Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/1822/17779

TitleCaracterização da colaboração terapêutica na última sessão de casos Dropout
Author(s)Neves, Ana Sofia Gomes
Advisor(s)Ribeiro, Eugénia
KeywordsColaboração
Micro-análise
Diáde
Momento-a-momento
Dropout
Collaboration
Micro-analisys
Dyad
Step-by-step
Issue date2011
Abstract(s)A vasta investigação relativa à relação terapêutica é reveladora da sua importância para a obtenção do sucesso terapêutico (Horvath & Symonds, 1991; Horvath & Bedi, 2002; Kazdin, 2007). A Aliança Terapêutica apresenta-se como uma dimensão primordial da relação terapêutica. Uma Aliança Terapêutica positiva, de qualidade, é propiciadora de resultados terapêuticos igualmente positivos (Horvath & Bedi, 2002; Horvath & Greenberg, 1994; Horvath & Symons em 1991; Luborsky, 1994; Martin, Garske, Davis, 2000; Tryon & Winograd, 2001, 2002). Segundo a conceção de Bordin (1979), a Aliança Terapêutica é entendida como fator relevante na obtenção de uma relação terapêutica bidirecional, ou seja, numa relação terapêutica assente na colaboração mútua, marcada pela negociação de objetivos e tarefas entre o terapeuta e o cliente. Partindo do conceito de colaboração mútua associado a esta definição de aliança Ribeiro et al. (2011) procuraram contribuir para responder à questão de como a aliança se torna terapêutica (Horvath, 2006). Os autores desenvolveram uma proposta teórica e metodológica no sentido de compreender como se desenvolve o processo de colaboração entre o terapeuta e o cliente e de que modo este processo se articula com a mudança em terapia. Neste sentido, Ribeiro et al. (2011) utilizaram o conceito de Zona Desenvolvimental Proximal Terapêutica - ZDPT proposta por Leiman & Stiles (2001). Entendida como a distância entre o desenvolvimento atual do cliente e o nível de desenvolvimento potencial que este poderá atingir em colaboração com o terapeuta. É no âmbito do trabalho de Ribeiro et al. (2011) que se enquadra esta investigação. Mais especificamente, esta investigação visa caracterizar a colaboração terapêutica na última sessão de casos Dropout, seguidos em terapia cognitivo-comportamental. A amostra deste estudo é constituída por 9 últimas sessões de casos de Dropout, distribuindo-se estas últimas sessões entre a 3ª e 11ª sessão. Por via da utilização do Sistema de Codificação da Colaboração Terapêutica, criado por Ribeiro et al. (2010), obteve-se a frequência dos episódios interativos que ocorreram dentro, no limite e fora da ZDPT. Através da metodologia do State Space Grids (Lamey, Lewis & Granic, 2004) obtiveram-se os episódios que correspondiam a mais de 80% das interações de cada sessão anterior ao Dropout. Os resultados revelaram que o mais frequente é o terapeuta trabalhar à frente do Cliente na ZDPT, ou seja, o terapeuta tende a desafiar o cliente a inovar, sendo que o cliente se recusa a sair da sua experiência de segurança, tendendo a ficar mais próximo do seu estado atual.
The wide research concerning to the therapeutic relationship is revealing of its value to obtain therapeutic sucesses (Horvath & Symonds, 1991; Horvath & Bedi, 2002; Kazdin, 2007). The Therapeutic Alliance is presented as being a primordial dimension of the therapeutic relationship: A positive and quality Therapeutic Alliance leads to likely positive therapeutic results.( Horvath & Bedi, 2002; Horvath & Greenberg, 1994; Horvath & Symons em 1991; Luborsky, 1994; Martin, Garske, Davis, 2000; Tryon & Winograd, 2001, 2002). According to Bordin´s (1979) theory, the Therapeutic Alliance is understood as a revealing factor to obtain a bidirectional therapeutic relationship, ie, a therapeutic relationship based on mutual cooperation, standed by the negotiation of tasks and goals between therapist and patient. Starting from the concept of mutual cooperation combined with the definition of alliance, Ribeiro et al. (2011) sought to help answering about how the alliance becomes therapeutic (Horvath, 2006). The authors have develop a theoretical and methodological proposal in order to understand how the development of the collaboration process between therapist and patient occurs, and at the same time, in which ways this process is articulated with the change of therapy. Therefore, Ribeiro et al. (2011) used the "Therapeutic Proximal Development Zone" - ZDPT, proposed by Leiman & Stiles (2011), known as being the distance between the patient present development and the level of probable development which the patient might reach collaborating with the therapist. This investigation is based on Ribeiro et al.(2011) work, more specifically, it tries to characterize the therapeutic collaboration during the last session of Dropout cases, followed with behavioural and cognitive therapy. The sample of this study consists in the last 9 sessions of Dropout cases, distributing these between the 3rd and 11th sessions. Using the therapeutic collaboration coding system, created by Ribeiro et al. (2010), we have reached to the frequency of the interactive episodes whom occur within, at the limit and out the ZDPT. Through the "State Space Grids" methodology (Lamey, Lewis & Granic, 2004) we came to the episodes that match in over 80% of the interactions of every previous Dropout session. The results revealed that what frequently happens is that the therapist works ahead of the patient on the ZDPT, ie, the therapist tends to outdare the patient to innovate, leading the patient to refuse abandoning his own secure experiment tending to keep closer to his current condition.
TypeMaster thesis
DescriptionDissertação de mestrado integrado em Psicologia (área de especialização em Psicologia Clínica)
URIhttp://hdl.handle.net/1822/17779
AccessOpen access
Appears in Collections:BUM - Dissertações de Mestrado Integrado

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