflancos bastante abertos e cisalhamentos conjugados. A tectónica desta fase pode ser divida em duas partes: a primeira, sin-F3, transpressiva dextrógira e, uma segunda, sin a tardi-F3, transpressiva sinestrógira. Os estudos de ASM efectuados, no maciço de Caminha, apoiaram a existência da transpressão dextrógira. Há ainda a registar uma tectónica tardi a pós-varisca, em frágil, que originou vários sistemas de desligamentos conjugados. ii O núcleo do antiforma da F3, entre Caminha e Viana do Castelo, é ocupado por diferentes fácies de granitos de 2 micas. Preconiza-se que a injecção destes granitos tenha ocorrido em multiimpulsos. Os dados indiciam uma ascensão de magma granítico, no final da F2, associada a retrocisalhamentos, que condicionaram a morfologia laminar (para Oeste) do plutonito de Bouça de Frade e, provavelmente, do plutonito de Sta Luzia. O mecanismo de ascensão e instalação proposto prevê a acção combinada da migração difusa (pervasive) de magma félsico à mesoescala e da tectónica tangencial para E, que gerou retrocisalhamentos, F2, com vergência para W. Durante a F3 instalaram-se as outras fácies graníticas. De um modo geral, instalaram-se primeiro as fácies sem turmalina e, posteriormente as fácies com turmalina. As estruturas analisadas são compatíveis com uma instalação dos granitos numa zona de cisalhamento dextrógira, com sectores de distensão local ( relacionados com o campo de tensões regional), os quais permitiram a ascensão magmática. A instalação efectuou-se, aproximadamente, de Este para Oeste, uma vez que o posicionamento dos plutonitos mais precoces, com estrutura laminar, poderia servir de barreira, a E, à ascensão de magma. Também se defende que a própria génese do antiforma contribua para a instalação dos plutonitos aproximadamente com uma orientação N-S (com morfologia alongada), isto é, paralelamente ao plano axial do antiforma F3.
A tectonic study, concerning the analyses of deformation regimes and the emplacement of granitoids, was developed in the Viana do Castelo – Caminha antiform (NW Portugal). The metassedimentary rocks of the studied area belong to several formations of the CIZ autochthonous: Desejosa Formation (Cambrian), Sta. Justa Formation (Tremadocian-Aregian) and Valongo Formation (Lanvirnian-Landeilian). Three main deformation phases may be defined. The first deformation phase (D1) is characterised by: i) folding with sub-vertical axial plane and undulant fold axis; ii) axial plane schistosity, occasionally transecting the folds; iii) important sinistral shear corridors that give origin to bookshelf structures and stretching lineation, generally along the kinematic b – axis. However, in some northern sectors occurs stretching lineation along the kinematic a-axis, occurring sheath folds with East verging. Petrofabric studies confirm, for the autochthonous formations, a sinistral transpressive tectonics for most of D1. The end of D1 is characterised by an East tangential deformation, resulting from allochthonous nappe movements. Finite deformation studies in the Armorican Quartzites formation shows a heterogeneous behaviour during D1, with the overlapping of layers presenting different deformation (stratification acts as a main anisotropic surface that condition the Variscan deformation). Strain elipsoids are mainly prolate in the Carreço sector and oblate in the Praia Norte – Viana do Castelo sector. Some major axis direction are parallel to: i) stretching along a axis and to sheath folds verging in Carreço sector; ii) stretching along b axis of the Praia Norte – Viana do Castelo sector. The second deformation phase (D2) is expressed by: i) shear schistosity slightly dipping; ii) folds with steep verging to West. Associated with D2 also occur thrust faults. These shears are related to the nappe movements to East, which originates de Vila Verde’s Thrust and the Bouça do Frade plutonite extravasating. The third deformation phase (D3) is characterised by major shear corridors related to dextral transpressive movements that causes folding with very wide interlimbs angle and conjugated shears. Two different tectonic stages could be considered for D3, being the first one, sin D3, dextral transpressive and the second one, sin to late D3, sinistral transpressive. MSA studies in the Caminha massif support the existence of dextral transpressive tectonics. It is observes, too, a brittle late to post-variscan tectonics, characterised by many strike-slip faults systems. Different facies of two-mica granites are found in the core of the D3 antiform, between Caminha and Viana do Castelo. It is postulated that the intrusion of these granites occurred in several impulses. The granitic magma raised at the end of D2, associated with backthrusts that iv conditioned the laminar morphology (to the West) of the Bouça do Frade plutonite and, probably, of the Sta. Luzia plutonite. A mechanism of pervasive migration of felsic magma combined with D2 West verging backthrusting is proposed for the rising and emplacement of these plutonites The other granitic facies were emplaced during D3. Generally, turmaline-free granites were emplaced before turmaline-bearing granites. The studied structures are compatible with granites emplacement in a dextral shears zone, with local distension sectors (related to the regional stress field), which allowed the magmatic rising. The emplacement of the granites was made from East to West, since the position of the earliest plutonites (with laminar structure) could have act as a barrier, to the East, for the magmatic rising. It is also proposed that antiform genesis contributed to the plutonites emplacement (with elongate morphology) along a near North-South orientation, i.e. along the direction of the D3 antiform axial plane.
TypeDoctoral thesis
URIhttp://hdl.handle.net/1822/188
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