Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/1822/11866

TitleMariage, littérature courtoise et structure du désir au XIIe siècle
Author(s)Álvares, Cristina
Issue date2010
PublisherInstituto de Estudos Medievais (IEM)
JournalMedievalista Online
CitationÁLVARES, Cristina – Mariage, littérature courtoise, et structure du désir au XIIème siècle. "Medievalista" [Em linha]. 8 (Jul./Dez.) 2010).[Consult. 14 de Mar. 2011]. Disponível em WWW:<URL: http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA8/alvares8008.html>. ISSN 1646-740X.
Abstract(s)O artigo revisita as relações entre amor cortês e as condições sociais no Ocidente, especialmente em França, nos séculos XI e XII para vincar as importantes mutações sócio-culturais provocadas em grande parte pela Igreja gregoriana ao impor o celibato aos clérigos e o princípio do consentimento mútuo aos nobres como quadro da emergência da fin’amors literária. Canções e romances corteses são pensados como tentativas de construir novos modelos de relação entre homens e mulheres e uma nova ética da diferença sexual. O que digo, em suma, é que a variedade de opções estéticas e éticas, exploradas pelos romances, no que diz respeito à relação entre desejo, casamento e sublimação, constitui uma séria objecção à tese de Denis de Rougemont, segundo a qual o amor ocidental seria idealmente adúltero e o amor cortês seria sustentado por uma lógica maniqueísta. Um dos argumentos que contraponho a esta tese é a que a percepção que Graciano tem da sexualidade, por exemplo, converge com uma moral do amor, que encontramos nos romances nupciais, inspirada, senão mesmo estruturada pelo dogma da Encarnação.
The paper revisits the relations between courtly love and social conditions of the Western eleventh and twelfth centuries. It stresses the larger socio-cultural changes that the Church brought about by imposing celibacy on clerics and the principle of consensual marriage on the lay nobility as a framework for the emergence of literary fin’ amors. Courtly songs and romances are thought of as attempts of building new models for the relationship between men and women and a new ethics of the sexual difference. In short I say that the variety of ethical and esthetical choices explored by medieval romances concerning the connexions between desire, marriage, and sublimation strongly challenges the thesis of Denis de Rougemont about the adulterous tendency of Western love and the Manichaean background of fin’amors, arguing that the views on sexuality offered by Gratien corroborate the Incarnation-tinged love ethics of marital romances.
TypeArticle
URIhttp://hdl.handle.net/1822/11866
ISSN1646-740X
Peer-Reviewedyes
AccessOpen access
Appears in Collections:CEHUM - Artigos publicados em revistas

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