Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/1822/11041

TitlePreditores individuais e organizacionais de bullying no local de trabalho
Author(s)Araújo, Manuel Salvador Gomes de
Advisor(s)McIntyre, Teresa
McIntyre, Scott Elmes
Issue date19-Oct-2010
Abstract(s)O estudo que aqui se apresenta teve por objectivo principal estudar os Preditores Individuais e Organizacionais de Bullying no Local de Trabalho. Procurou-se ainda, analisar o impacto das diferentes dimensões do Bullying no Local de Trabalho na saúde individual (stress, sintomatologia física e psicológica) e na “saúde organizacional” (satisfação com o trabalho, satisfação com a supervisão, absentismo, rotatividade e acidentes). Participaram neste estudo 787 trabalhadores, oriundos do sector industrial (n=291) e do sector dos serviços (n=496) sendo que 45.1% (n=347) são do género masculino e 54.9% do género feminino (n=423). O desenho do estudo é do tipo transversal, tendo sido recolhidos os dados num único momento através da seguinte bateria de testes nas suas versões portuguesas: o Negative Acts Questionnaire - Revised (NAQ-R); o Questionário do Clima Organizacional (QuACO); o General Health Questionnaire-12 (GHQ-12); o Rotterdam Symptom Checklist (RSCL); o Job In General Scale (JIG); o Job Descriptive Index (JDI) (Supervision Scale); o Interpersonal Behavior Survey – Short Version (IBS-Short); uma Ficha Demográfica-Profissional e uma Ficha de Dados da Organização. A Hipótese 1 previa que o clima organizacional seria um preditor significativo da experiência de Bullying no Local de Trabalho. A Hipótese 2 previa que o Bullying no Local de Trabalho fosse um preditor significativo da saúde mental e física dos trabalhadores. A Hipótese 3 previa que o Bullying no Local de Trabalho seria um preditor significativo da “saúde organizacional”. A Hipótese 4 previa que a variável pessoal - competências de assertividade, e a variável organizacional - satisfação com o trabalho, teriam um efeito moderador na relação entre o Bullying no Local de Trabalho e as suas consequências ao nível da saúde pessoal e organizacional. Foram realizadas análises exploratórias no sentido de comparar os sectores (indústria e serviços) nas variáveis psicossociais estudadas e procurou-se ainda investigar a relação existente entre as variáveis sócio-demográficas e profissionais, e a intensidade e consequências do Bullying no Local de Trabalho. A Hipótese 1 foi confirmada para a maioria das variáveis em análise. A Hipótese 2 foi também confirmada, pois os resultados demonstram que o Bullying no Local de Trabalho é um preditor significativo da saúde mental e física relatada pelos trabalhadores. A Hipótese 3 confirmou-se relativamente à satisfação com o trabalho e relativamente à satisfação com a supervisão, não se confirmando em relação à rotatividade, aos acidentes de trabalho e ao absentismo. A Hipótese 4 foi confirmada para as variáveis de satisfacao no trabalho como moderadoras do impacto do Bullying no Local de Trabalho na saúde. A idade, o género, a escolaridade, o sector, e o tipo de organização (pública ou privada), apareceram como preditores significativos do Bullying no Local de Trabalho. Foram discutidas as limitações do estudo em termos da sua validade interna e externa. Finalmente, foram discutidas as implicações dos resultados em termos de investigação futura e no desenvolvimento de programas de intervenção que possam promover uma maior dignidade no local de trabalho, prevenindo situações de abuso psicológico e remediando as situações de Bullying no Local de Trabalho em Portugal.
The main aim of this study was to investigate the individual and organizational preditors of bullying in the workplace. We also sought to examine the impact of the different dimensions of bullying in the workplace on individual health (stress, physical and psychological symptoms) and "organizational health" (job satisfaction, satisfaction with supervision, absenteeism, turnover and accidents). The sample consisted of 787 workers from the industrial sector (n=291) and the service sector (n=496) of which 45.1% (n=347) were male and 54.9% female (n= 423). The study design was cross-sectional and data were collected using the following instruments in their Portuguese version: the Negative Acts Questionnaire - Revised (NAQ-R), the Organizational Climate Questionnaire (QuACO), the General Health Questionnaire-12 (GHQ-12), the Rotterdam Symptom Checklist (RSCL); the Job In General Scale (JIG), the Job Descriptive Index (JDI) (Supervision Scale); the Interpersonal Behavior Survey - Short Version (IBS-Short); a Demographic and Professional questionnaire and an Organizational data sheet. Hypothesis 1 predicted that organizational climate would be a significant preditor of the experience of bullying in the workplace. Hypothesis 2 predicted that bullying in the workplace would be a significant preditor of the mental and physical health of workers. Hypothesis 3 predicted that bullying at work would be a significant preditor of "organizational health". Hypothesis 4 predicted that the individual variable - assertiveness skills, and the organizational variable - job satisfaction, would have a moderating effect on the relationship between bullying and its consequences in terms of individual and organizational health. We conducted exploratory analyses to compare the industry and service sectors in the psychosocial variables studied, and sought to investigate further the relationship between demographic variables and the extent and consequences of bullying in the workplace. Hypothesis 1 was confirmed for most of the variables under consideration. Hypothesis 2 was also confirmed, as the results showed that bullying in the workplace is a significant preditor of the mental and physical health reported by workers. Hypothesis 3 was confirmed in terms of the job satisfaction and for satisfaction with the supervision, and was not confirmed regarding turnover, industrial accidents and absenteeism. Hypothesis 4 was confirmed for the role of job satisfaction variables as moderators of the relationship between bullying and health variables. In the exploratory analyses, age, gender, education, sector, and type of organization (public versus private) appeared as significant preditors of bullying. We discussed the limitations of the study in terms of its internal and external validity. Finally, we discussed the implications of the results in terms of future research and the development of intervention programs that can promote greater dignity in the workplace, preventing abuse and addressing situations of bullying at work in Portugal.
TypeDoctoral thesis
DescriptionTese de doutoramento em Psicologia (área do conhecimento em Psicologia da Saúde)
URIhttp://hdl.handle.net/1822/11041
AccessOpen access
Appears in Collections:BUM - Teses de Doutoramento
CIPsi - Teses de Doutoramento

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